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sábado, 14 de outubro de 2017

Bartolomeu Ziegenbalg, o primeiro missionário luterano



Bartolomeu Ziegenbalg (1682-1719), nascido na Saxônia, nos anos de adolescência (aos 16 anos) passou por um reavivamento da fé. Em 1703, iniciou seus estudos de Teologia em Halle. Antes de encerrar seus estudos, em 1705, foi chamado para a obra missionária e enviado junto com seu colega Plütschau para Tranquebar, uma colônia dinamarquesa no sudeste da Índia.

Dedicou-se ao gamo étnico tamil, aprendeu sua língua, cultura e mentalidade religiosa. Anunciou-lhes o evangelho e defendeu-os contra os interesses comerciais do comandante da colônia. Experimentou grandes dificuldades e sofreu o ódio dos colonos europeus que lá moravam, teve oposição dos hindus e dos católico-romanos, que se julgavam "donos" da vida religiosa do povo tamil. Como a companhia comercial não podia fazer algo abertamente contra a missão, visto ser realizada por mando do rei dinamarquês, queria manter os missionários sob controle e torná-los sem êxito. O comandante consentia em que fossem tratados com palavrões e na base de socos. Como defendeu uma cristã tamil contra um funcionário sem escrúpulos da companhia, a consequência foi seu aprisionamento por mais de quatro meses. A perseguição durou dez anos. Somente quando Ziegenbalg mesmo foi à Europa, recebeu ajuda para que o comandante fosse substituído. Apesar de sua pouca idade e experiência, teve a tenacidade necessária para aquele longo período de luta.

O primeiro missionário evangélico na Índia foi um pioneiro que teve de abrir caminho, experimentando tudo por conta própria. Não haviam princípios missionários pré-estabelecidos a serem seguidos. Ele não se contentou em pregar o evangelho em português, a língua então usada no sul da Índia. Percebeu que, para penetrar profundamente na alma tâmil, era necessário comunicar a mensagem na língua materna. Depois de um ano conseguiu realizar sua primeira pregação em tamil. Traduziu o Novo Testamento, publicado em 1714, e o Antigo Testamento até o livro de Rute. Começou uma escola com os filhos dos escravos tamis e com os órfãos.
O método missionário desenvolvido abrangia: escolas, orfanato, tradução da bíblia, editora, treinamento de professores e pregadores nativos, anúncio do evangelho de forma contextualizada, cânticos em melodia e métrica tamil, catequização dos jovens, e tudo visando a conversão pessoal a Cristo. Ziegenbalg julgou importante pesquisar as religiões da região antes de evangelizar. Julgava que o testemunho só poderia ser relevante a partir do conhecimento apurado da realidade espiritual dos nativos. Dedicou-se a conhecer sua forma de pensar e sentir. Escreveu pelo menos tias livros sobre as religiões, um hinário tâmil, uma gramática e um dicionário tâmil, enquanto seu colega escreveu sobre a medicina popular dali. Suas obras de pesquisa foram vistas como irrelevantes em toda Europa, visto que a primeira foi publicada somente mais de dois séculos após sua morte, em 1926. 

Depois de anos de fraqueza física e de injusta e severa crítica destrutiva por pane do comitê da missão em Copenhagen, à obra missionária, o coração de Ziegenbalg não aguentou, caindo em grave enfermidade, vindo ele a morrer com apenas 34 anos de vida. Quando da sua morte. os cristãos tamis eram cerca de 250. Ele tinha sido usado como semeador da boa semente do evangelho. Não teve tempo para ver muitos frutos, mas ocupa lugar de honra entre os representantes mais destacados da história missionária evangélica. Ele pregou o evangelho levando em conta o conhecimento natural de Deus existente entre os nativos e a visão de vida tamil, tendo como objetivo a criação de uma igreja luterana própria para aquela cultura. Ziegenbalg tem sido chamado de "protótipo do missionário evangélico".


Marlon Ronald Fluck

terça-feira, 18 de julho de 2017

Geografia Missionária da Índia - Paul Mathews


Palestra realizada por Paul Mathews, missionário na Índia, na conferência bienal Todos os Povos Te Louvem Aliança realizado em Belo Horizonte - MG em novembro de 2016 pelo Grupo Povos e Línguas.

Vídeo completo:



Via: Veredas Missionaria 

sábado, 22 de abril de 2017

Igreja que não faz missões, tem que nascer de novo, afirma missionário


Pastor Juan Carlos Boggiano (37), peruano, está à frente da Igreja Quadrangular do Peru – Rei dos Reis, na cidade de Arequipa, local onde desenvolve um trabalho missionário, que além de levar o evangelho atende pessoas carentes e deficientes físicos.

A liderança da igreja (que não é filiada a Igreja Quadrangular do Brasil) é compartilhada com pastor Juventino Arrendondo, mexicano. Ambos atuam no ministério local e também buscam apoio para manter a obra.

Em conversa com o Gospel Prime, Juan convida as pessoas a visitarem a obra desenvolvida no Peru. “Uma coisa é falar, outra é você visualizar a realidade da obra missionária”. Ele comentou que a Assembleia de Deus no Brasil tem auxiliado. “Várias pessoas têm ajudado a manter esse projeto. Deus prometeu que levantaria grandes servos para ajudar. Desta forma o Senhor tem nos abençoado grandemente”, declarou.

Cristãos peruanos

A igreja peruana iniciou suas atividades há três anos sem nenhuma estrutura física e mão-de-obra humana. “Hoje são cerca de 70 membros e com pequenos grupos evangelísticos alcançamos muitas famílias. Temos encontro de casais, jovens, escola bíblica, crianças. No ano passado foram batizadas 17 pessoas. Estamos realizando um trabalho assistencial nas escolas através de doações de computadores para alunos carentes, assim eles podem apreender com mais facilidade”, comentou o missionário.

Atualmente a igreja mantém um trabalho nas Cordilheiras dos Andes, há 250 km da região central de Arequipa. Duas vezes ao mês atendem a pessoas doentes, cadeirantes, e deficientes físicos. Após o terremoto, que atingiu o local em 2015, foram doadas dez cadeiras-de-rodas para pessoas necessitadas.

“Nossa vida está totalmente debaixo da dependência do Senhor”. Juan deseja retornar ao Brasil para construir uma igreja. Sua esposa o questionou o porquê de ser no Brasil. E sua resposta foi que Deus o ordenou erguer uma igreja forte, que irá manter a igreja no Peru. A família está intercedendo em oração e provavelmente será em Campinas, estado de São Paulo.

Realidade das missões no Peru
As dificuldades são muitas no Peru. “Temos escassez de alimentos, estradas destruídas, rios transbordando devido às enchentes, preço elevado, precariedade na habitação e saúde, enfim são muitos os problemas”, desabafou pastor Juan.

O missionário acredita que a situação que o país enfrenta é devido à resistência ao evangelho. “Tudo que está acontecendo é fruto da dureza do coração do povo peruano. O Senhor retirou sua mão sobre o Peru. O governo aprovou a ideologia do gênero, casamento homossexual, não aceitam o evangelho, são idólatras, misticistas. Apenas 1% da população é evangélica. As pessoas só aceitam o evangelho quando estão com suas vidas totalmente destruídas. Nosso país precisa ver Deus agir. Creio na esperança de um real avivamento para todo o Peru”.

Pastor Juan comenta que uma igreja que não tem visão missionária, é uma igreja que necessita nascer de novo.

“Todos somos convocados para levar o evangelho, sem distinção de igrejas e denominações, precisamos nos unir para fazer a obra. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Nada adianta irmos à igreja nos cultos durante a semana e no restante dos dias esquecer-se de Deus. Devemos amar ao próximo como a nós mesmos”.


Herança missionária
Pastor Juan nasceu em lar cristão, em Piura, Peru. Sua mãe, Lucila Farfan se converteu através de um programa evangélico americano que era transmitido no Peru. Com dois anos de conversão, passando por problemas familiares, ela decidiu entregar Juan a Cristo, se Carlos, seu esposo aceitasse a Jesus como seu Salvador. Após o nascimento de Juan, Carlos se converteu. Na época Carlos, engenheiro civil, construía uma grande casa para a família fazer festa e se confraternizar. Mas este não era o plano de Deus. Com o passar dos anos a residência começou a receber missionários, sendo que o primeiro recebido foi o jovem Jesuel Alves, missionário da JOCUM, vindo de Santos, Brasil.

Desde seus 14 anos Juan se sentia incomodado por Deus, como se Ele estivesse requerendo o compromisso missionário de sua vida.  Ele se formou em engenharia geológica, e com a carreira trabalhou com a exploração de minérios no Peru.

Fuga e encontro com seu chamado
Na tentativa de fugir de sua chamada missionária, com sete meses de casado, veio para o Brasil. Após dois meses de sua chegada em São Paulo, sua esposa, viajou em seu encontro trazendo um filho de cinco meses no colo e grávida.

Ele e sua família tinham apenas visto de turista, temporário. Um dia estava na Praça da Sé, desesperado e chorando, disse consigo que não fugiria mais de seu chamado, mas pediu a Deus que o ajudasse. Nesse momento ouviu uma voz o chamando seu nome. A princípio não acreditou nesse chamado, depois a voz se repetiu. Era um velho amigo Manoel Rivera. Ele lhe deu abrigo e apoio na Igreja Brasil para Cristo.

Alguns meses se passaram e o Senhor continuou o tocando sobre seu propósito missionário. Trabalhando em uma empresa de sondagem iria viajar para um novo projeto, quando Deus falou fortemente com sua esposa. O casal foi orar para seguir a vontade e direção do Senhor. Juan não viajou e começou a congregar na Igreja Luz para as Nações. Essa os enviou para as Missões Jocum, e após um período iniciaram trabalho em várias frentes missionárias no Brasil e também na Bolívia.

Após um tempo seu pai ficou doente e retornaram ao Peru em 2009. Juan teve que voltar a trabalhar na mineração para custear o tratamento de seu pai. Ele e sua esposa abriram uma empresa de transporte de minerais. Deus voltou a falar com o casal que era necessário depender dele. Em 2014 encerraram as atividades da empresa e começaram a trabalhar na igreja local de forma integral. “Uma vez me questionaram se com minha profissão já conseguiria sustentaria a obra. Eu respondi que o Senhor me convocou para essa missão, e que os recursos ele nos daria. Deus me queria em busca de almas”.


Fonte: GospelPrime

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mobilização “Oferta de Resgate” quer ampliar trabalhos missionários


No dia 9 de outubro a Igreja Missão Cristã Mundial (MCM) fará uma grande mobilização para despertar o cristão brasileiro a contribuir com a evangelização.


A “Oferta de Resgate” é um evento anual realizado pela MCM e os recursos levantados já serviram para a perfuração de poços na Tribo Turkanas, no Quênia; para comprar equipamentos hospitalares na Somália; para construir escolas no Nepal, em Guiné-Bissau e em Moçambique; além de servir para abrir casas para acolher viúvas e crianças em situação de risco.

São vários os projetos sustentados através dessa mobilização da MCM, podemos citar também o envio de recursos para a construção de 47 casas no Nepal em 2015, casas que serviram para dezenas de famílias que perderam tudo o que possuíam por conta do terremoto que abalou aquele país.
Mas há muito ainda para ser feito, por isso os projetos da MCM precisam da ajuda dos cristãos brasileiros.

Nos projetos da igreja estão: a produção de um longa-metragem que contará a história de crianças resgatadas por meio do Programa Meninas dos Olhos de Deus; construção de uma torre de Oração 24 horas em Portugal; compra de mais equipamentos hospitalares para Somália; implantação de igrejas no deserto do Quênia e apoio a creches e escolas nas favelas da África.

Igrejas interessadas em participarem desse projeto podem entrar em contato com a MCM www.mcmpovos.com e realizarem eventos com o objetivo de levantar recursos para essa obra missionária.

Fonte: GospelPrime

sábado, 10 de setembro de 2016

Cristão idoso arrisca a própria vida para evangelizar


O que impulsiona esses guerreiros norte-coreanos a continuar evangelizando é o fato de saberem que irmãos do mundo inteiro oram por eles

Minho* é um colaborador da Portas Abertas que trabalha no país mais fechado do mundo e o que mais hostiliza o cristianismo: Coreia do Norte. Para o governo norte-coreano os cristãos são vistos como desprezíveis. Realizar trabalhos de evangelização por lá é uma tarefa perigosa, aqueles que se arriscam a levar as boas novas de Cristo fazem isso sabendo que correm risco de vida. Declarar-se um cristão é uma ofensa à liderença da nação.

Contudo Minho, em seus setenta anos, ainda viaja para vilas que ficam em regiões fronteiriças, por amor aos refugiados norte-coreanos escondidos, só para compartilhar com eles o evangelho e falar de Jesus, por meio de alguns impressos que costuma carregar. No mês passado, porém, o colaborador foi confrontado por um ladrão que o espancou em uma rua escura, onde não havia ninguém para socorrê-lo. Ele não se importou em sair todo machucado da situação, e ainda seguiu louvando a Deus, pois o ladrão não levou seu material tão valioso que usa para evangelizar.

O que impulsiona esses guerreiros norte-coreanos a continuar evangelizando mesmo sabendo que estão expostos a situações perigosas é o fato de saberem que irmãos do mundo inteiro oram por eles. O apoio da igreja livre é essencial para que a Igreja Perseguida tenha êxito em manter o evangelho vivo em nações tão hostis. A sua intercessão pela igreja na Coreia do Norte tem mais valor do que você imagina.

*Nomes e imagem alterados por motivos de segurança.

Pedidos de oração

  • Ore por Minho, para que seja protegido durante suas viagens. Mesmo com idade avançada ele ainda continua perseverando em sua missão. Peça ao Senhor para fortalecê-lo e sustentá-lo em todos os seus caminhos.
  • Clame por todos os cristãos perseguidos na Coreia do Norte, para que alcancem outros corações, e assim, a igreja permaneça viva.
  • Interceda pelos prisioneiros, para que suportem todas as dificuldades.
  • Peça também pelos perseguidores, para que também sejam impactados pelo amor de Cristo.


Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Não existem países fechados




Nenhum país está fechado para pessoas, mesmo sendo cristãs, que trazem produtos e habilidades necessários. Qualquer um que pode suprir os produtos e as habilidades de que o país precisa é bem-vindo.
Se você diz a seu vizinho ou colega descrente que a Arábia Saudita ou a China são países fechados, ele vai perguntar: O que você quer dizer com isso? Conheço um monte de gente que vai lá e que trabalha lá. O que você quer dizer com fechado?
“Fechado” é um termo muito restrito ao linguajar missionário. Ninguém usa essa palavra fora do contexto de crentes com visão missionária. Ela não faz sentido para os descrentes e nem mesmo para a maioria dos crentes.

Se você diz que a Coreia do Norte é um país fechado, as pessoas irão compreender. O líder paranoico e despótico da Coreia do Norte, Kim Jong-un, limita quase totalmente a entrada de estrangeiros – mas não deixa de permitir a entrada de produtos e profissionais essenciais. E se você disser que Cuba está fechada para os americanos, as pessoas também irão entender.

Na verdade, todo país precisa e deixa entrar produtos e experiência de fora, pelo menos até certo ponto. Muitos, contudo, não concedem vistos para religiosos profissionais, exceto para os que trabalham para a religião oficial. De 70 a 80% restringem a emissão de vistos para missionários, mas dão as boas-vindas a outros profissionais, sem ligar para sua religião. O mundo está aberto para profissionais cristãos com as habilidades e produtos de que necessita. Todos podem entrar legalmente. Não sabemos de nenhum país em que fazedores de tendas não podem entrar, incluindo a Coreia do Norte.

As palavras influenciam o pensamento. A palavra “fechado” distorce nossa ideia de países fechados. Achamos que países fechados são maus e totalmente fechados ao evangelho. Mas isso é preconceito. Essas nações não rejeitam apenas o cristianismo, mas todas as religiões estrangeiras. Além disso, rejeitar o cristianismo não é a mesma coisa que rejeitar o evangelho. As pessoas de cada lugar nem podem deixar de considerar o cristianismo como religião estrangeira, enquanto não o virem sendo demonstrado e transmitido por testemunhas presentes. É por isso que fazedores de tendas são essenciais. Mesmo quando se permite a entrada de missionários, seu testemunho sempre é desvalorizado por se tratar de “religiosos profissionais remunerados”.

Um taiwanês respondeu, quando perguntado sobre o que achava do trabalho dos missionários em Taiwan, que eles recebem para fazer convertidos. Somente fazedores de tendas podem apresentar a autenticidade e o poder do evangelho na vida diária.
Todos os países são fechados para política, cultura e religião que vêm de fora e lhes são impostas. Eles querem decidir seu próprio destino e desenvolver a si mesmos como bem entendem. Sim, motivação maligna – ganância, privilégios, poder e posição – os corrompem e amarram muito. E nações totalitárias com frequência são as mais opressivas, corruptas e subdesenvolvidas. Mas o desejo dos povos de determinar seu próprio destino e criar valor verdadeiro é uma expressão da imagem de Deus em nós.

Nós como cristãos deveríamos entender isso melhor que ninguém. Deveríamos parar de considerar essas nações totalmente fechadas para o evangelho.
Dois outros pensamentos acompanham o conceito de países fechados: que, para espalhar o evangelho, os missionários é que têm de ir, e que precisamos preparar obreiros em tempo integral, sustentados por doações, para continuar a espalhá-lo. Em nenhum lugar a Bíblia ensina isso. Na verdade, a grande expansão do evangelho para além de Judeia e Samaria registrada na segunda parte de Atos foi efetuada por fazedores de tendas, isto é, por trabalhadores autossustendados que integravam trabalho com testemunho.

Fazer tendas confere poder e credibilidade ao evangelho. A evangelização é multiplicada pela ativação de discipuladores leigos. E cria um padrão de liderança leiga e pastoreio sem que se precise esperar por sustento e treinamento profissional de ministros. Líderes leigos levantados por Deus servem de exemplos poderosos de discipulado, como súditos verdadeiros, não pagos, do Senhor dos senhores no mundo. E a estratégia de fazer tendas gera muito mais líderes para a igreja e a missão.

Portanto, paremos de chamar os países de fechados ou de acesso restrito ou com outros termos que traem os óculos coloridos de obreiros em tempo integral. Devemos reconhecer o tremendo chamado e capacidade de trabalhadores leigos, tanto de fora como do lugar. E, por fim, entendamos que todos os países estão de braços abertos para cristãos que têm os produtos e as habilidades de que eles necessitam.



Via Global Opportunities, Jan. 2014.  Tradução: Hans Udo Fuchs.
https://fazendotendas.org

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A seara clama por nossos “Filipes”



Rev. Fábio Ribas


 “Sou seguidora de Jeová... Sou Testemunha de Jeová”, disse-nos a indígena que sequer dominava bem a língua portuguesa, mas que há meses recebia em sua casa um TJ para estudar com ela. Enquanto isso, missionários  evangélicos temerosos em falar de Jesus aguardavam que ao menos o Evangelho de Lucas estivesse traduzido para, então, iniciarem a evangelização. Se a Igreja não estiver pronta a ensinar, tenha a certeza de que outros ocuparão o lugar que ela negligencia assumir.

           “Como poderei entender, se alguém não me ensinar” ainda é a resposta inquisidora do mundo à Igreja de Jesus Cristo, que tem levado a Bíblia às diversas culturas e línguas espalhadas pelo planeta. Todavia, a despeito do necessário e enorme esforço da Igreja em traduzir o texto bíblico, só isso não basta. Como já observou certo missionário: “antes havia povos sem Bíblia e hoje há Bíblias sem povos”! Os campos necessitam de missionários muitíssimo bem preparados, porque Bíblias se encontram mofadas por não haver quem saiba ensiná-las respeitando os contextos de aprendizado culturais e enfrentando, muitas vezes, culturas orais ou de baixíssimo grau de escolaridade.

Mesmo em culturas letradas e simpatizantes ao aprendizado das Sagradas Escrituras, como foi o caso do homem etíope abordado por Filipe (Atos 8:27), um livro como a Bíblia precisa ser apresentado a partir de um “roteiro de leitura” contextualizado. “O Espírito Santo vai ensinar” é a exclamação dos modernos espirituais de Corinto. Ao que eu sempre respondo: “Larga de ser preguiçoso e vai estudar a Bíblia e a cultura de quem você quer evangelizar, porque, sim, o ES irá fazer a obra, mas é usando você como instrumento”!

            Precisamos de obreiros que, seguindo o exemplo de Filipe, subam o carro e viajem com o outro, trazendo-o para perto de si e amando-o como pessoa, ensinando a Escritura até o momento em que se assuma um compromisso com Cristo e, finalmente, seja-nos perguntado: “O que me impede de ser batizado? ”. Enfim, precisamos não apenas ensiná-los, mas ensiná-los a ensinar! Os Campos clamam por “Filipes”, mas quem irá? Quem os enviará?


         No Brasil, nas grandes cidades e grandes igrejas, encontramos pastores, presbíteros, mestres e doutores capacitados, mas, infelizmente, muitos não possuem a mínima sensibilidade de que o campo também precisa de missionários bem preparados para ensinar. Nós precisamos, seguindo o exemplo da Igreja em Antioquia (Atos 13), enviar o que há de melhor no nosso aprisco aos campos que exigem de nós uma resposta:  “Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?”.


Via: Veredas Missionária - Centro de Missões JMC 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Missionários percorrem 160 km para entregar bíblias no AP

Missionários percorrem 160 km para entregar bíblias no AP

O mês de julho será especial para quatro missionários que irão pedalar pelo Amapá para distribuir bíblias para as comunidades ribeirinhas do interior do estado.

Serão cerca de 160 quilômetros percorridos de bicicleta por Mariana Canto, Vinício Quaresma, Thiago Oliveira e Paloma Macarena.
Eles sairão da comunidade de Vila Maracá, em Mazagão, a 34 quilômetros de Macapá, e seguirão até o município de Laranjal do Jari. A viagem segue pela BR-156 e deve durar três dias, de 27 a 29 de julho.

Os missionários estão acostumados com viagens longas de bicicleta, mas essa será a maior delas, como comenta Mariana. “Esse vai ser o maior percurso, serão 160 quilômetros de Maracá a Laranjal. O máximo que a gente fez até agora foram 60 quilômetros pedalando”.
A missionária de 22 anos acredita que será um grande desafio para o grupo. “Com certeza, esse vai ser o nosso maior desafio até agora”.
Tanto esforço para entregar cerca de 450 exemplares da Bíblia. Um desafio que faz parte de um projeto que pretende entregar 100 mil bíblias até 2050 em 20 cidades brasileiras.

“A gente já teve oportunidade de conhecer diversas partes do Brasil e a carência de bíblia atualmente é bem grande. Mesmo estando em 2016, a gente consegue ir em casas com pessoas que nunca tiveram acesso à bíblia”, disse a missionária ao G1.

O grupo também pretende ajudar as comunidades com trabalhos como a limpeza de casas, arrumar telhados e outros serviços.
“A gente crê que a Bíblia traz transformação. Não é só entregar a Bíblia, esse lance da transformação está ligado à ação. Além de fazer a entrega, a gente tenta melhorar a situação de vida daquela pessoa”, explicou Mariana.

O projeto precisa de doações que servem para comprar bíblias e ajudar nos custos do projeto. Interessados em ajudar essa obra pode entrar em contato com eles através do contato@abibliaemcadacasa.com.br .



Fonte: GospelPrime

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Lei quer acesso gratuito a terminais de ônibus para missionários

Lei quer acesso gratuito a terminais de ônibus para missionários

O vereador da cidade de Fortaleza, Reginal Rolim (PR), apresentou um projeto de lei pedindo transporte coletivo para missionários. A ideia é permitir que quem exerça trabalho evangelístico possa circular gratuitamente pelos terminais de ônibus da capital cearense.
Ao falar sobre seu projeto, o vereador diz que o benefício se extende para representantes de todas as religiões. “São todas as religiões cristãs, seja católica, protestante, espírita, umbanda, entre outras”.

Na visão do vereador, o trabalho missionário é importante para a sociedade. “Aqui, os bandidos não pagam ônibus. Entram pela porta e ainda assaltam os que estão dentro. Os missionários estão realizando um trabalho que o governo não faz, que é dar assistência a esses dependentes químicos”, justifica.

No PL 017/2016, Rolim afirma que os missionários possuem uma atividade itinerante para amparar pessoas que precisam de apoio espiritual.
“Nossa proposta é tão somente criar organização logística para que este tão importante trabalho missionário possa ser desenvolvido sem interferência ou desrespeito”.

O texto não diz que os missionários não pagarão ônibus, apenas afirma sobre a entrada dos missionários nos terminais. “As pessoas precisam só de uma palavra amiga, de um aperto de mão. Fiz para todas as pessoas que usam de boa vontade. Padres, missionários, católicos, freiras, que disponibilizem seu tempo para evangelizar nos terminais. São pessoas que oram nos hospitais, vão nas favelas levar a palavra de Deus, fazem sopão para os que precisam”, enfatiza.

Segundo o projeto, as igrejas ou instituções religiosas cadastrariam seus missionários com identificação e foto e enviariam para a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e ao Sindicato de Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindioônibus), que regulariam o acesso.

Para o autor do projeto, o texto não fere o estado laico por dar o mesmo direito a todas as religiões. “Não estou ferindo o estado laico de direito, porque não estou privilegiando ninguém. Se isso fere, tem que tirar mudar o nome de estados como ‘São Paulo’,’ Santa Catarina’, etc”, disse Rolim.

Fonte: GospelPrime

sexta-feira, 4 de março de 2016

Mais de mil missionários demitidos por queda nas ofertas


O Conselho de Missões Internacionais (IMB, na sigla em Inglês) da Convenção Batista do Sul é uma das maiores agências missionárias do mundo. Desde novembro ela vinha avisando que precisaria reduzir seu pessoal por causa no declínio nas ofertas.

O número final de cortes, revelado no final de fevereiro, assustou. Foi mais que o dobro do previsto, totalizando 1.132 trabalhadores. Foram 983 missionários e 149 pessoas que trabalham na administração da missão, nos Estados Unidos. A medida tem por objetivo equilibrar o orçamento até 2017.
Dos esperados 310 milhões de dólares necessários para continuar com toda as suas atividades, os batistas só arrecadaram 278,8 milhões.
Uma pequena parcela dos missionários desligados pediu aposentadoria antecipada. De acordo com dados da IMB, o número de missionários no campo caiu para cerca de 3.800 – o menor número em mais de 20 anos.

A notícia “é decepcionante para todos nós”, disse o presidente da denominação, Ronnie Floyd.
Frank Page, líder do Comitê Executivo, explica que seu “coração está partido” pelo grande impacto que isso terá na evangelização mundial.
David Platt, presidente da IMB, explicou que os cortes fazem parte de um plano para estabilizar as finanças da agência missionária, que acumulava um déficit de 210 milhões de dólares. A dívida foi paga usando fundos de reserva e a venda de propriedades no exterior, incluindo casa de missionários.

A crise financeira que a denominação passa começou em 2014, quando as doações das igrejas para o trabalho missionário diminuíram bastante. A missão batista contava então com 5.271 missionários, espalhados por dezenas de países em todos os continentes.

“Deus não foi surpreendido por estas realidades financeiras”, explicou a IMB em seu site. “Ele reinou soberanamente sobre IMB por 170 anos, e vai continuar a fazer isso nos próximos anos”. O planejamento para os próximos anos inclui uma retomada no envio de obreiros, mas com parcerias e outros modelos de trabalho.

Fonte: GospelPrime

sábado, 14 de novembro de 2015

Missionários ajudam moradores de Mariana

Missionários ajudam moradores de Mariana

No dia 5 de novembro as barragens de Fundão e Santarém se romperam despejando 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério e água no vale.
O resultado dessa catástrofe é que vários distritos como Bento Rodrigues, Camargos, Paracatu de Baixo, Ponte do Gama e cidades na região foram atingidos.

E o pior: seis pessoas morreram, dois corpos aguardam ser identificados e outras 21 pessoas estão desaparecidas.
A equipe da Cristolândia Minas Gerais, que faz parte da Junta de Missões Nacionais (JMN), resolveu ajudar os moradores dos distritos afetados e reuniu voluntários para atender as necessidades das famílias que ficaram desabrigadas.

Voluntários da JMN limpando casas.

Os voluntários levam recursos e também ajudam a limpar as casas que foram invadidas pela lama. O trabalho continua sendo desenvolvido e interessados em colaborar financeiramente com esta obra podem fazer depósitos em nome da JMN, uma instituição ligada à Convenção Batista Brasileira, através da conta: Bradesco Ag. 0226 C/C 139500-9.


Fonte: GospelPrime

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

China quer enviar 20 mil missionários até 2030

China quer enviar 20 mil missionários até 2030

Um dos países onde a fé evangélica mais tem crescido nas últimas décadas é a China. A abertura gradual do regime comunista está permitindo que a Igreja chinesa participe cada vez mais em fóruns e movimentos evangélicos em todo o mundo. Agora, os crentes chineses estão lançando um desafio.

Muitas igrejas na China continental vêm sendo destruídas e seus pastores continuam sendo presos. Apesar das dificuldades internas, diversas lideranças organizaram recentemente o evento “Missão China 2030”. A conferência, realizada em Hong Kong lançou um projeto impensável anos atrás: enviar 20.000 missionários chineses para diversos países do mundo até 2030.

No final do evento, os primeiros 200 candidatos a missionários foram apresentados. O pastor Daniel Jin, diretor da revista China Mission Today desafiou a Igreja chinesa a “trabalhar e orar” para cumprirem esses desafios missionários nos próximos anos.

Caso os alvos sejam alcançados, essa será a nova força mundial de evangelização. Jin fez ainda uma interessante observação “Ao longo dos últimos 200 anos, desde os dias de Robert Morrison, cerca de 20.000 missionários serviram na China. É hora de ‘pagar’ essa dívida com o evangelho”.
Para David Ro, diretor do Movimento de Lausanne para a Ásia comemora: “Esta primeira conferência é realmente um ponto de virada na história da Igreja chinesa”. Nos próximos anos, eles vão realizar conferências anualmente. A de 2016 será em Pequim, onde os líderes evangélicos vão continuar lutando para alcançar o objetivo lançado este ano.

Na última década, muitas novas igrejas foram construídas, muitas vezes sem consentimento oficial. Quando o governo local nega permissão para construir uma igreja, os moradores constroem um “salão social”, onde os encontros são realizados ou reúnem-se em casas.

De acordo com um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais, pelo menos 45 milhões de evangélicos estão organizados nessas igrejas domésticas.
Não se sabe o número oficial de cristãos no país, pois o governo comunista ensina o ateísmo como norma.

Com informações de CBN
GospelPrime

Relembre a alegria de chineses recebendo bíblias pela primeira vez:

domingo, 27 de setembro de 2015

Baixar,Download Hebreus 11.38: O mundo não era digno deles - E-book gratuito


O e-book Hebreus 11.38 - O mundo não era digno deles reúne pequenos textos biográficos abarcando a vida de grandes missionários. Os textos foram escritos por Marcone Bezerra Carvalho e reunidos em e-book pelo ministério Morávios, que tem feito um excelente trabalho de promoção missionária.


Fonte: Veredas Missionárias

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Casal de missionários tem filho trocado na maternidade


A salvadorenha Mercedes Casanellas e o britânico Richard Cushworth são casados e trabalham com missionários em El Salvador há anos. Porém, acabaram saindo do país para tentar solucionar um grande drama.

Há mais de três meses eles tentam recuperar seu filho, que afirmam ter sido trocado na maternidade. O parto foi realizado em uma clínica particular na capital salvadorenha. Mas desde o primeiro dia, Mercedes afirmava que a criança que recebera não era seu filho.
A clínica insistia que sim e ela levou o bebê Jacob para casa. Decidiram voltar para os Estados Unidos, onde moravam. Lá, um teste de DNA confirmou as suspeitas de que a criança tinha 0% de chance de ser seu filho biológico.
Decidiram então voltar a El Salvador e iniciaram uma longa briga na Justiça. O caso foi parar nas mãos do Procurador Geral da República. Além disso, os missionários denunciaram o caso publicamente.

A clínico Centro Ginecológico sempre negou que tivesse ocorrido qualquer troca. Porém, o médico que realizou o parto, Alejandro Guidos, acabou preso como parte da investigação. Para os missionários a troca podia ser parte de uma rede de tráfico de crianças.
Em uma audiência na semana passada, Guidos foi confrontado, e continuou negando tudo. Somente na terça (8), durante outra audiência a portas fechadas na sede da Procuradoria Geral da República, os bebês foram destrocados. Jacob voltou para seus pais biológicos, enquanto Mercedes e Richard finalmente conheceram seu filho, a quem chamarão de Moses.

Entre as acusações dos missionários está o fato de que a mãe recebeu uma ligação do médico dizendo que era preciso realizar uma cesárea de emergência.

Richard estava viajando e não acompanhou o parto. Uma foto tirada por um amigo da família poucos minutos depois do nascimento de Moses mostra um bebê de pele bem clara. Horas depois, quando Mercedes foi amamentar pela primeira vez, trouxeram-lhe um bebê de pele mais escura e com traços faciais diferentes.

Ela questionou e o médico defendeu que essas mudanças nas características faciais eram “comuns nas primeiras horas depois do nascimento”.
À imprensa, Mercedes disse que jamais suspeitara do médico, com quem realizou exames e consultas durante seis meses de sua gravidez. Durante todo esse processo, ela disse que começou a lembrar de atitudes ‘incomuns’, como uma atenção demasiada.
“O doutor Guidos era a única pessoa que sabia que meu marido era britânico e que estaria fora do país durante um mês”, explicou. Acredita ainda que o médico sempre soube o paradeiro de Moses, pois após sua prisão soube localizá-lo em pouco tempo.
Agora que o sofrimento chegou ao fim os missionários agradecem a Deus por terem um final feliz. “É uma resposta de nossas orações”, afirmou um dos familiares.

A justiça ordenou que os dois bebes realizassem testes de DNA para que não restasse dúvidas. Ainda não foi comprovado que os médicos e funcionários da clínica faziam parte de uma rede de tráfico internacional de crianças, como afirmam os missionários. As investigações devem continuar.

Com informações Daily Mail e Christian Headlines
Via: GospelPrime

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Contra exploração sexual, missionários fazem cultos em boate

Contra exploração sexual, missionários fazem cultos em boate

Missionários cristãos participantes do projeto Iris Fortaleza resolveram lutar contra a exploração sexual realizando cultos na boate da Praia de Iracema, localizada em uma zona reconhecida internacionalmente pela exploração sexual.
A equipe trabalha com crianças e adolescentes que já foram explorados no local, o projeto com essas crianças já completou quatro anos, mas os cultos são recentes.

Foi a própria casa quem convidou os missionários para evangelizarem no local. “Ficamos surpresos com o agir de Deus e empolgados com a possibilidade. Deus agiu de uma maneira sobrenatural, e conseguimos alcançar o coração de Deus para aquele lugar, tanto que hoje já realizamos o segundo culto no local”, afirmaram os organizadores.

Os missionários trabalham evangelizando e fazendo acolhimento nas zonas de prostituição na capital cearense. O projeto também inclui a sensibilização e a mobilização sobre o tráfico humano, acompanhando meninos e meninas que abandonam as ruas em busca de trabalho.
Eles relatam que no ano passado, durante a época da Copa do Mundo no Brasil, algo muito marcante aconteceu com uma jovem que recebeu proposta para “trabalhar” no México. Desconfiados de que se tratava de um golpe de tráfico de pessoas, os missionários resolveram clamar a Deus por uma intervenção divina.

“Oramos para ver uma maneira de Deus agir naquela situação, sabendo dos riscos que ela e nosso time estaria correndo. Dois de nossos missionários resolveram conversar com o homem para ver as suas intenções. Nesse tempo, oramos sobre a vida dele e pedimos que Deus se revelasse a ele de alguma maneira. Depois de uns dias fomos surpreendidos com um testemunho impactante. O rapaz revelou suas intenções sobre o tráfico e disse que não podia fazer aquilo com a jovem por ter recebido uma revelação de Deus”, contam.

O Ministério Iris foi fundado por Heidi e Rolland Baker e tem sua sede em Moçambique. Em Fortaleza os missionários realizam trabalhos nas favelas mais violentas da cidade, sempre realizando projetos junto aos mais esquecidos pela sociedade e que são sedentos pela Palavra de Deus como as prostitutas, os traficantes, órfãos e as viúvas.

Fonte: GospelPrime

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Estudo - O último herói do Titanic - Pr. John Harper


"Às 11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando seis compartimentos estanques..."

Enquanto as águas escuras e geladas do Atlântico enchiam lentamente o convés do Titanic, John Harper gritava: “Deixem as mulheres, crianças e descrentes subirem nos barcos salva-vidas.” Harper tirou seu salva-vidas – a última esperança de sobrevivência – e o entregou a outro homem. Depois que o navio desapareceu sob a água escura, deixando Harper se debatendo nas águas geladas, ouviram-no incentivando os que estavam à sua volta a confiar em Jesus Cristo. Era a noite de 14 de abril de 1912. Uma noite de heróis, e John Harper foi um deles. Apesar das águas que o tragavam serem extremamente frias e do mar à sua volta estar escuro, John Harper deixou este mundo numa resplandecente glória.

Os atos de coragem de Harper foram espontâneos. Ele não tinha motivo para imaginar que o Titanic afundaria, nem tempo para escrever um roteiro. Uma revista comercial, The Shipbuilder, descreveu o Titanic como “praticamente insubmergível”. No dia 31 de maio de 1911, um empregado da Companhia de Construção Naval White Star disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio”. O Titanic representava toda a segurança, elegância e confiança da era vitoriana-edwardiana. A Associated Press era entusiasta do navio, declarando: “Tudo que a riqueza e a habilidade modernas podiam produzir estava incorporado no Titanic, o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento.., com acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros, ele foi construído com o mesmo cuidado dedicado aos melhores cronômetros”. A ostentação e o tamanho recorde do Titanic impressionaram a era dourada da construção naval. Seus motores de 50.000 HP que produziam a velocidade de 24 nós por hora eram protegidos por dezesseis compartimentos estanques. Cada um era protegido por estruturas de aço. Na época do seu lançamento, o Titanic era o maior objeto móvel manufaturado do mundo. Depois de fazer as duas primeiras paradas para passageiros e correio em Cherbourg e Queenstown, Irlanda, os passageiros se sentiram ainda mais seguros. Harper escreveu numa carta para seu amigo Charles Livingstone antes de atracar em Queenstown, dizendo: “Até agora a viagem é tudo que se pode desejar.”

Às 11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando seis compartimentos estanques. O mar se infiltrou. A maioria dos passageiros não acreditava que o Titanic afundaria até que a tripulação começou a lançar foguetes de sinalização para o alto. Charles Pellegrino disse: “A água brilhou por todos os lados. Barcos salva-vidas podiam ser vistos nela… Naquele enorme facho de luz artificial, as mentes também foram iluminadas. Todos entenderam a mensagem dos foguetes por si próprios”. Depois dos foguetes, ninguém precisava ser convencido a entrar nos barcos salva-vidas. De repente, quando a água alcançou a metade da ponte de comando, um estrondo que parecia um milhão de pratos quebrando, cortou a noite. Enquanto a popa do Titanic subia alto no céu para se preparar para seu mergulho ao fundo do mar, um barulho terrível como uma explosão abalou o ar da noite. Passageiros davam-se as mãos e se jogavam na água. Às 2:20 da manhã o Titanic começou sua descida lenta para o fundo do mar, deixando uma nuvem emergente de fumaça e vapor acima do seu túmulo. Nas águas geladas do Atlântico Norte, na calada da noite, o navio mais famoso do mundo terminou sua primeira e última viagem, mas alcançou uma mística náutica que só perde para a da arca de Noé. Tudo aconteceu tão rápido, que Harper só pôde reagir. Sua reação deixou um exemplo histórico de coragem e de fé. “Os heróis da humanidade”, disse A. P Stanley, “são como as montanhas, como os planaltos do mundo moral”. John Harper foi um desses heróis.

A Parte Mais Difícil do Seu Heroismo

Nunca é fácil assumir tais ações heróicas, e para John Harper foi excepcionalmente difícil. Sua filha pequena, Nana, estava viajando com ele. Quatro anos antes, a mãe dela adoeceu e morreu. Agora, Harper sabia, Nana ficaria órfã aos seis anos de idade.

Quando o alarme indicou o fim do Titanic, Harper imediatamente entregou Nana a um capitão do convés com ordens para colocá-la num barco salva-vidas. Então ele saiu para socorrer os outros. Nana foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.

Certa vez, depois de Harper escapar por pouco de se afogar aos 26 anos, ele disse: “O medo da morte não me preocupou em momento algum. Eu acreditava que a morte súbita seria glória súbita, mas havia uma menininha sem mãe em Glasgow”. Agora, essa menininha ficaria sem mãe e sem pai. Com certeza essa foi a parte mais difícil para Harper.

Pr. John Harper 

O Herói em Contraste

O heroismo altruísta desse escocês é acentuado pela conduta contrastante de muitos colegas passageiros nessa viagem mortal. Enquanto Harper entregava seu colete salva-vidas, um banqueiro americano conseguiu colocar um cachorro de estimação num barco salva-vidas, deixando 1.522 pessoas sem ajuda. Não havia um espírito de “afundar com o navio”. Dos 712 salvos, 189 eram, inclusive, homens da tripulação. O coronel John Jacob Astor tentou escapar com sua mulher num barco salva-vidas e foi detido pelo segundo-oficial Charles Lightoller. Astor era o homem mais rico do mundo, mas isso foi insuficiente para forçar a sua entrada num simples barquinho salva-vidas. Daniel Buckley se disfarçou de mulher na tentativa de conseguir um lugar no barco. Os passageiros da primeira classe, no primeiro barco salva-vidas a ser baixado, se recusaram a voltar e recolher pessoas que estavam se afogando, apesar de haver espaço para muitos outros serem salvos. A Sra. Rosa Abbott, a única mulher a afundar com o navio e sobreviver, disse que um homem tentou subir nas suas costas forçando-a para baixo da água e quase afogando-a.

O Sr. Bruce Ismay, um dos donos do Titanic, diretor administrativo da Companhia White Star e o responsável por não haver barcos salva-vidas [suficientes] a bordo, tornou-se o marinheiro mais infame desde o Capitão Bligh. Ele subiu num barco salva-vidas enquanto centenas de mulheres permaneceram no navio condenado. O Capitão Smith ordenou a seus homens: “Façam o melhor que puderem para as mulheres e crianças, e cada um cuide de si”. Ao mesmo tempo, John Harper mandava os homens fazerem o que podiam para as mulheres e crianças e cuidarem dos outros.

Uma Ambição Inabalável

Quando o monstruoso iceberg partiu as ambições dos outros em pedaços, Harper demonstrou sua ambição inabalável que nem a morte podia afetar. Ele declarou Jesus Cristo como a esperança do homem até o fim, ao contrário de outros que foram forçados a encarar a insensatez de suas ambições. Um certo Sr. Hoffman raptou seus filhos, Lolo e Momon, que ficaram conhecidos como as ‘‘crianças abandonadas do Titanic”. Seu único desejo fora tirar suas crianças de perto da mãe. Mas, diante da morte, ele as colocou num barco salva-vidas, certificando-se de que elas voltariam para a mãe delas em Nice, França. John Phillips, um tripulante presunçoso, mandou o navio The Ca/ifornian “calar a boca” depois que este enviou pelo rádio o sexto aviso de icebergs no trajeto do Titanic. Ao encarar a morte, sua presunção desapareceu e ele clamou: “Deus me perdoe… Deus me perdoe”. O pai de Michel e Edrnond Navratil levou seus dois meninos a bordo do Titanic numa viagem sem volta para a América a fim de escapar para sempre da esposa, que ele tinha pego tendo um caso com um oficial de cavalaria italiano. Abandonando sua ambição, Navratil colocou seus meninos num barco salva-vidas. Suas últimas palavras foram: “Digam à sua mãe que serei sempre dela”.

O projetista do Titanic passou os momentos finais da sua vida no salão de fumar, observando um painel na parede que dizia: “O Novo Mundo Por Vir”. Seu colete salva-vidas foi deixado de lado, demonstrando o fim do que fora um belo sonho por parte dele, dos donos do navio e do público.

A Sra. Isador Straus, cujo marido era dono da Loja de Departamentos Macy’s, não entrou num barco salva-vidas. Ela disse ao seu marido: “Onde você for, eu vou”; ajudou sua criada a entrar no barco número oito e colocou seu casaco de pele nos seus ombros, dizendo-lhe: “Mantenha-se aquecida. Eu não vou precisar dele”.

Benjamin Guggenheim e seu criado Victo Giglio apareceram no convés em trajes de gala como dois comediantes orgulhosos, dizendo: “Nos vestimos com o melhor e estamos preparados para afundar como cavalheiros”.

Jogadores de cartas trapaceiros, que viajavam com identidades falsas e tinham roubado $30.000 dos passageiros, pararam com suas trapaças. O instrutor T. W McCawley, que estava ensinando pessoas a montar em cavalos e camelos mecânicos, interrompeu suas aulas. O fascínio das camas luxuosas, lareiras, banhos turcos com câmaras refrigeradas douradas e da primeira piscina construída num transatlântico terminou. Passageiros no salão da primeira classe cessaram as suas festas e desfilaram no convés com coletes salva-vidas sobre os trajes de gala. As reuniões de negócios pararam. O falatório das socialites cessou. Mas, com o seu último suspiro, John Harper, sem desanimar, continuou o trabalho da sua vida: convencer homens a “crer no Senhor Jesus Cristo”.

Harper Conhecia Bem os Terrores do Afogamento

A coragem de Harper não vinha da ignorância. Provavelmente ninguém no Titanic conhecia tão bem os terrores do afogamento como John Harper. Aos dois anos de idade ele caiu num poço e foi ressuscitado a tempo por sua mãe. Aos vinte e seis anos, Harper foi levado a alto mar por um correnteza e sobreviveu por pouco. Aos trinta e dois anos ele encarou a morte num navio com vazamento no Mediterrâneo. Talvez essa fosse a maneira de Deus testar esse servo para a sua missão de último aviso no Titanic.

Harper já sabia o que centenas de pessoas descobriram naquela noite trágica – afogamento é uma morte terrível. Will Murdoch, o primeiro-oficial do Titanic, foi incapaz de enfrentar uma morte lenta na água e se matou com um tiro quando a ponte de comando afundou. Muitos dos 1.522 homens, mulheres e crianças abandonados a bordo gritaram até ficar num silêncio terrível. Em contraste, um John Harper confiante encarou a morte com segurança absoluta de que Jesus derrotou a morte e deu-lhe a dádiva da vida eterna. Essa segurança ultrapassou os terrores do afogamento.

A Paixão de Toda a Sua Vida

O heroismo de Harper não foi apenas um momento glorioso de uma vida sem atos heróicos. Ele amou, chorou, orou e trabalhou pelos outros durante toda a sua vida. Harper recuperou alcoólatras, jogadores, e brigões. Como pastor, às vezes, passava a noite inteira na sua igreja orando pelas suas centenas de membros individualmente. Harper trabalhava dia e noite, nos lares e nas ruas, indicando uma vida melhor para os desamparados. Ele trabalhava sem cessar entre os pobres, procurando ajudá-los.

A labuta fatigante de Harper era realizada apesar de sua má saúde. No verão de 1905, a enfermidade o incapacitou por seis meses, acabou com sua saúde e roubou sua bela e ressonante voz. Seu corpo nunca mais foi o mesmo, restando apenas um esqueleto do homem que fora. A pele pálida, o corpo frágil e as enfermidades constantes de Harper eram as marcas de alguém que se recusava a parar para descansar. Porém, apesar da má saúde e do corpo cansado, Harper era sagaz e alegre. Esse servo dedicado era conhecido por ser “glorificado na sua fraqueza”. Na noite anterior ao naufrágio do Titanic, enquanto os outros jogavam e descansavam, John Harper foi visto no convés do navio tentando com todo zelo levar um rapaz a crer em Cristo.

Harper Teve uma Oportunidade de Escapar do Titanic

Os atos heróicos de John Harper no Titanic assumem uma dimensão maior quando se considera sua oportunidade de ter evitado o desventurado navio. A principio estava marcado que Harper iria no navio Lusitania para pregar na Igreja Memorial Moody em Chicago. Ao invés disso, ele se levantou e informou aos homens da Missão Seaman’s Center em Glasgow que os planos foram mudados e ele partiria no Titanic para a igreja Memorial Moody de Chicago. Em 1911, ele havia tido as melhores conferências desde os dias do grande D. L. Moody, e a igreja o convidou novamente para três meses de reuniões.

O Sr. Robert English levantou-se numa reunião no Seaman’s Center e suplicou que Harper não viajasse para Chicago. English disse a Harper que estava orando e teve um pressentimento de que aconteceria um desastre se ele fizesse essa viagem. Ele se ofereceu para pagar a passagem se Harper adiasse a sua viagem. Vários outros testemunharam o fato de que English insistiu com Harper, inclusive Willie Burns, que estava presente na reunião em Glasgow, e as duas netas de English, Mary Whitelaw e Georgina Smith, ambas membros da Igreja Memorial Harper.

As palavras de English foram muito semelhantes às palavras ditas ao apóstolo Paulo por um profeta chamado Ágabo 1.900 anos antes. Ágabo atou suas mãos e seus pés, dizendo: “Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios”. A recusa de Harper de voltar atrás foi muito parecida com a reação de Paulo: “Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”(Atos 21.10-13). Ambos, Paulo e Harper, tinham um senso de propósito divino com relação às suas viagens, e ambos estavam dispostos a morrer para realizar esse propósito.

As advertências proféticas dadas a esses dois homens de Deus indicam que o Senhor aprovou seu sacrifício. A advertência de Ágabo deu um senso de propósito divino a Paulo quando ele viajou a Jerusalém onde pregaria o Evangelho, seria preso e condenado à morte. A advertência do Sr. English deu a Harper o mesmo senso de propósito divino quando ele se tornou a testemunha final num navio da morte.

No Final só Havia Duas Classes de Passageiros

Depois que o Titanic afundou, o escritório da White Star em Liverpool, Inglaterra, colocou um grande painel de cada lado da entrada principal. Em um deles escreveram com letras grandes: “Identificados como Salvos”, e no outro: “Identificados como Desaparecidos”. Quando a viagem do Titanic começou havia três classes de passageiros. Mas, quando ela terminou o número foi reduzido a duas — os que foram “salvos” pelos barcos salva-vidas e os que ficaram “perdidos” nas águas profundas.

Parentes e amigos dos passageiros do navio esperavam do lado de fora do escritório da White Star. Quando notícias sobre um passageiro chegavam, seu nome era escrito num pedaço de papelão. Então um empregado levava o nome até o portão. De frente para a multidão ele levantava o papelão; a multidão ficava num silêncio mortal. Todos observavam ansiosamente para ver em qual dos painéis o nome seria colocado.

John Harper mergulhou na morte com desprendimento total, sabendo que estaria entre os passageiros perdidos. Mas ele tinha certeza absoluta de que seu nome estaria na lista dos “salvos” diante do trono de Deus. Lorde Mercer expressou assim a atitude de Harper com relação à morte: “Numa única noite, entre o anoitecer e o amanhecer, durante algumas poucas horas de inconsciência de muitos que dormiam tranqüilamente, partiram desta terra centenas de vidas, algumas ricas em promessas e futuros aparentemente felizes, levando com elas todas as esperanças de outras pessoas. Mas a constância e a coragem cristãs, a renúncia absoluta e o heroísrno inabalável com que tantos encararam seu fim, nos ajudam a perceber que a morte não é o fim de todas as coisas e que esta vida é apenas a entrada para a vida verdadeira, que ela é apenas o portal da eternidade”.

Pr. John Harper 

O Último Convertido de John Harper

Duas horas e quarenta minutos depois do Titanic colidir com o iceberg, ele afundou nas águas geladas. Centenas se ajuntaram em barcos e botes salva-vidas, e outros se agarraram a pedaços de madeira esperando sobreviver até que chegasse socorro. Durante cinqüenta minutos horríveis os gritos de socorro encheram a noite. Eva Hart disse: “O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever para você. E ninguém mais pode. É um som horrível. E há um silêncio terrível que o segue”. O sobrevivente coronel Archibald Gracie chamou isso de “a cena mais lastimável e horrível de todas. Os gritos comoventes dos que estavam à nossa volta ainda soam nos meus ouvidos, e eu me lembrarei deles para o resto da minha vida”.

Durante aqueles 50 minutos, um homem agarrado a uma tábua chegou perto de John Harper. Harper, que estava se debatendo na água, gritou: “Você é salvo?” A resposta foi: “Não”. Harper gritou as palavras da Biblia:

“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”. Antes de responder, o homem sumiu na escuridão.

Mais tarde, a correnteza os aproximou novamente. Mais uma vez Harper, que estava morrendo, gritou a pergunta: “Você é salvo?” Mais uma vez ele recebeu a resposta: “Não”. Harper repetiu as palavras de Atos 16.31: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”.

Harper, que estava se afogando, soltou, então, as mãos do objeto em que se segurava na água gelada e desceu para seu túmulo no oceano. O homem que ele tentou evangelizar confiou em Jesus Cristo. Mais tarde ele foi socorrido pelos barcos salva-vidas do navio S.S. Carpathia. Em Hamilton, Ontario, este sobrevivente testemunhou que foi o “último convertido” de John Harper.

O último convertido de Harper foi alcançado pelas últimas palavras de Harper: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”.

Houve muitos heróis no Titanic, mas ajudando os outros enquanto se afogava, John Harper foi o último.

A Formação de um Herói

John Climie

Faz cerca de vinte anos, talvez um pouco mais, que conhecemos o Sr. Harper pela primeira vez. Nossa lembrança mais antiga dele era dos seus trabalhos no Evangelho em Bridge-of-Weir. Na época ele só parecia um rapaz crescido. Mas naquele tempo, como durante toda a sua carreira pública, a chama do Senhor ardia intensamente no seu coração.

A Conversão de John Harper

Ele nasceu em Houston, Renfrewshire, no dia 29 de maio de 1872, e foi no último domingo de março de 1886, quando tinha treze anos e dez meses de idade, que aceitou Jesus. Ele nunca foi um rapaz de confusão. Sua juventude desde a pré-adolescência foi moldada e protegida por sua fé no Senhor Jesus Cristo. O amor de Deus foi derramado no seu coração, e permeou sua vida completamente, formando seus pensamentos, induzindo à ação no momento certo, e preservando-o do mal que está neste mundo. Foi através de João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, que o caminho da salvação ficou claro no seu coração e na sua mente. Esse tem sido o meio de iluminar multidões. Foi o que o iluminou, e o libertou do medo. “O perfeito amor lança fora o medo”.

Ele recebeu a verdade por amá-la, e a verdade o libertou. Nas palavras esclarecedoras daquele texto, ele viu Jesus como a dádiva de Deus oferecida ao mundo inteiro, e, portanto, para ele corno habitante deste mundo. Ele recebeu essa dádiva com ações de graça, e uma nova vida começou.

Aqueles que dirigiam o culto em que ele aceitou o Salvador foram abençoados com muitas conversões, mas convertidos como John Harper são raros. As vezes há grande júbilo e muitos aleluias quando um pecador notório se converte, mas, infelizmente, muitas vezes a alegria dura pouco. Algumas pessoas por quem houve muito regozijo, mais tarde provaram ser pouco confiáveis.

Não se sabe se houve alegria especial quando o menino do interior aceitou Jesus naquela noite, mas depois que recebeu a Palavra, ele a guardou num coração sincero, e mais adiante deu frutos com paciência. A palavra de João 15.16 poderia se referir a ele: “eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”.

Não é necessário que os homens tenham se afundado no pecado para terem utilidade especial para Cristo depois que a graça redentora de Deus os tenha alcançado. No exercício do seu ministério público, o Sr. Harper jamais se afastou de Deus caindo profundamente em pecado. Contudo, ele foi o instrumento de Deus para levar ao Salvador muitos que estavam totalmente extraviados. Desde o começo ele foi claramente, pela vontade de Deus, “um vaso para honra, santificado, e adequado para o uso do Mestre”.

E para o louvor do Senhor que Deus pode e consegue mudar as vidas de homens degradados e infames, dando-lhes um lugar de honra e distinção na Sua obra. Mas as ações malignas deles antes da conversão, às vezes, são uma armadilha para eles depois da conversão, ao invés de um auxílio no serviço para Cristo. Uma vida pura antes da conversão é um recurso valioso.

A Herança de Pais Tementes a Deus

John Harper nasceu e foi criado num lar cristão, como será relatado mais tarde neste livro. Seus pais. pobres neste mundo, eram herdeiros do Reino que Deus prometeu aos que O amam. Quanto mais lares cristãos, melhor, não só para a igreja, mas para a nação também. Ser criado no cuidado e conselho do Senhor, num ambiente de oração e de reverência à Palavra de Deus, é ser selado na juventude com marcas que são de grande valor, apesar de ocasionalmente os resultados esperados demorarem a aparecer.

Ser criado no temor de Deus é uma herança de valor inestimável. Apesar de ter sido num domingo à noite em março de 1886 que o menino de quase quatorze anos aceitou a Cristo, havia todas as marcas dos anos anteriores guardadas na sua mente jovem. Não foi em vão que ele ouviu durante esses anos marcantes as orações e súplicas de seu pai e a exposição da Palavra de Deus naquele lar simples. A lenha foi colocada na lareira do seu coração, e eis que naquela noite de domingo uma fagulha de amor divino caiu sobre ela, e a chama se acendeu.

Uma Experiência Marcante na Vida de Harper

Durante os quatro anos que se seguiram não houve nada de especial sobre ele, pelo menos nada que previsse a grande utilidade que marcaria sua vida futura. Ele ia freqüentemente às reuniões bíblicas que eram realizadas com entusiasmo por alguns jovens da vila, com a ajuda de pastores de outros lugares. Ele ficou livre de amizades comprometedoras, e firmou-se na fé moderadamente e sem ostentação.

Mas depois de quatro anos e quatro meses, quando tinha acabado de fazer dezoito anos de idade, ele passou por uma experiência maior. O crescimento é uma lei do Reino de Deus. As vezes é bem devagar e quase imperceptível. Outras vezes é espantosamente rápido. Alguns homens crescem mais numa hora de temor perante as coisas de Deus do que outros que levam anos para crescerem. Seja qual for a nova experiência, é sem dúvida o Espírito de Deus agindo para o crescimento em graça, levando a alma a um espaço mais extenso, ampliando o horizonte, clareando a visão, implantando ideais mais nobres.

Uma Visão de Esperança

Foi no ano de 1890 que John Harper teve a conscientização que o selou para o ministério público. Ele estava em casa sozinho num sábado à tarde no mês de junho. Ao redor da sua casa na vila, a natureza estava exuberante. Junho é o rei dos meses de verão na Escócia. As flores desabrochavam. Os pássaros cantavam. O sol brilhava. Mas enquanto outros jovens deviam estar passeando nos campos verdes ou pelos riachos, dentro daquela casa na vila o Espírito de Deus levava um jovem a pastos verdejantes e águas de descanso.

Uma clareza arrebatadora foi dada a ele, quase devastadora na sua intensidade, na qual ele viu e sentiu como nunca havia sentido antes o propósito de Deus na Cruz de Cristo. No amor de Cristo pelos homens como visto no Calvário ele admirou, de forma mais completa, uma porta de esperança aberta para um mundo pecador, e juntamente com essa revelação nova ele sentiu que Deus o chamava, e entregava-lhe uma parte no ministério de reconciliação. No dia seguinte seus lábios estavam abertos. Assumindo sua posição na rua da sua cidade natal, ele começou a compartilhar um apelo fervoroso para que os homens se reconciliassem com Deus.

Um Pastor Sem Curso Teológico

Toda instrução que ele recebeu foi obtida no colégio na sua cidade natal, e como muitos outros rapazes ele não se entusiasmava com a escola. Ele estava ansioso por trabalhar, pensando como outros da sua idade que o trabalho é sinal de maturidade. Além disso, tudo que podia ganhar era necessário em casa. Logo que pôde sair da escola, suas mãos estavam ocupadas com o trabalho. Ele trabalhou com jardinagem por um tempo, mas estava empregado numa fábrica de papel quando teve a maravilhosa experiência e o chamado para o ministério.

Nenhuma universidade jamais teve a oportunidade de moldá-lo. Ele foi treinado pela mão de Deus para o ministério, não tendo freqüentado curso teológico formal. Talvez isso tenha diminuído seu “status” aos olhos de alguns, mas não diminuiu seu zelo pelo bem-estar moral e espiritual do seu próximo. E, afinal, não é o que o homem adquire com a escolaridade, mas o que o homem realiza que tem valor entre homens justos.

A Palavra de Deus era Sua Doutrina

Ele tinha uma mente organizada, o que ficou mais evidente com o passar do tempo, e era um estudante dedicado de obras teológicas. Quando jovem, absorveu muito da doutrina calvinista, mas do tipo muito rígido e restrito. Porém, à medida em que cresceu em graça e conhecimento, sua mente se expandiu, e não teve dificuldade em crer em qualquer verdade ou sistema de doutrina que tivesse base bíblica. Ele adotou e seguiu a Soberania Divina e o Livre Arbítrio como esses termos são entendidos popularmente, acreditando que eram baseados na Palavra de Deus. Dizia não saber explicar como eles co-existem, e não discutia sobre esses termos, reconhecendo, como os homens mais sábios e dedicados de todas as gerações, que eles são assuntos de fé e não de debate.

Ele era um estudante zeloso da Bíblia. Lia a Escritura Sagrada. Meditava nela. Usava qualquer comentário que pudesse esclarecê-la, ou que o ajudaria a aprender com ela. Submeteu-se à sua autoridade. Interpretou-a. Poucos podiam usá-la melhor que ele “para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Aceitava qualquer forma de doutrina encontrada nela. Fazia isso com persistência. Apegava-se a toda instrução que ela lhe dava. Ele a amava como à sua própria vida. Toda doutrina que não se encontrava nas Escrituras Sagradas, não importava quão bem apresentada, nem por quem fosse proclamada, não era aceita por ele. “Assim diz o Senhor” era o seu lema.

Ele se firmava na rocha da revelação. As teorias dos homens eram areia para ele. A Palavra de Deus era rocha. Sempre provava seu valor, e não se envergonhava de declarar sua fé nela. Sempre citava textos de forma impressionante, e os homens lembrariam do texto sobre o qual tinha pregado mesmo que não se lembrassem de mais nada.

Um homem de negócios em Glasgow lembra-se de vê-lo num salão em Kilbarchan há cerca de vinte anos atrás citando 1 João 1.7: “E o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. As palavras “todo pecado” foram repetidas por ele três vezes, cada vez com maior ênfase. “Há algo nisso, rapaz”, o senhor disse para si mesmo. Certamente havia, e no tempo determinado esse “algo” foi visto.

Qualquer Esquina Era Seu Púlpito

Quando Deus precisa de um homem para o Seu serviço Ele sabe onde procurá-lo. Ele observa o campo. Ele vê a necessidade. Ele escolhe o homem. Ele chamou Eliseu do arado, Amós do rebanho. Pedro do barco de pesca nas margens do Mar da Galiléia, e John Harper da indústria de papel. E quando Deus coloca um homem num cargo, ninguém pode “demiti-lo”. Um lugar será encontrado para ele quando o dom e o chamado de Deus se manifestarem, e se não houver lugar para ele na igreja até que seja provado, testado e confirmado, Deus encontrará para ele um local de serviço para manifestar Seu chamado divino.

No serviço de Deus os cooperadores são sempre necessários, homens que estejam dispostos a trabalhar e sofrer, gastar e serem gastos, suportar repreensão e passar por dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo. John Harper era um cooperador — um cooperador de Deus (1 Coríntios 3.9), um homem que se dedicava de coração, alma, força e mente a todo serviço que prestava. No inicio da sua carreira não sonhava com o púlpito da igreja. Se visse uma esquina vazia, seja qual fosse o lugar, ele a enchia de ouvintes. Esse era o seu púlpito, e fazia proveito dele. Por toda a região onde vivia, depois de receber o revestimento especial de poder do alto, saiu pregando a história da graça redentora. Bridge-of-Weir, Kilbarchan, Elderslie, Johnstone, Linwood., e outros lugares o encontravam à noite depois do dia de trabalho terminar, proclamando com esperança vigorosa a história do amor de Deus aos homens. Seu coração estava incandescente. Uma coisa ele fazia então, e a fez até o fim — ele se esforçava para trazer homens do pecado para Deus.

Essa é uma obra que deve continuar, “a história deve ser proclamada.” Os que estão afastados do Senhor devem ser encontrados, avisados, convidados, e convencidos a abandonar o pecado e seguir a Cristo. Se um dos servos de Deus é levado, alguém deve estar atento ao chamado divino para se apresentar e preencher o espaço vazio. Não para servir necessariamente na mesma área, mas para manter o testemunho vivo. O número de testemunhas não deve diminuir. Hoje o mundo precisa do Evangelho tanto quanto antes. O coração de Deus bate tão forte quanto antes. O sangue de Jesus é tão eficaz quanto antes. O Espírito de Deus está tão presente quanto antes, mas infelizmente deve estar tão entristecido que o Seu poder é menos evidente do que deveria ser. Haverá trabalho enquanto é dia. Este é o dia da salvação. A noite vem, em que nenhum homem poderá trabalhar.

“É Maravilhoso Ser Enviado de Deus”

Depois de cinco ou seis anos de dedicação, serviço evangelístico constante, esforço na fábrica durante o dia e à noite nos distritos rurais em redor convidando homens a se prepararem para o encontro com Deus, o reverendo E. A. Carter da Missão Pioneira Batista de Londres “descobriu” o jovem pregador e o liberou para dedicar todo o seu tempo e toda a sua energia à obra que tanto amava. Com o patrocínio da Missão, uma obra Batista foi iniciada em Govan, um dos subúrbios de Glasgow, onde havia bastante espaço para um trabalho ativo.

Durante algum tempo, cultos evangelístícos foram realizados, depois uma igreja foi formada. O culto de inauguração foi dirigido pelo pastor J. B. Frame, e no dia seguinte um sermão foi pregado pelo Reitor MacGregor da Faculdade Dunoon sobre as palavras: “Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João” (João 1.6). A passagem deve ter provocado sorrisos, mas era muito adequada à ocasião. Naquele salão estava um homem que sem dúvida alguma, como resultados futuros provaram, foi enviado por Deus, e seu nome era João (John). É maravilhoso ser enviado de Deus. As referências que tinha consigo eram os sinais de que Deus já o moldara. Ele não tinha outras. Mas essas eram suficientes para incentivar a certeza de que Deus o enviara.

Apesar de jovem na idade, ele já tinha um histórico confiável. O selo de Deus foi colocado na sua obra nos diversos lugares onde ele deu um bom testemunho, e agora em meio a uma multidão acreditava-se que seria mais útil do que nunca. Essas esperanças não foram desmentidas. Quando Deus envia um homem Ele proporciona toda a graça necessária. Ele não deixa nada de bom faltar para aqueles que andam corretamente no caminho da obra à qual Ele os chama. Homens enviados por Deus com uma mensagem do Evangelho são guardiões de um poder que converte pecadores do erro dos seus caminhos.

Mas se os homens saem antes de Deus enviá-los, tais resultados não aparecem. Na época de Jeremias, Deus reclamou através dele daqueles que “falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor”

(Jeremias 23.16). Sobre eles disse: “Não mandei esses profetas; todavia, eles foram correndo, não lhes falei a eles, contudo, profetizaram. Mas, se tivessem estado no meu conselho, então, teriam feito ouvir as minhas palavras ao meu povo e o teriam feito voltar do seu mau caminho e da maldade das suas ações” (Jeremias 23.21-22). Essa é uma descrição dos homens que não são enviados. Eles não estão no conselho de Deus. Não afastam as pessoas dos seus maus caminhos, e das suas ações malignas.

Um homem enviado por Deus proclamará a Palavra de Deus. Não declarará uma visão do seu próprio coração. O resultado será que os homens abandonarão seus caminhos maus, e se prostrarão em arrependimento e adoração aos pés dEle, que foi crucificado, mas que agora é o Salvador glorificado. Sob John Harper os homens abandonaram seus caminhos maus e suas obras más. Eles renegaram a impureza e seguiram a santidade sem a qual ninguém verá o Senhor.

Poderia parecer um evento sem importância para alguns a consagração daquele jovem para o ministério de Deus naquele dia. Mas centenas e centenas de pessoas têm razão para agradecer a Deus por terem visto sua face, ou ouvido sua voz. Durante cerca de dezoito meses ele se esforçou sem cessar em Govan, trabalhando, orando, pregando, convidando, tocando os corações e as vidas de alguns com seus apelos sinceros, e reunindo à sua volta um pequeno grupo de homens e mulheres que viram nele as marcas de um homem enviado por Deus.

“Pregando Tudo o que Tinha Direito”

No início do seu trabalho em Govan um dos membros de um conjunto evangelístico foi enviado como representante da cidade para falar num culto missionário em Govan. Quando chegou no cruzamento de Govan, ele viu um jovem de pé “pregando tudo o que tinha direito”. “Quem é’?”, perguntou a um homem que estava com ele. “Esse é o pastor da Missão Batista”, foi a resposta. A impressão que ficou naquela noite, reforçada mais tarde com conhecimento maior do jovem que estava “pregando tudo o que tinha direito”, segundo ele, levou-o a participar da igreja quando ela foi formada, e fez dele um dos amigos mais leais do Sr. Harper.

Depois de um ano e meio de trabalho em Govan, Harper mudou-se para Gordon Halls, na rua Paisley. Neste lugar, no dia 5 de setembro de 1897, formou-se uma igreja com 25 membros, alguns dos quais vieram com ele de Govan. A igreja foi chamada de Igreja Batista de Paisley Road, o nome que ainda tem. Mas foi sugerido que deveria chamar-se Igreja Memorial Harper (e agora ela é conhecida assim).

Homens e mulheres de todas as idades juntaram-se ao jovem pastor, e sob a sua liderança, a obra foi feita sem formalidades. Em todos os cultos na igreja fazia-se o máximo para ganhar homens para Cristo. Do lado de fora, eram feitas pregações nas esquinas, nos portões de prédios públicos durante as refeições, e sempre que houvesse alguém para ouvir. A rede era lançada para todos os lados. O zelo e o entusiasmo dos obreiros pareciam ilimitados. Almas foram ganhas, a causa prosperava, o número de membros aumentava. A fé que age pelo amor e é radiante de esperança, animou os obreiros, e os levou de vitória em vitória sobre as forças da incredulidade.

Depois de quatro anos em Gordon Halls, um terreno foi adquirido no distrito de Plantation, e um galpão de ferro, com capacidade para quinhentas ou seiscentas pessoas, foi erguido. A obra foi transferida, tendo esse local como centro, e do lado de dentro foram vistas maravilhas do poder redentor de Deus. Uma fonte contínua de misericórdia para perdoar jorrava nos cultos, e há seis anos atrás o prédio teve que ser ampliado para dar espaço para as exigências crescentes da obra. Ele fica no meio de uma população densa de trabalhadores. Ninguém, por mais próximo da obra realizada jamais poderá saber completamente quanto bem foi realizado pelo ministério de John Harper.

“Aquele Homem, o Sr. Harper, Estava Pregando na Esquina, e Eu Aceitei Jesus”

O superintendente de um grande salão evangelístico em Glasgow estava visitando há algum tempo atrás um homem idoso em High Street, a duas milhas de distâneia da Igreja de Paisley Road. Perguntaram ao homem, que tinha 80 anos, se ele confiava em Jesus. Imediatamente ele respondeu que sim. Quando perguntaram há quanto tempo ele confiava no Salvador, ele disse: “Nove anos”. “Quantos anos você tinha, então?” “Tinha acabado de fazer 70 anos”. “E como isso aconteceu?” “Bem, eu estava passando em Plantation, e aquele homem, o Sr. Harper, estava pregando na esquina, e eu aceitei Jesus ali mesmo”. Dentro e nos arredores do distrito onde a igreja se situava, muitas casas foram abençoadas, iluminadas, transformadas, pela pregação do servo do Senhor, cujo fim tantos lamentam. A igreja que foi formada com 25 membros tinha quase 500 membros quando, depois de 13 anos de trabalho, ele foi, em setembro de 1910, assumir os deveres do pastorado na Igreja de Walworth Road em Londres. O culto de despedida foi inesquecível. O galpão de ferro, que tinha lugar para 900 pessoas, fora muito pequeno para acomodar todos os que queriam assistir ao culto, e o espaço de uma grande igreja na vizinhança foi graciosamente cedido para a ocasião. Ela ficou lotada.

Uma Dedicação Intensa

Ele sempre foi um pregador fervoroso. Nunca foi superficial. Nunca foi um mero falador. Ele sempre foi um homem que fixava seu olhar na necessidade de almas preciosas. Mas durante os últimos anos do seu ministério em Glasgow, a sua pregação parecia alcançar um novo patamar. Havia uma dedicação intensa que crescia com o passar dos anos. Seu poder de pregação certas vezes tinha algo extraordinário. Não era simplesmente quando fazia o apelo para os incrédulos se reconciliarem com Deus, mas também quando exortava os filhos de Deus a coisas maiores. Sem dúvida, como aqueles dentre nós que o conheciam podem testemunhar, o desejo fervoroso e impetuoso que se expressava nas suas pregações públicas brotava das horas prolongadas de oração a que ele se dedicava. Ele era antes de mais nada um homem de oração. Quase um mês antes da sua morte, quando estava em Glasgow para uma visita, ele passou meia hora tomando chá com alguns de nós, e a última palavra que lembramos ter dito foi que a necessidade de hoje era uma vida de oração mais intensa.

Seu breve ministério em Walworth Road foi claramente abençoado por Deus. Melhoras foram feitas. O número de membros da igreja aumentou. Tudo parecia prometedor. Novos laços de interesse se formaram. Novas amizades foram feitas. Então veio o convite para dirigir cultos especiais na Igreja Moody em Chicago durante o inverno passado. Referências ao trabalho notável aparecem nas últimas páginas deste livro.

Quando voltou para Londres em janeiro, não se achava que ele concordaria em fazer outra visita tão cedo como programou. Mas ele iria “no começo de abril”, nos disse duas semanas antes de partir. “Por que vai voltar já’? Certamente não é para dirigir cultos especiais novamente?”… “Oh, não”, ele disse: “eu vou dirigir os cultos normais na Igreja Moody, e falar em conferências e outras reuniões em outros lugares”. Cheio de esperanças ele embarcou no desventurado navio, e no caminho encontrou o seu fim. E isso que devemos dizer? Não é melhor dizermos que ele encontrou o seu Senhor no caminho?

Naquela noite de domingo, apenas uma hora ou duas antes do Titanic colidir com o iceberg, ele olhou para o céu e vendo um brilho vermelho no oeste, disse: “Vai fazer um belo dia amanhã”. Sim, faria, mas a beleza que ele veria não era aquela à qual se referia quando disse essas palavras. Ele veria a beleza do Salvador.

Depois de pouco tempo de casado, ele perdeu a sua esposa no começo de 1906. Sua filhinha, Nana, agora tem seis anos e alguns meses. A bênção do Senhor certamente estará sobre aquela menininha órfã. “Pai dos órfãos… é Deus em sua santa morada” (Salmo 68.5).



Fonte: IRCV
Via: Gospel +  - Imagens retiradas do Google Imagens

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Barco missionário leva evangelho a comunidades ribeirinhas da Amazônia

Barco missionário leva evangelho a comunidades ribeirinhas da Amazônia

O Projeto Ribeirinhos, liderado pelo pastor Paschoal Bilitardo, realiza no mês de junho um trabalho social e evangelístico junto às comunidades ribeirinhas da região do rio Amazonas. Os missionários, diversos líderes e obreiros de diferentes denominações, chegarão aos locais e comunidades por meio do barco Because of Jesus, pertencente ao pastor Marcos Cordeiro, que já atua na região há cerca de 10 anos.

Nonay Foralskelse, do ministério Ministrarão Criativa, que atuou no vídeo “Acharam que seria mais um pedido de esmola” foi convidado a fazer parte da empreitada. Para ele, a participação no empreendimento missionário foi uma opção natural.

“Cresci no meio missionário e sei da importância que um projeto como esse tem”, diz, e completa: “meu ministério é sobre evangelismo. Logo, meu chamado é espalhar as boas novas e evangelizar não só com os vídeos, ministrações e teatro, mas em todos os lugares possíveis”.

O pastor Bilitardo, que coordena o projeto Mudando o Mundo, contou que os objetivos são, além de evangelizar, fortalecer a fé dos cristãos já existentes por meio de discipulado e realizar um trabalho social oferecendo mantimentos, material didático e de higiene pessoal.
O Projeto Ribeirinhos já está em sua segunda etapa, pois a primeira ocorreu em 2014, quando houve uma excursão ao local para o reconhecimento territorial e estudos das necessidades da população local. “Desta vez o projeto tem um objetivo mais específico no trabalho sócio-evangelístico”, explica o pastor Bilitardo. Segundo ele, o plano é realizar visitas mais frequentes à região, estreitando o vínculo com a comunidade e fornecendo apoio espiritual e material.

Segundo o líder, as necessidades da comunidade local são de várias ordens. Além de falta de alimentos, vestuário e escolas, ele ressaltou a carência espiritual dos locais: “a grande maioria sofre uma enorme carência por um alimento espiritual, pela Palavra de Deus. Na última missão, haviam pessoas começavam a chorar só de nos ver chegando… Eles diziam que eram pessoas solitárias e que nem mesmo seus familiares os visitavam. Não precisava falar muito de Jesus para que essas pessoas tomassem a decisão de aceitá-lo e também de serem batizadas”, descreve.

O barco missionário percorrerá cerca de 300 quilômetros ao longo dos rios Amazonas e Curuá-Una, uma região inóspita e de difícil acesso. Muitos dos locais visitados só possibilitam o acesso por barco, já que as estradas locais são precárias e não possuem sinalização.

Doações
O ministério precisa de doações para a compra de 50 cestas básicas para os ribeirinhos. Cada uma custa R$ 60,00 e serão entregues às famílias nos locais a serem visitados. Para doações em dinheiro podem ser feitos depósitos na conta de Paschoal Vilela Bilitardo, banco Itaú, agência 0240, conta corrente, 63495-6. Mais informações podem ser obtidas pelo site mudandoomundo.com.br ou pelo WhatsApp (12) 981321821.




Fonte: GospelPrime

domingo, 24 de maio de 2015

Curso Grátis para Missionários - FTSA


No seu aniversário, completando 21 anos de história, a Faculdade Teológica Sul Americana resolveu dar um presente para os missionários, aqueles que estão no campo realizando a obra do Reino. Um curso totalmente gratuito.

Na primeira fase, em março de 2015, 368 missionários de diversas localidades do Brasil e exterior se inscreveram gratuitamente para o Curso de Extensão a Distância: Administração e Cuidados da Vida Missionária.

Agora, uma segunda fase está sendo aberta, ou seja, uma nova oportunidade está disponível para aqueles desejam crescer em conhecimento. Você é missionário atuante? Basta preencher o cadastro e aproveitar.

Quando clicar em 'saiba mais sobre o Curso' verá que ele normalmente é cobrado, mas fazendo sua inscrição como missionário não será cobrado nada de você - é um investimento em sua vida !!!





segunda-feira, 11 de maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015

Como orar pelos missionários



1. Ore para que as portas sejam abertas
Cl 4.2, 3a

Portas abertas nem sempre são garantia de que os missionários chegarão aos corações das pessoas. 
Muitos missionários trabalham em países de acesso difícil. Mas “portas abertas” incluem mais do que somente acesso às nações e grupos de pessoas. Cada coração também necessita estar aberto e receptivo à verdade de Deus.

2. Ore por ousadia para testemunhar
Ef 6.19

Missionários são pessoas normais que temem dor e rejeição tanto quanto qualquer outra pessoa. Quando se deparam com oposição, eles precisam da força que vem de Deus para ajudá-los a permanecer firmes.

3. Ore para que a Palavra de Deus seja propagada
2 Ts 3.1

Obstáculos precisam ser removidos para permitir que a Palavra de Deus seja espalhada rápida e livremente. Remover obstáculos implica resistência resoluta na guerra espiritual. Assim como Arão e Hur sustentara os braços de Moisés na batalha contra os amalequitas (cf. Êxodo 17.12), você pode sustentar os braços cansados de missionários por meio de suas orações.

4. Ore por proteção
2 Ts 3.2

Portas abertas em países de difícil acesso podem também gerar perigo e dano pessoal para os missionários que entram naquelas áreas. Pessoas resistentes ao Evangelho podem expressar sua resistência de forma direta e, muitas vezes, nociva.

5. Ore pelo ministério
Rm 15.31

Cooperação e parcerias são essenciais ao ministério e vitais ao progresso do trabalho. Ore para que o ministério e a atitude do missionário sejam dignos de aceitação.

6. Ore por direcionamento de Deus
Rm 15.32a

Muitos missionários realizam viagens nacionais e internacionais frequentemente. Seus meios de transporte variam de país para país e, às vezes, envolvem situações tensas.

7. Ore por refrigério
Rm 15.32b

Missionários enfrentam muitas das mesmas pressões que você enfrenta na vida, como esmagadora carga de trabalho, conflitos em relacionamentos e incertezas financeiras. Às vezes, entretanto, missionários lutam com essas questões sozinhos, sem a amizade e o apoio de outros cristãos. Morar e trabalhar em outra cultura acrescenta um elemento que pode esgotar a vitalidade física, emocional e espiritual deles.

O apóstolo Paulo foi um missionário e um homem de oração. Ele orou por aqueles que estavam sem Cristo, pelos cristãos e pelas novas igrejas estabelecidas sob seu ministério.

“Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor”. (Rm 15.30 NVI)

Paulo sabia que a oração trazia resultados:

“Ele continuará nos livrando, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos.” (2 Co 1.10b e 11 – NVI)

Em sua carta, Paulo faz pedidos específicos de oração para que os cristãos orassem. Como companheiro de oração com aqueles que são chamados a ir, você também provocará um impacto que pode alcançar o mundo todo. Os pedidos de oração de Paulo mostram como orar com entendimento e eficácia, mas não para nisso. Então, ore. Ore para que um dia, todos os povos ao redor do mundo tenham em breve a Palavra de Deus na língua que lhes fala ao coração.

***
Associação Linguística Evangélica Missionária
Via Púlpito Cristão

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