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terça-feira, 5 de setembro de 2017
sexta-feira, 3 de julho de 2015
CPAD News entrevistou o Pr.Itamar Fernandes assista essa bela entrevista
Veja matéria:

Missionário em Moçambique visita a CPAD
No dia 10 de junho, a CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) recebeu a visita do pastor Itamar Fernandes de Jesus, que desenvolve um grande trabalho missionário em Moçambique. Ele contou suas experiências missionárias e expôs materiais para os funcionários que se reúnem todas às quartas-feiras num culto devocional pela manhã, sob a direção do irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor-executivo da Casa.
Ele fez a leitura bíblica no livro de Gênesis, capítulo 12, versículos 1 a 3, onde o Senhor fala a Abrão para que saia da sua terra e do meio da sua parentela para uma terra que lhe seria revelada. Essa mesma mensagem foi lhe dita por um irmão usado por Deus, há muitos anos, que disse que era "chegada a hora dele sair”. O pastor Itamar ficou em dúvida até o seu encontro com o pastor Joedson Costa Dias (Assembleia de Deus em Miguel Couto - RJ). Na ocasião, ele era copastor e vice-presidente na AD em Feira de Santana (BA), sob a presidência do pastor Wolmar Alcântara.
Em 1997, ele foi enviado com o pastor Joedson para Moçambique, onde ficaria por um ano ministrando seminários de libertação. Acabou ficando e dando início à Missão PIEIA (Projeto Internacional de Evangelização para o Interior da África). O trabalho que começou na Aldeia Inhaminga se alastrou para várias regiões daquele país, assim como para outros países na África (Malawi e Zimbabwe).
Um dos pontos de grande comoção e enlevo espiritual foi quando o pastor Itamar testemunhou sobre a cura de uma filha, Thamyres. Segundo ele, ela havia contraído malária e havia sido desenganada. Um médico pediu que ele a levasse para morrer em casa. Não havia mais recursos e ela já não respondia aos procedimentos. Ao levá-la para casa, o pastor orou a Deus. A preocupação dele era como a enterraria, pois a situação financeira da família era desfavorável, ao ponto de não ter dinheiro para o caixão. O pastor temia ter que enrolá-la apenas em um lençol. Porém, de manhã cedo, ele e sua esposa foram acordados pela filha viva e ativa! Ela estava completamente curada e os convidava para o café que ela mesmo havia preparado para eles. Deus havia realizado um grande milagre.
Hoje, o pastor promove várias estratégias para alcançar o povo moçambicano, como, por exemplo, a Rádio PIEIA, que alcança cerca de 800 mil pessoas; a Igreja Escola e o PAI (Projeto de Amparo Infantil), que atende trezentas crianças carentes a partir dos dois anos de idade, dentre outros projetos.
O pastor ressaltou as dificuldades de pregar o Evangelho em Moçambique. A Região Norte é onde predomina o islamismo, por isso as igrejas daquela localidade são dirigidas por obreiros do país. Na região central e sul, ao contrário, há grande concentração de católicos, idólatras e feitiçarias. Contudo, as igrejas evangélicas estão lotadas. A base da Missão PIEIA está situada na cidade de Beira e a maioria das congregações se encontra no interior do país.
Você pode acompanhar os trabalhos pela rádio web da Rádio PIEIA (www.radiopieia.org).
Você poderá conferir uma entrevista exclusiva e edificante com o pastor Itamar na edição 48 (setembro/outubro) da revista Seara em Foco (CPAD).
Fonte: CPAD News
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Entrevista - Mãe, esposa e contrabandista

Em entrevista, Didi Coman conta dos primeiros dias no ministério da Portas Abertas.
Como você chegou a conhecer o Irmão André e o ministério aos perseguidos?
Um casal de cunhados meus já trabalhava no ministério do Irmão André. Por meio das histórias deles, me senti bastante tocada, antes de podermos trabalhar juntos.
O ministério foi bem recebido pela Igreja Livre?
Foi bem recebido e continua crescendo.
Como era o trabalho nos primeiros dias? Qual foi a sua tarefa?
Quando nos unimos ao ministério, meu marido tinha de viajar muito, o que não era fácil para mim - ficar em casa com as crianças sem saber se ele iria voltar. Minha tarefa: me dedicar completamente ao trabalho. Mas tínhamos três filhos que precisavam de um lar estável. Uma vez por ano, tinha de viajar com meu marido para o "campo".
Qual foi a situação mais difícil que você teve que passar no campo?
Toda vez que atravessávamos a fronteira, a polícia tinha muitas perguntas, e tínhamos de descarregar o carro. Na maior parte das vezes, a atitude deles não era agradável. Depois de descarregar o carro, nos deixavam esperando por horas. Você nunca sabe se vão deixá-lo entrar no país.
Uma vez viajei durante o inverno com um casal de nossa igreja para a Romênia. O casal nunca tinha participado de uma viagem dessas. Decidimos que, na alfândega, eu deveria atrair toda a atenção dos policiais, e que eles não iriam falar em outro idioma. Nosso carro estava repleto de comida, naquele tempo a Romênia passava por uma época de fome. Tivemos de tirar tudo de dentro do carro e quatro homens começaram a me interrogar: "Aonde vocês estão indo? Têm um endereço? O que vão fazer lá? Para quem é essa comida?" etc. Durou duas horas. Enquanto isso, meu amigo teve de levar o carro a uma rampa, para que checassem por baixo do veículo. Um homem ficou para trás - um policial secreto - e ele começou a ser bem amigável. Ele aceitou um pouco de café, açúcar e óleo que lhe demos. Então, em seu escritório, ele sorriu e me disse, amigavelmente: "Certo, vocês me deram algo, e eu lhes dou também (a permissão para entrar no país). Agora vocês podem me dizer aonde estão indo, para qual endereço!".
Fiquei em dúvida, mas então percebi o que ele estava fazendo, e lhe disse firmemente: "Olhe, senhor, vou àquele hotel (iríamos passar uma noite no hotel). Sei que as pessoas estão famintas. Não tenho nenhum endereço e a comida pertence a mim!". Ele começou a sorrir e me deixou ir. O mais difícil foi passar pelo tratamento áspero de quatro pessoas e, logo em seguida, pelo tratamento amigável de uma outra.
Mas nossos amigos ficaram muito felizes quando os visitamos no inverno, apesar das estradas ruins, do gelo e da neve. Eles não haviam sido esquecidos. Que alegria e que bênção!
De tudo o que você já passou, o que mais a influenciou?
A fé e a dedicação das pessoas dentro da Igreja sofredora me influenciam mais do que qualquer coisa. A perspectiva que têm sobre Deus e Jesus, sua coragem e total amor por Deus. Sua luta e esperança - confiando em Deus e em suas promessas aconteça o que for, às vezes, nas situações mais desesperadoras.
Quando pensa no Brasil e na América Latina, o que lhe vem à mente?
Será minha primeira vez no Brasil e também na América Latina. Estou bastante ansiosa para conhecer essa parte do mundo, ter uma "visão de dentro" da cultura. Estou certa de que tudo que tenho em mente agora será bem diferente, então vou esperar a surpresa!
O que você diria a pessoas que querem trabalhar no campo, como você?
Antes de tudo: como está seu dia a dia hoje? Como está seu relacionamento com Deus? Você tem ânimo em ouvir as pessoas que estão ao seu redor? Você tem convicção de que foi Deus quem o chamou para pisar neste campo? Não se trata de uma aventura, mas dedicação para servir, a despeito do custo.
Fonte: Portas Abertas
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Alexandre Canhoni relata como foram os ataques às igrejas no Níger

ENTREVISTA
Alexandre Canhoni, ex-paquito Xandy, e sua família moram no Níger há 14 anos desenvolvendo um trabalho social e missionário que atende cerca de 2.000 pessoas, entre crianças e adolescentes.
Ao longo desses anos ele jamais pensou que presenciaria um ataque tão violento de muçulmanos contra cristãos. “17 de janeiro vai ficar marcado para o resto de nossas vidas”, disse o ex-paquito em entrevista ao Gospel Prime Cast.
O missionário relatou que no começo da tarde daquele sábado ele começou a receber mensagens de que as igrejas estavam sendo atacadas. Ele fez algumas ligações e confirmou as mensagens: os muçulmanos estavam atacando igrejas e estabelecimentos administrados por cristãos.
Os voluntários africanos que trabalham com o casal brasileiro recomendaram que eles saíssem de casa, pois a turma dos extremistas estava se aproximando. “Foi um milagre porque o Senhor cegou a gente passando e nos levou para um caminho que eu não lembro para onde Ele me levou”.
Alexandre e sua família conseguiram um abrigo para passar a noite e ao retornar para sua casa pode ver o rastro de destruição deixado pelos religiosos que resolveram se vingar dos cristãos por conta da publicação francesa Charlie Hebdo que voltou a fazer sátira com o profeta Maomé, mesmo depois do massacre que matou 12 funcionários da revista.
A casa e o espaço onde as crianças recebiam alimento e cursos profissionalizantes foram completamente destruídos. Todos os utensílios foram quebrados como mesas e cadeiras, e a estrutura do imóvel foi comprometida pelos golpes que foram dados com ferramentas pesadas.
Diante do risco de novos ataques, alguns missionários cristãos começaram a deixar o Níger, mas Alexandre não pretende deixar o país africano. “Eu só saio com os meus filhos. Nós estamos com 17 filhos adotados”, relatou.
Pelos filhos e pelas milhares de pessoas que são atendidas pela missão, o brasileiro prefere reconstruir o espaço para voltar a trabalhar com a comunidade. Os moradores locais se juntaram para limpar os destroços deixados pelos radicas e agora Canhoni pede a colaboração dos brasileiros para ajudá-lo a construir o imóvel.
Se você desejar contribuir com esta obra, acesse www.guerreirosdedeus.com.br
Fonte: GospelPrime
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Assista dezenas de entrevistas missionárias do programa NaMissão, gravadas durante o 7o CBM
Clique na imagem acima
Durante o 7º Congresso Brasileiro de Missões, graças a uma parceria com AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e Ultimato, o Canal UPTV gravou vários programas “Na Missão”. Ao todo, 25 pessoas foram entrevistadas sobre temas relevantes da missão da Igreja (veja no final).
A elaboração das pautas, os convites e o agendamento ficaram a cargo da equipe de Ultimato. As perguntas foram elaboradas por nós, com a ajuda importante da apresentador Paulo Castello. A diversidade das entrevistas é a cara da missão atual.
Temos desde o casal de missionários com mais de 50 anos no campo, até Luke e Sandro que evangelizam nas casas noturnas da Rua Augusta em SP; Henrique Terena, líder indígena; Marcos Amado desmistificando o Mundo Árabe; Marta Carriker contando (e cantando) como uma música de sua autoria evitou o suicídio de um jovem; Timóteo expondo o Deus missionário na “Bíblia Missionária”; Antonia Leonora (Tonica) falando do lançamento do livro Sangue, Sofrimento e Fé; e muitos outros.
Eles começarão a ser exibidos amanhã (terça-feira, dia 28), com a entrevista de Marcos Amado, especialista em Islamismo e atualmente representante do Movimento Lausanne na América do Sul. Na sexta-feira, dia 31, será a vez de Ronaldo Lidório. A cada semana, dois programas serão disponibilizados. Acesse o site www.canaluptv.com e procure a janela “Na Missão”.
O Canal UPTV tem tecnologia de transmissão em TV (por IP) de última geração.
Que isto sirva para multiplicar a mensagem e amplificar as respostas a tantos desafios!
ASSISTA AO PRIMEIRO PROGRAMA DA SÉRIE DO CBM:
Fonte: Veredas Missionárias - http://ultimato.com.br/
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Entrevista - A difícil tarefa de evangelizar na Noruega
O pastor Jahan Binai, 54 anos, é iraniano e dirige atualmente uma igreja composta por ex-muçulmanos na Noruega
Jahan Binai tem um programa de televisão que é exibido via satélite diariamente para diversos países islâmicos e alcança mais de 300 milhões de muçulmanos. Ele foi entrevistado pessoalmente em sua casa pela correspondente sênior Tatiana Santos, de Pernambuco
Como o senhor chegou aqui?
Fui reitor numa faculdade no Irã por 14 anos e vivia muito bem financeiramente. No entanto, tinha problemas com o regime no poder. Na cidade em que morávamos, quando a polícia fazia batidas, começava por nossa casa e, por causa dessa pressão política, deixamos o país. Primeiro fomos para a Turquia e dali, através da ONU, nos tornamos refugiados; depois viemos para a Noruega.
Quando chegamos aqui, pensamos que era o paraíso, porque os que estavam ao nosso redor nos mostravam amor. Mesmo que não falassem de Jesus conosco, sentíamos Jesus na vida deles.
Primeiro eu me converti e muita coisa mudou em mim; depois, minha esposa se converteu porque viu as mudanças na minha vida. Nunca pressionamos nossos filhos, mas eles viram as mudanças na vida dos pais e eles próprios tomaram a decisão de seguir a Jesus.
Entramos em contato com iranianos em Oslo, a capital, e começamos a ser bem ativos na comunidade.
Trabalhamos durante 7 ou 8 meses e, embora não visse ninguém se convertendo, não desistimos. Com o tempo, Deus abriu as portas e, certo dia, começaram a chegar à igreja ônibus cheios de muçulmanos. Em cada culto víamos muçulmanos se dobrando e aceitando a Jesus. De vez em quando, viajamos até Dubai ou ao Azerbaijão como missionários para pregar.
Quais restrições o senhor ou a igreja tem enfrentado?
Quando vou ao asilo de refugiados, às vezes sou proibido de entrar. A direção do próprio asilo me proíbe: os funcionários, ou até mesmo muçulmanos fanáticos, e isso com o consentimento do governo. Tem sido um pouco complicado aqui na Noruega, mesmo sendo um país cristão, pois tem sido difícil evangelizar os muçulmanos.
Alguns são fanáticos e por isso nós às vezes temos problemas, somos criticados por eles. Fui ameaçado de morte, eu e minha família.
O senhor precisou de proteção policial por um tempo. O que aconteceu?
Um homem me telefonava repetidamente, e ele me ameaçava, dizendo que eu era uma vergonha para o islamismo; que o fato de eu convidar muçulmanos para cultos cristãos e fazê-los se converter ao cristianismo me tornava um impuro para o islã e que, por causa disso, ele mataria a mim e a minha família.
Acabamos sentindo que isso era algo emergencial e então ligamos para a polícia. Tínhamos medo de ir para a nossa casa, mas a polícia me forneceu um alarme para chamá-la, caso algo acontecesse. Andei meses com esse alarme e trocamos nossos números de telefone.
Numa das últimas ligações que recebi, disse ao meu perseguidor que o amava e não me importava, mesmo que ele de fato viesse a cortar meu corpo em vários pedaços, como havia dito que faria. Passou algum tempo e as ameaças cessaram. Então fui à polícia e disse-lhes que achava que Deus estava mudando o coração daquele homem e acreditava que não precisava mais de proteção policial. Mesmo assim, a polícia continua rondando a área onde moramos.
O que é mais urgente para o seu trabalho?
Oração e proteção. Outro desafio para nós que trabalhamos com essas pessoas é a mentalidade delas, pois é muçulmana. Elas transferem os valores muçulmanos para o cristianismo e esquecem que a mentalidade cristã é fundamentada na graça, enquanto a muçulmana é baseada no quanto de mau ou bom você fez. Nosso desejo é que eles tenham uma relação pessoal com Jesus, porque no islã há uma distância muito grande entre Deus e Jesus e leva algum tempo até que eles compreendam a necessidade de viver essa nova vida. Precisam muito de oração e da Palavra de Deus. Precisamos também de parceiros de oração e parceiros financeiros para o programa de televisão, pois é um projeto muito grande. Temos dois satélites. É um programa diário exibido várias vezes ao dia. Mais de 300 milhões de muçulmanos têm acesso a ele e muitas vidas têm sido alcançadas.

Foto: Pastor Jahan Binai
Foto: Jahan em sua casa, com alguns ex-muçulmanos. Ao lado é possível ver o material utilizado no discipulado
Foto: Correspondente local Tatiana e o pastor Jahan
Esta entrevista foi publicada na revista Portas Abertas volume 28 nº8 ano 2010
Fonte: Portas Abertas




