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terça-feira, 18 de julho de 2017

Geografia Missionária da Índia - Paul Mathews


Palestra realizada por Paul Mathews, missionário na Índia, na conferência bienal Todos os Povos Te Louvem Aliança realizado em Belo Horizonte - MG em novembro de 2016 pelo Grupo Povos e Línguas.

Vídeo completo:



Via: Veredas Missionaria 

sábado, 22 de abril de 2017

Igreja que não faz missões, tem que nascer de novo, afirma missionário


Pastor Juan Carlos Boggiano (37), peruano, está à frente da Igreja Quadrangular do Peru – Rei dos Reis, na cidade de Arequipa, local onde desenvolve um trabalho missionário, que além de levar o evangelho atende pessoas carentes e deficientes físicos.

A liderança da igreja (que não é filiada a Igreja Quadrangular do Brasil) é compartilhada com pastor Juventino Arrendondo, mexicano. Ambos atuam no ministério local e também buscam apoio para manter a obra.

Em conversa com o Gospel Prime, Juan convida as pessoas a visitarem a obra desenvolvida no Peru. “Uma coisa é falar, outra é você visualizar a realidade da obra missionária”. Ele comentou que a Assembleia de Deus no Brasil tem auxiliado. “Várias pessoas têm ajudado a manter esse projeto. Deus prometeu que levantaria grandes servos para ajudar. Desta forma o Senhor tem nos abençoado grandemente”, declarou.

Cristãos peruanos

A igreja peruana iniciou suas atividades há três anos sem nenhuma estrutura física e mão-de-obra humana. “Hoje são cerca de 70 membros e com pequenos grupos evangelísticos alcançamos muitas famílias. Temos encontro de casais, jovens, escola bíblica, crianças. No ano passado foram batizadas 17 pessoas. Estamos realizando um trabalho assistencial nas escolas através de doações de computadores para alunos carentes, assim eles podem apreender com mais facilidade”, comentou o missionário.

Atualmente a igreja mantém um trabalho nas Cordilheiras dos Andes, há 250 km da região central de Arequipa. Duas vezes ao mês atendem a pessoas doentes, cadeirantes, e deficientes físicos. Após o terremoto, que atingiu o local em 2015, foram doadas dez cadeiras-de-rodas para pessoas necessitadas.

“Nossa vida está totalmente debaixo da dependência do Senhor”. Juan deseja retornar ao Brasil para construir uma igreja. Sua esposa o questionou o porquê de ser no Brasil. E sua resposta foi que Deus o ordenou erguer uma igreja forte, que irá manter a igreja no Peru. A família está intercedendo em oração e provavelmente será em Campinas, estado de São Paulo.

Realidade das missões no Peru
As dificuldades são muitas no Peru. “Temos escassez de alimentos, estradas destruídas, rios transbordando devido às enchentes, preço elevado, precariedade na habitação e saúde, enfim são muitos os problemas”, desabafou pastor Juan.

O missionário acredita que a situação que o país enfrenta é devido à resistência ao evangelho. “Tudo que está acontecendo é fruto da dureza do coração do povo peruano. O Senhor retirou sua mão sobre o Peru. O governo aprovou a ideologia do gênero, casamento homossexual, não aceitam o evangelho, são idólatras, misticistas. Apenas 1% da população é evangélica. As pessoas só aceitam o evangelho quando estão com suas vidas totalmente destruídas. Nosso país precisa ver Deus agir. Creio na esperança de um real avivamento para todo o Peru”.

Pastor Juan comenta que uma igreja que não tem visão missionária, é uma igreja que necessita nascer de novo.

“Todos somos convocados para levar o evangelho, sem distinção de igrejas e denominações, precisamos nos unir para fazer a obra. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Nada adianta irmos à igreja nos cultos durante a semana e no restante dos dias esquecer-se de Deus. Devemos amar ao próximo como a nós mesmos”.


Herança missionária
Pastor Juan nasceu em lar cristão, em Piura, Peru. Sua mãe, Lucila Farfan se converteu através de um programa evangélico americano que era transmitido no Peru. Com dois anos de conversão, passando por problemas familiares, ela decidiu entregar Juan a Cristo, se Carlos, seu esposo aceitasse a Jesus como seu Salvador. Após o nascimento de Juan, Carlos se converteu. Na época Carlos, engenheiro civil, construía uma grande casa para a família fazer festa e se confraternizar. Mas este não era o plano de Deus. Com o passar dos anos a residência começou a receber missionários, sendo que o primeiro recebido foi o jovem Jesuel Alves, missionário da JOCUM, vindo de Santos, Brasil.

Desde seus 14 anos Juan se sentia incomodado por Deus, como se Ele estivesse requerendo o compromisso missionário de sua vida.  Ele se formou em engenharia geológica, e com a carreira trabalhou com a exploração de minérios no Peru.

Fuga e encontro com seu chamado
Na tentativa de fugir de sua chamada missionária, com sete meses de casado, veio para o Brasil. Após dois meses de sua chegada em São Paulo, sua esposa, viajou em seu encontro trazendo um filho de cinco meses no colo e grávida.

Ele e sua família tinham apenas visto de turista, temporário. Um dia estava na Praça da Sé, desesperado e chorando, disse consigo que não fugiria mais de seu chamado, mas pediu a Deus que o ajudasse. Nesse momento ouviu uma voz o chamando seu nome. A princípio não acreditou nesse chamado, depois a voz se repetiu. Era um velho amigo Manoel Rivera. Ele lhe deu abrigo e apoio na Igreja Brasil para Cristo.

Alguns meses se passaram e o Senhor continuou o tocando sobre seu propósito missionário. Trabalhando em uma empresa de sondagem iria viajar para um novo projeto, quando Deus falou fortemente com sua esposa. O casal foi orar para seguir a vontade e direção do Senhor. Juan não viajou e começou a congregar na Igreja Luz para as Nações. Essa os enviou para as Missões Jocum, e após um período iniciaram trabalho em várias frentes missionárias no Brasil e também na Bolívia.

Após um tempo seu pai ficou doente e retornaram ao Peru em 2009. Juan teve que voltar a trabalhar na mineração para custear o tratamento de seu pai. Ele e sua esposa abriram uma empresa de transporte de minerais. Deus voltou a falar com o casal que era necessário depender dele. Em 2014 encerraram as atividades da empresa e começaram a trabalhar na igreja local de forma integral. “Uma vez me questionaram se com minha profissão já conseguiria sustentaria a obra. Eu respondi que o Senhor me convocou para essa missão, e que os recursos ele nos daria. Deus me queria em busca de almas”.


Fonte: GospelPrime

sábado, 4 de março de 2017

Missiologia e a Teologia da Prosperidade


Introdução
Nicodemos, membro do Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus, foi procurar Jesus à noite, talvez com receio de ser visto com o Mestre, com uma argumentação interessante: “Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2)

Porém, a resposta de Jesus foi mais interessante: “A isto respondeu Jesus: em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)

Jesus está mostrando que o reino de Deus não pode ser conhecido do lado de fora pelas evidências que sustentem as argumentações humanas, mas que o reino de Deus só pode ser visto e reconhecido em suas verdadeiras virtudes por quem estiver dentro dele.
A réplica de Nicodemos a Jesus foi proporcional ao que ele via e entendia: “Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (Jo 3:4)

Diante disso, Jesus fechou a questão, dizendo: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos céus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” (Jo 3:5-7)

Portanto, o reino de Deus tem na encarnação e Obra do Cristo e na sua consequência maior, o novo nascimento, o ápice das suas manifestações, o que parece ter mudado na concepção de muitos que dizem enxergar o reino estando do lado de dentro.
Sim, porque nos dias atuais quando a presença e a influência da teologia da prosperidade atingem até mesmo os redutos mais conservadores da fé cristã: não é mais Cristo e o novo nascimento, o ser uma nova criatura em Cristo Jesus, o grande sinal do reino de Deus entre nós.
O reino de Deus está entre nós porque agora somos prósperos e abençoados; não somos mais cauda, somos cabeça; não somos mais empregados, somos patrões; determinamos pela fé o que queremos de Deus e por aí vai.

Mais do que um produto da mídia habilmente manipulado, o que estamos assistindo no nosso país é um ataque frontal aos alicerces da fé reformada, cujas consequências atingem a obra missionária não somente na questão das contribuições financeiras e na disponibilidade de vocacionados, mas principalmente na teologia que norteia a nossa missiologia.

As igrejas adeptas da teologia da prosperidade estão repletas de “abençoados e prósperos”, mas não de verdadeiros discípulos de Cristo nascidos de novo; uma grande contingente resultante de um sincretismo tão perigoso quanto ao visto em várias localidades da África, onde a prática cristã e o ocultismo convivem em igual escala de importância.

Portanto, faz-se necessário refletirmos neste texto do evangelho de João, no capítulo 3, versículos 1-21, acerca dos impactos da teologia da prosperidade na teologia que norteia a nossa missiologia, tendo como premissas:

A centralidade da Cruz
A proclamação da Missão de Cristo
A Centralidade da Cruz (1ª Premissa)
Os sinais de quem via o reino de Deus pelo lado de fora inquietaram o coração de Nicodemos, assim como os supostos milagres da teologia da prosperidade preparados e veiculados na mídia tem inquietado o coração de muitas lideranças evangélicas brasileiras.
A grande maioria ávida em repetir as receitas de sucesso das grandes igrejas neopentecostais, reconfiguraram suas liturgias para atrair mais pessoas e consequentemente maiores arrecadações, mas não se preocuparam com os pressupostos teológicos preteridos em prol da adoção da “novidade” de sucesso financeiro e ministerial.

A centralidade da cruz foi o maior deles. Foi trocada pela centralidade de uma fé pragmática e de resultados extremamente duvidosos.
Jesus disse a Nicodemos: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:13-15)
O propósito de Deus foi concentrar no Cristo levantado na cruz as esperanças de uma nova vida para todo aquele que Nele crer.

O sangue de Cristo é a oferta única e suficiente para esta nova vida e não os valores depositados num envelope ou as unções especiais, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente, acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1,2) .

O uso da fé, tão propagado pelos neopentecostais não é uma resposta à graça de Deus que, em Cristo Jesus concede a vida eterna a todo que Nele crer, mas sim uma proposta negociável fundamentada num paganismo que acredita poder manipular a divindade, a fim de obter seus benefícios, mediante o escambo espiritual. Parece-nos que a realidade das palavras do apóstolo aos Efésios foi esquecida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:1-9)

Não mais a cruz, mas a campanha fundamentada na oferta financeira é a porta que se abre no céu para toda sorte de benefício terreno. Assim, as palavras do apóstolo Paulo perderam o sentido para os adeptos da teologia da prosperidade: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:17-21)

Descentralizar a cruz é desenvolver uma missiologia de resultados justificados pela quantidade de templos inaugurados, pelas metas de arrecadação alcançadas e pelo público literalmente pagante presente nas reuniões de fé e milagres e não mais pela obediência à ordem de Jesus: ”Ide, portanto, fazei discípulos em todas as nações, batizando-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou conosco todos os dias até a consumação dos séculos.” (Mt 28:19,20).

Portanto, a centralidade da cruz deve ser refletida na nossa pregação, cujo mote maior não deve ser a popularidade, mas o compromisso inegociável com a verdade das Escrituras Sagradas, bem retratada pelo apóstolo Paulo à igreja em Corinto: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Co 1:21-24)

A pregação centrada na cruz não fechará as portas da teologia da prosperidade, mas certamente levará pessoas a uma fé cristocêntrica, conforme o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Corinto: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza e temor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” (1 Co 2:2-5)

Tais pessoas serão potenciais candidatos ao campo missionário, formadas com bases teológicas que não negociam sua ética e seu conteúdo, refletindo-as na vida daqueles que hoje ainda nada ouviram de Cristo.
Façamos da cruz a nossa mensagem para “Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos confins da terra”.

A Proclamação da Missão de Cristo (2ª Premissa)
Jesus explicou sua missão a Nicodemos nas seguintes palavras: “assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:14,15)

Em seguida, Jesus explica o fator motivador da sua missão, o amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
Este amor se manifestou de “tal maneira”, ou seja, na cruz onde Cristo foi levantado à semelhança à serpente no deserto levantada por Moisés.
O mundo estava sentenciado no “corredor da morte eterna”, mas o amor de Deus se manifestou em Cristo Jesus para dar vida eterna aos que crerem no Filho Bendito.

Está foi e é a missão de Jesus: tirar o pecador do “corredor da morte eterna”, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses: “Ele nos libertoouo do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção a remissão dos pecados.” (Cl 1:13,14).
A Igreja participa desta missão no poder do Espírito Santo, conforme o apóstolo Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1 Pe 2:9)

Considerando a missão de Jesus, a teologia da prosperidade é uma “anti-missão”, pois além de desfocar a centralidade da cruz, desfoca também a realidade das pessoas para um “mundo imaginário”, à margem da missão de Jesus.
Ela não considera que os pecadores estejam no “corredor da morte eterna”, nem tampouco advoga um mínimo de justiça pelos que sofrem.
Ela advoga em causa própria oferecendo uma solução irreal para os problemas do povo, escondendo o grande e maior vilão de todo ser humano: o pecado.

Na sua “anti-missão” a teologia da prosperidade consegue ofuscar a tenebrosa realidade do pecado, através do brilho falso do materialismo, a ponto de concentrar todas as esperanças do povo no consumismo tão em voga nos dias atuais.
Daí, a pergunta que se faz num cenário como este: Jesus morreu na cruz por que e para quê, se o nosso grande problema não é o pecado?
As palavras do apóstolo Paulo aos Romanos sequer são lidas e pregadas nos púlpitos neopentecostais: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12)

Benção e pecado convivem juntos na teologia da prosperidade, porque afinal de contas, o que importa é o carro novo na garagem, a mutação quase que automática de empregado para patrão, a certeza que as coisas a serem conquistadas dependem somente da aplicação financeira celestial, fixada em juros estratosféricos e resgate imediato.

Esta é a esperança oferecida pela teologia da prosperidade, a qual tem transformado e transtornado muitos púlpitos que outrora pregavam a mensagem da cruz.

Diferentemente, de tudo isso, o apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto que estava sendo afetada por ensinamentos que afirmavam não haver ressurreição dos mortos: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Co 15:19)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade ignora o pecado e suas consequências eternas, fortalecendo a ideia da inexistência da eternidade, pois o que importa é desfrutar hoje do que Deus prometeu e tem que cumprir, porque a fé está em ação, determinando as bênçãos desejadas.
Jesus disse a Nicodemos o propósito da sua missão: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade afirma que o grande inimigo das pessoas é satanás que não as deixa prosperar, que as faz adoecer, que destrói suas famílias, deixando-as numa condição humilhante.

Que satanás é o grande inimigo, ninguém discute. A questão é se o seu objetivo seria tão somente destruir o que é visível, até porque se for isso, fica mais fácil resolver.

Nas palavras do apóstolo Paulo à Igreja em Corinto não parece ser isso: “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Co 4:3-6)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade corrobora com o objetivo de satanás em manter as pessoas cegas quanto a “iluminação do conhecimento de Deus na face de Cristo”.

Na verdade, esta “anti-missão” estabelece um cativeiro disfarçado que leva o nome de Deus, mediante um apelo popular massivo travestido num falso evangelho, customizado pelos líderes neopentecostais a partir das suas revelações pessoais que contradizem as Escrituras Sagradas.
As advertências do apóstolo Paulo aos Gálatas são mais do que apropriadas nos dias de hoje às igrejas, outrora firmadas nas Escrituras, mas que se deixaram fascinar pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1:6-9)

Quais os resultados podem ser esperados do cativeiro da “anti-missão”? O apóstolo Paulo escrevendo aos Gálatas anteviu a frustração que aguarda muita gente: “Para a liberdade foi que Cristo vos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém de fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade/” (Gl 5:1-7)

Agora, é preciso considerar que Paulo escreveu a uma igreja, que se deixava levar pela doutrina dos judaizantes que confinava a salvação à observância da lei e não à fé em Cristo Jesus. E aqueles que nunca ouviram do evangelho e se convertem através da “anti-missão” da teologia da prosperidade?

O apóstolo Pedro escrevendo sobre os falsos mestres definiu o prejuízo que os mesmos causam aos incrédulos que estão se aproximando da fé, prejuízos esses semelhantes aos causados pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas pelo temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.” (2 Pe 2:17-19)

Os resultados da “anti-missão” da teologia da prosperidade implicam numa rota de colisão com a missão de Jesus: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (Jo 3:18,19)

Esta colisão se deve ao fato de que a “anti-missão” não tem como aplicar a luz à real condição do mundo sem Cristo, uma vez que se isto ocorrer as pessoas poderão enxergar seus pecados e a única possibilidade de serem livres deles, mediante a missão de Cristo na cruz.
Tais pessoas continuam em trevas, sem saber que poderiam ser salvas do que realmente as aprisiona: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com a sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós, outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2:8-15)

Sem saber, estão cada vez mais expostas ao julgamento que as tirará do corredor da morte para lança-las definitivamente na morte eterna.
Portanto, é preciso resgatar a missão de Jesus através da sua proclamação dentro e fora das igrejas, mediante a denúncia e rejeição da “anti-missão”, através do ensino das Escrituras Sagradas.
Para tanto, devemos cultivar ministérios alicerçados numa integridade pessoal e ministerial advindas das Escrituras Sagradas, ao invés de nos fascinarmos com as promessas de crescimento e fama, pois, já sabemos que o crescimento vem Dele.

Conclusão:
Como em outros momentos da história, a Igreja custa perceber as portas do inferno, salvo alguns do seu escalão. Foi assim com o nazismo na Alemanha e com as ditaduras militares que assolam até hoje, principalmente, os países da América Latina e a África.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo fenômeno se repete com a teologia da prosperidade que desembarcou e fincou raízes no Brasil, aproveitando-se não apenas do subdesenvolvimento social e econômico, como também do relativismo bíblico que assola os rincões ministeriais da nação.

Muitos ainda custam acreditar que é impossível alinhar uma missiologia que promova a missão de Cristo, a partir de uma teologia orientada pelos ventos da teologia da prosperidade.
Neste cenário, os que professam a fé reformada que resulta numa missiologia transformadora, devem estar conscientes que não apenas militamos contra uma mentira assumida, como também, contra uma mentira camuflada.
O nosso consolo e esperança está na soberania de Deus que, a despeito de tudo isso, “vela em cumprir a sua palavra”.
Que Deus nos abençoe e guarde.

Fonte: http://www.missaoavanco.com.br/site/?p=2462
Via: Veredas Missionária
Missão Avanço
Wellison Barbosa dos Santos

sábado, 10 de setembro de 2016

Cristão idoso arrisca a própria vida para evangelizar


O que impulsiona esses guerreiros norte-coreanos a continuar evangelizando é o fato de saberem que irmãos do mundo inteiro oram por eles

Minho* é um colaborador da Portas Abertas que trabalha no país mais fechado do mundo e o que mais hostiliza o cristianismo: Coreia do Norte. Para o governo norte-coreano os cristãos são vistos como desprezíveis. Realizar trabalhos de evangelização por lá é uma tarefa perigosa, aqueles que se arriscam a levar as boas novas de Cristo fazem isso sabendo que correm risco de vida. Declarar-se um cristão é uma ofensa à liderença da nação.

Contudo Minho, em seus setenta anos, ainda viaja para vilas que ficam em regiões fronteiriças, por amor aos refugiados norte-coreanos escondidos, só para compartilhar com eles o evangelho e falar de Jesus, por meio de alguns impressos que costuma carregar. No mês passado, porém, o colaborador foi confrontado por um ladrão que o espancou em uma rua escura, onde não havia ninguém para socorrê-lo. Ele não se importou em sair todo machucado da situação, e ainda seguiu louvando a Deus, pois o ladrão não levou seu material tão valioso que usa para evangelizar.

O que impulsiona esses guerreiros norte-coreanos a continuar evangelizando mesmo sabendo que estão expostos a situações perigosas é o fato de saberem que irmãos do mundo inteiro oram por eles. O apoio da igreja livre é essencial para que a Igreja Perseguida tenha êxito em manter o evangelho vivo em nações tão hostis. A sua intercessão pela igreja na Coreia do Norte tem mais valor do que você imagina.

*Nomes e imagem alterados por motivos de segurança.

Pedidos de oração

  • Ore por Minho, para que seja protegido durante suas viagens. Mesmo com idade avançada ele ainda continua perseverando em sua missão. Peça ao Senhor para fortalecê-lo e sustentá-lo em todos os seus caminhos.
  • Clame por todos os cristãos perseguidos na Coreia do Norte, para que alcancem outros corações, e assim, a igreja permaneça viva.
  • Interceda pelos prisioneiros, para que suportem todas as dificuldades.
  • Peça também pelos perseguidores, para que também sejam impactados pelo amor de Cristo.


Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 5 de abril de 2016

O perfil do missionário em um mundo turbulento


Dr. Jonatán Lewis

Vivemos nos melhores e nos piores tempos. Os avanços tecnológicos permitem a alguns viver vidas mais longas, mais produtivas, e com maior conforto que nossos antepassados. Porém, com todos os avanços tecnológicos, uma grande parte dos seis bilhões de habitantes deste mundo tem uma péssima qualidade de vida, alguns ao ponto de uma desumanização inacreditável. Os problemas sociais são enormes e endêmicos: a AIDS, a dúvida, o desmatamento, a contaminação ambiental, os refugiados, a guerras, o genocídio, a ameaça das armas biológicas e nucelares, o terrorismo etc. O secularismo, impulsionado pelos avanços científicos e a corrente do modernismo, não oferece soluções. Como força missionária, a estes desafios agregamos enormes correntes sociais, tais como o fundamentalismo religioso e sua hegemonia política em muitos países, que entorpecem nosso trabalho. Como realizaremos missões frente a esses tremendos desafios? Pode sobreviver o trabalho missionário? E se há de sobreviver, como se esboçará o missionário, sua missão, e o sistema que lhe envia e apoia nestes dias tão turbulentos?

Uma perspectiva escatológica

Em Mateus 24, frente à pergunta: Quando virá o fim? O Senhor Jesus descreve um mundo muito similar ao nosso. Porém apesar dos problemas descritos, no versículo 14 assevera que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Se entendemos missões como a gama ampla de tudo o que Deus faz para cumprir com a pregação do evangelho a todas as “nações”, então não resta dúvida de que Seu plano de “missões” vai continuar até o fim. Mas com esta declaração, também esclarecemos que “missões” pode realizar-se por qualquer meio que Deus queira utilizar. A meta da missão não muda, mas sim suas formas e normas.
Se a história se repete, Deus seguirá utilizando meios voluntários e “involuntários” para cumprir a sua meta. Ele utiliza a adversidade e os problemas como “oportunidades” para estender seu Reino. Em nosso mundo, a perseguição a crentes e a dispersão que é a sua consequência, segue sendo uma via missionária importante como já tem sido na história das missões (Ato 8.1).
Não só se estão mobilizando missionários como refugiados, porém Deus está movendo grandes populações de não-alcançados como imigrantes aos países povoados de cristãos com o propósito, segundo Atos 17.26,27, de que eles encontrem a Ele.
Não há dúvida que há muita missão transcultural a realizar-se entre esses imigrantes por parte da igreja, sem necessidade de enviar missionários a grandes distâncias. Deus elegeu utilizar a seu povo como agente principal para a evangelização mundial e realizará este trabalho de uma forma ou de outra (Gen 12.3; Ex 19.5,6).
Porém o outro lado do quadro é que Deus tem comissionado a seu povo com a tarefa da evangelização mundial, e cremos que lhe dá muito prazer e honra quando seu povo se organiza voluntariamente para realizar este trabalho. Dou graças a Deus que vi     vemos um dia em que as missões têm chegado a ser uma preocupação da igreja em todo o mundo. A visão de um movimento missionário “de todas as nações à todas as nações” tem impulsionado o ensinamento e a mobilização missionária a um nível global. Neste sentido, cremos que vivemos em um momento muito especial no plano de Deus, um momento quando quase todas as congregações e quase todos os crentes verdadeiros no mundo estão sendo conscientizados de sua responsabilidade de participar com protagonismo na tarefa global.
Este momento histórico também reúne condições que nos permitem asseverar que a Grande Comissão se pode cumprir em nossa geração. Forças tecnológicas nos permitem uma agilidade tremenda no envio e nas comunicações com os missionários e seus projetos, e a possibilidade de cobrir massivamente o globo terrestre com a Mensagem. Mas mesmo com essas ferramentas o trabalho não é fácil. Os missionários e suas organizações estão sendo afetados por grandes forças sociais, econômicas e espirituais que representam desafios e oportunidades nesta feroz guerra espiritual.

As forças da Globalização Tecnológica

Quase trinta anos atrás, um futurista popularizou o conceito de “aldeia global”. A realidade é que vivemos em um mundo pequeno. Pela influência das comunicações instantâneas, nos inteiramos do que se passa com todos os “vizinhos”. Dentro de poucas horas, vemos transmitidas por satélites imagens de qualquer acontecimento catastrófico acontecido no mundo, das consequências do terrorismo, de guerras, de secas, terremotos, e com todo o horror do momento. Hoje podemos receber canais de televisão de todo o mundo em nossos lares. Por meio da internet, temos acesso à notícias de quase qualquer país e cidade. Pelo mesmo meio, podemos pesquisar qualquer tema que nos possa interessar. O telefone celular abre as possibilidades de comunicarmo-nos com quem quisermos em todo o globo terrestre. E já entramos na era em que os telefones vêm armados com sistemas de vídeo para vermos a pessoa com quem estamos nos comunicando.
A tecnologia sem dúvida tem mudado o perfil do missionário. A habilidade no uso da internet é indispensável. E como parte de seu equipamento vai o computador que permite acesso ao correio eletrônico e leva em si quase todos os outros elementos que tem chegado a ser quase indispensáveis para a obra. O correio eletrônico permite comunicações quase instantâneas com sua igreja local, sua família e seus amigos de uma maneira eficiente e econômica. Hoje é possível conversar com um amigo em outro continente sem custo, utilizando o computador. A facilidade e efetividade destes meios de comunicação aumentarão durante os próximos anos e serão cada vez mais acessíveis a todos os cidadãos de nosso planeta.
O transporte é outro meio que tem diminuído nosso planeta. Hoje, se pode viajar de qualquer país do mundo e estar em qualquer outro país dentro de 24 horas. Ainda que as passagens aéreas pareçam caras, em comparação com o que historicamente custou viajar, são realmente baratas. Quando William Carey navegou da Inglaterra até a Índia em 1790, a passagem para ele e sua equipe custou o equivalente a 50 anos de um salário mínimo. Hoje, a mesma viajem (dessa vez por via aérea) custa uma fração de um salário mensal (em termos de países desenvolvidos). Vivemos numa época em que todo mundo viaja ao redor do mundo e a possibilidade de mover uma família de um lugar a outro é relativamente fácil e econômica.
Outro grande avanço na globalização é a transferência de divisas e valores eletronicamente. Hoje em dia, qualquer um que obtenha um cartão de crédito pode utilizá-lo para retirar dinheiro em milhares de caixas automáticos em todo o mundo. Todos os produtos são mais acessíveis com “o cartão”. O comércio utilizando a internet e cartões de crédito, cresce vertiginosamente. Quando Hudson Taylor serviu na China em meados do século XIX, uma carta demorava seis meses para chegar e se havia alguma necessidade econômica, levaria um ano inteiro entre avisar os irmãos e receber o dinheiro. Hoje as comunicações e as transferências eletrônicas permitem a atender o missionário de um dia para o outro.
Há muitos que resistem aos avanços tecnológicos. Os mesmos lhes atribuem um valor moral. Porém a tecnologia, como o dinheiro, a influência, e quantas outras coisas, podem ser utilizadas para o bem ou para o mal. O apóstolo Paulo utilizou os meios tecnológicos ao seu alcance (como passagens em barcos e a palavra escrita) para realizar a tarefa de evangelização. Não duvidemos que os avanços tecnológicos devem utilizar-se para o avanço do Reino. Os elementos tecnológicos da globalização nos facilitam e possibilitam a obra missionária.

O Perfil das Agências Missionárias

A história de missões nos apresenta várias estruturas que se tem utilizado para recrutar, enviar e manter a força missionária. É certo que as estruturas utilizadas para mobilizar voluntários para a missão, historicamente, sempre têm tomado seu padrão de estruturas já existentes na sociedade. Pode surpreender a alguns que os movimentos monásticos seguiram o padrão militar com o propósito de levar a cabo a expansão da igreja. Utilizando este modelo, os jesuítas puderam avançar a causa em lugares tão remotos como Paraguai, Japão, China e Canadá. Os celtas da ilha britânica adotaram este modelo para a evangelização de todo o norte europeu.
O movimento “moderno” protestante que nasceu em fins do século XVIII, utilizou estruturas que correspondiam ao modelo empresarial que surgiu em sua geração. As “sociedades” que se criaram foram manejadas com os critérios que correspondiam ao padrão comercial. Eventualmente, essas estruturas foram modificadas com o correr do tempo. Hoje em dia, falamos de “agências missionárias” que se manejam em muitos sentidos, como empresas modernas. Adotaram muito das ciências sociais como o manejo por meio de objetivos e os sistemas de manejo de pessoas contemporâneo. Se queremos entender de onde procedem as estruturas missionárias, é importante entender de onde procedem as instituições “seculares” e o efeito geral que tem a globalização sobre elas.

Mudanças nas forças estruturais nos últimos anos

Nos últimos anos, se tem visto uma grande mudança na estruturação de empresas. A direção da mudança é de estruturas piramidais com vários níveis de supervisão para estruturas planas com menos níveis hierárquicos, de onde os que realizam o trabalho têm mais controle sobre as decisões que afetam diretamente o seu trabalho. Algumas grandes empresas se administram como uma coleção de microempresas. Cada unidade é avaliada por sua eficácia. Quando não cumpre as metas, essa unidade se reorganiza ou é encerrada.
As missões também estão sentindo o efeito da descentralização de controle. Novas agências nos países históricos de envio que têm seguido essas inovações, têm crescido e prosperado. Lançam equipes ao campo e permitem que estas tomem as decisões que afetam sua obra. Agências que não puderam adaptar-se e seguem o padrão hierárquico com tomada de decisões centralizadas, tem diminuído em membresia e em muitos casos, se tem visto forçados a abandonar sua autonomia e fundir-se com outras agências para sobreviver.
Os efeitos da globalização reforçam o modelo descentralizado em que até mesmo as igrejas locais podem enviar missionários sem depender de agências. Com a possibilidade de comunicação, transporte fácil e barato, o envio direto do missionário e seu sustento, muitas igrejas têm preferido não utilizar as agências que historicamente realizaram essas funções, entre outras.
A descentralização de agências, com equipes que funcionam com certa autonomia no campo, é talvez o bem mais valioso desta tendência estrutural. Isso permite flexibilidade e a agilidade necessária na tomada de decisões que requerem a situação local em um mundo em mudança. Mas é importante destacar que essas equipes necessitam de supervisão, apoio e cuidado por pessoas experimentadas nas exigências e desafios da obra missionária na região onde servem. Ainda que as funções das agências missionárias tenham mudado em razão dos avanços tecnológicos, não se dispensou sua necessidade. Igrejas que enviam missionários sem contar com esse apoio, na maioria dos casos, perdem tempo e recursos. Historicamente, o ‘micromanejo’ da obra no campo pela igreja local com frequência leva à ineficácia e fracasso.

A Força das Alianças Internacionais

A globalização também tem afetado as empresas. A cada dia se escutam notícias de grandes empresas internacionais que historicamente foram competidoras, agora unindo esforços e formando sociedades para trabalhar em conjunto. Volkswagen e Ford produzem um automóvel em conjunto, linhas aéreas se unem às suas ex-competidoras para formar uma aliança estratégica que pode captar uma maior proporção do mercado global.
As Missões também estão formando alianças estratégicas localizadas em grupos culturais ou geográficos. Dezenas de alianças tem surgido entre grupos cristãos com origens muito variadas. Foram apagadas muitas das barreiras denominacionais e não é muito estranho ver uma equipe missionária que contém batistas, pentecostais e presbiterianos trabalhando em conjunto. Nesta mesma equipe pode haver mexicanos, filipinos e canadenses. Frente a esta realidade, o missionário eficaz cultivará uma atitude ampla em relação a seus companheiros de batalha.
O missionário que trabalha nesse ambiente tem que ser flexível e tratar de entender e apreciar as diferentes perspectivas doutrinárias e culturais. Isso requer humildade e habilidade de ver a meta de almas achegadas ao Senhor por meio do testemunho e trabalho da equipe. O egoísmo e a ambição pessoal, não funcionam nesse mundo de colaboradores.

A Força do Pluralismo e o Fanatismo Religioso

Nem todo mundo está de acordo que Cristo é o Senhor. Os seguidores de outros profetas e mestres são numerosos. Dos seis bilhões de habitantes na Terra, somente um terço se identifica como cristão. No Ocidente, o pluralismo religioso “respeita” o direito de cada um de crer em qualquer deus e religião. A relatividade diz que “se é verdade para você, é sua verdade”. “Porém sua verdade não é necessariamente minha verdade, senão aquilo que eu interpreto como verdade.” Qualquer proclamação de Cristo como único Senhor pode ser repudiada e ainda condenada como intolerante. Mais de um julgamento foi realizado com base em alegações de "angústia emocional" provocada pela pregação da condenação do pecador, frente a um Deus justo. O fato de que o pregador também revela a salvação oferecida em Cristo não é suficiente para justificar os evangelistas que são acusados de usar “pressão psicológica” para ganhar partidários.
Do mesmo modo, os missionários em países onde dominam as grandes religiões como o Islã, o Budismo e Hinduísmo, estão sendo atacados por uma nova onda de fundamentalismo. Paralelamente, a “retribalização” do mundo é um fato que tem tido suas piores expressões nos terríveis massacres em nossa história recente. A brutal carnificina em Ruanda e os conflitos bélicos dos países bálticos são exemplos de uma corrente global que cada vez mais quer manifestar sua própria identidade racial, religiosa e cultural. E esses estão dispostos à matança e ao genocídio para obtê-lo.
Neste ambiente, o pregador de uma religião estrangeira não é bem-vindo. As igrejas cristãs minoritárias nesses países se veem sob perseguição aguda e os missionários tem sido expulsos e expostos ao martírio. O missionário tem que enfrentar essas realidades com a sabedoria da serpente e a inocência da pomba.

O Perfil Missionário com as Duas Mãos

As forças sociais de oposição não podem ser enfrentadas com conceitos tradicionais do missionário do século XX. Os países onde vivem as grandes maiorias de inalcançados não permitem a entrada de missionários tradicionais. Frente a essa realidade, se tem revitalizado o conceito do missionário bi-ocupacional, o missionário que vai a outro país com a Palavra em uma mão e sua ferramenta de serviço na outra. Lamentavelmente, a abordagem a esta questão tem sido em grande parte pragmática sobre como resolver o problema para entrar e viver no país. Essa orientação se tem comprovado deficiente em suas considerações éticas e teológicas. O fracasso desta abordagem nos chama a uma profunda reflexão sobre a cosmovisão “cristã” popular, que propaga a falsa dicotomia entre o “sagrado” e o “secular”. A posição bíblica é que tudo o que fazemos é “sagrado” se o consagramos a Deus. Todos estamos chamados a realizar nossa vocação por meio de todas as nossas ocupações e não apesar delas (1Co10.31). Para isso, a igreja necessita mover-se para eliminar de uma vez a distinção entre ministros laicos e profissionais, completando o que a “Reforma Protestante do Século XVI” começou, com seu ensino sobre o sacerdócio santo de cada crente (1Pe 2.8). Só assim se lançará a tremenda força missionária latente da igreja.
Tomado pelo aspecto prático, o sistema bi-ocupacional para o envio e sustento do missionário é talvez o que mais potencial oferece aos movimentos missionários dos países de menores recursos. A maioria dos grupos não alcançados se encontra nos países mais pobres do mundo. Com uma larga história de fracassos no apoio econômico direto aos governos destes países, os países desenvolvidos se tem voltado para o uso de organizações não governamentais (Ongs) e Fundações na canalização de apoio econômico e social. A igreja está descobrindo este meio para inserir obreiros bi-ocupacionais e assim realizar suas metas. A oportunidade é enorme e a igreja tem que fazer muito mais, para aproveitar-se disso.
Ainda que existam vários canais para os bi-ocupacionais, não restam dúvidas de que essa pessoa terá que se capacitar adequadamente. A experiência demonstra que tomar uma profissão simplesmente como “cobertura” para estar em um país, é incoerente com a meta de ser testemunha de Cristo nesse lugar. As melhores testemunhas são as que realizam seu trabalho profissionalmente, e também se tem capacitado para realizar a obra de Deus nesses lugares. Ambas linhas de capacitação são necessárias.

As Forças Espirituais do Maligno

Hoje a igreja está despertando para a necessidade de enfrentar diretamente as forças satânicas que tem cegado os olhos de milhões, por milênios. A igreja sempre tem tido os dons e sempre tem possuído as armas espirituais. Porém nem sempre as utilizou com um enfoque maior. Graças a este despertar para a guerra espiritual, o enfrentamento de potestades e poderes está sendo encarado de forma específica e sistemática. Na medida em que a igreja se mobiliza para marchar sobre seus joelhos e levanta guerreiros espirituais, terá êxito na grande luta pelas almas de milhões. Há muitos que acreditam que as expressões das forças malignas aumentarão ao aproximar-se o fim. Vão lutar de forma desesperada para manter sua autonomia e deter seu castigo eterno.
O perfil do missionário hoje é o perfil de um guerreiro. Necessita saber manejar as armas espirituais com maior eficácia para defender-se, e para aplicá-las na libertação dos que vivem debaixo do poder do maligno.

Conclusões

Como se apresenta o ministério missionário diante dos desafios de hoje? Não há dúvida que será distinto de seus precedentes. Deus cumprirá Seus propósitos com ou sem o esforço voluntário da igreja. Porém seu povo vive um momento especial que permite a alegria de crer que se pode cumprir a Grande Comissão dentro desta geração. A igreja global está captando a visão. As forças da globalização tem provido ferramentas que facilitam a comunicação, a mobilização e o envio de recursos. As estruturas de envio também serão mais ágeis, apoiadas pela flexibilidade e acesso que provém desses meios. A organização missionária será descentralizada e disposta a uma colaboração entre crentes de diversas origens e denominações. Alianças estratégicas serão forjadas no solo não só entre grandes entidades, mas também entre igrejas pequenas que juntas podem realizar projetos que sozinhas não empreenderiam. Tomadas por uma visão de evangelizar aos povos que não escutaram a mensagem do Evangelho “até o último da terra”, unirão esforços com quem não poderiam imaginar-se trabalhando poucos anos atrás. Por tudo isso, adoramos a Deus.
Por outro lado, a dificuldade da tarefa de evangelização aumentará. A resistência dos movimentos nacionalistas e das filosofias pluralistas identificarão o missionário como “o inimigo cultural número um”. O preço será a rejeição e o martírio. As perseguições sobre as igrejas minoritárias aumentarão. A única consolação é saber que Deus       utilizará este sofrimento para Sua glória (Ap 6.9-11). Na oposição e no martírio, a missiologia e as bases teológicas em que se baseia renovarão seu compromisso com o Cristo do Novo Testamento e o compromisso que isso demanda. Só assim se conseguirá “fazer discípulos de todas as nações”. E frente a um inimigo desesperado, aumentará a quantidade e a qualidade de guerra espiritual para libertar as almas.
Que o movimento missionário seguirá em frente, não há dúvida. Deus é o que se encarrega de ver que Sua palavra se cumpra. E foi Ele que nos assegurou que “Será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. Que o povo de Deus seja fiel a seu chamado e desenvolva seu compromisso voluntariamente com todas as vantagens tecnológicas que temos hoje, mas também com o sacrifício e o compromisso que demanda evangelizar nosso mundo turbulento.

A Ele seja a glória, a honra e o domínio para sempre.

Tradução de Sammis Reachers / Veredas Missionárias, a partir do original em espanhol publicado por COMIBAM (http://www.comibam.org/wp-content/uploads/2016/02/el_perfil_del_misionero.pdf )

*   *   *   *   *
Dr. Jonathan Lewis nasceu em 1949, filho de pais missionários em Buenos Aires, Argentina. Durante sua carreira profissional viveu e trabalhou em Honduras, Peru, México e Argentina. Jonathan está casado com Dawn por quase 35 anos e tem quatro filhos: Natanael, Heather, Josías e Anneliese.

Fonte: Veredas Missionária

quinta-feira, 24 de março de 2016

12º Simpósio e Feira de Missões - 27/06 a 05/07/16


POR BONDADE DE DEUS JÁ ESTAMOS COM OS PROJETOS PRONTO E GOSTARÍAMOS DE COMPARTILHAR COM NOSSOS AMADOS E PEDIR VOSSAS ORAÇÕES AO NOSSO FAVOR

DEUS CONTINUE VOS ABENÇOANDO

CRONOGRAMA DO 12o  SIMPÓSIO E FEIRA DE MISSÕES

DATA DO EVENTO: 27/06 a 05/07/2016.

Países a ser representado:
BRASIL, CHILE, ESPANHA, ESTADOS UNIDOS, GRÉCIA, ÍNDIA, ISRAEL, ITÁLIA, JAPÃO E VENEZUELA.

PRÉ SIMPÓSIO: TEREMOS NO MÍNIMO 10 PRÉ-SIMPÓSIO EM CUIABÁ E REGIÃO E 05 NO INTERIOR DO ESTADO

· A PROGRAMAÇÃO DO PRÉ-SIMPÓSIO: SÁBADO, DOMINGO MANHÃ E NOITE. A intenção é realizar a divulgação do evento, angariar recursos financeiros para o mesmo, apresentação do país do setor com trajes típicos. Podendo a igreja local junto com demais setores responsável pelo país a representar usar o evento na finalidade de angariar recursos para sua representação.

O EVENTO PRINCIPAL: DE 27 DE JUNHO A 05 DE JULHO 2016

APRESENTAÇÕES TRAJES TÍPICOS:
· Terá participação de no mínimo trinta pessoas e no máximo cinquenta, sendo crianças, adolescentes, jovens e adultos.

· O traje típico do país deverá ter modos e princípios de nossos costumes ministeriais, sugerimos que cada participante doa o seu como oferta em prol desta obra.

· Relato do país a ser lido no momento da entrada dos representantes.

· Hino nacional cantado no idioma do país.

· A bandeira do país é indispensável.

FEIRA:
Estrutura: Será composta por 20 tendas de 4x4m (para objetos e cozinha típicas), 08 tendas de 10x10m (para praça de alimentação com mesas e cadeiras), 08 tendas de 3x3m (lojas parceiros), 10 espaços de 6x8m (para ação de parceiros, com tendas ou containers a combinar), estrutura em treliça formando a entrada do evento e parte elétrica sendo (uma lâmpada em cada tenda e tomada 110 e 220 ao longo da estrutura).

Tendas cozinha: Necessita de equipe bem distribuída: conseguir patrocínio, estrutural, compras, cozinheiro(a), atendente (garçom), caixa, limpeza externa e interna, segurança (cuidar em momentos de não funcionamento) e supervisor. O ESPAÇO A SER OCUPADO SERÁ DE 4X4M.

Tenda objetos típicos: Necessita de equipe bem distribuída: conseguir patrocínio, estrutural, ornamentação (inclusive da cozinha), representação do histórico do país (com trajes típicos), objetos típicos (se possível vendas dos mesmos durante e final do evento), segurança (cuidar em momentos de não funcionamento) e supervisor. O ESPAÇO A SER OCUPADO SERÁ DE 4X4M.

CRIANÇAS: CULTINHO COM CRIANÇAS na sala de oração todos os períodos de palestras e cultos.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um pequeno curso de Missões gratuito - Impacto na Eternidade - PDF



IMPACTO NA ETERNIDADE é um pequeno curso ou estudo que lhe ampliará a visão sobre os propósitos missionários de Deus para sua vida e para o mundo. O curso foi elabora pela Table 7 Ministries, em colaboração com outras missões e agências, e disponibilizado em português, inglês, francês e espanhol.
Você pode acessar o curso online, e há ainda a opção para realizar o download do material em formato pdf.





Via: Veredas Missionárias

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Baixar,Download E-Book - Negócios como Missões - É algo maior do que você imagina


Descrição: Mats Tunehag é escritor, palestrante e um líder sênior na Business as Mission (Negócios em Missão), tanto no Movimento de Lausanne como na Aliança Evangélica Mundial, e ele dá palestras a nível global sobre Business as Mission.
Mat disponibilizou em português o pequeno e-book Negócios como Missões é algo maior do que você imagina. E CLICANDO AQUI, você poderá conhecer outros materiais escritos por Mat e disponibilizados em 16 línguas.

E-book PDF:

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Envolvendo a família em missões

Conversando com pessoas que querem envolver-se com missões, podemos ouvir a seguinte pergunta:“Como posso envolver-me com missões de maneira prática?”.

A Bíblia nos textos abaixo, incentiva o crente a investir na vida espiritual da família. Podemos aprender com estes exemplos: Dt 6.4-9; Js 1.8; 24.15; Jó 1.5; Sl 78.1-8; 2Tm 1.5; 3.14-15.
Envolver a família com Missões é uma responsabilidade e um privilégio que nós temos como crentes.
Envolver-se com missões estimula hábitos indispensáveis para a vida cristã como oração e evangelização (2Tm 1.4-7; 3.14-15).

Quero compartilhar algumas sugestões de envolvimento com missões:

Estabelecendo um tempo para envolver-se com missões
Determine um tempo que seja adequada para todos.  A hora pode ser modificada, mas é necessário que haja aquele momento especial.
Estabeleça de início um alvo atingível: talvez 10 a 15 minutos. Se o ambiente for propício é possível ter um tempo maior.

O que deve acontecer no momento missionário?

Leitura da Bíblia

  1. Leitura e aplicação do texto missionário.
  2. Memorização de versículos missionários.
  3. Busque na Bíblia, desde o livro de Gênesis a maneira que Deus agiu para alcançar o mundo perdido.


Oração

  1. Pelos missionários.
  2. Pelas necessidades da obra missionária.
Comente o que achou.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Livro - Missiologia na Prática - Antero Kaczan - Tag: Dicas de compras


Qual será o conceito de missões em nossos dias? A Igreja de Cristo é uma militante dessa causa?

Pensando na forma como a igreja tem se comportado e se posicionado perante esta causa, o Pastor Antero, com aproximadamente 11 anos no campo missionário na Polônia e uma bagagem recheada de experiências, relata neste ivro tudo o que a graça de Deus é capaz de fazer.

O autor sentiu a necessidade de escrever esse livro no mo mento em que descobriu que o homem, mesmo sendo salvo, pode continuar a carregar enfermidades que continuam impregnadas em sua alma.

Esta é mais uma rica história daqueles que se colocam à disposição incondicional do Senhor Jesus. Veja como o Senhor está construindo a sua igreja na Polônia, observe o Senhor fazendo o impossível acontecer e aproveita para refletir sobre quem é você nas mãos de Deus e como Ele deseja usá-lo, seja perto, seja longe.

Um ótimo livro, por isso que indicamos.

DADOS TÉCNICOS:
Título: Missiologia na Prática: Testemunhos e experiências de um missionário na Polônia
Autor: Antero Kaczan
Categoria: Missões
Editora: Betel
Páginas: 200
Formato: 16 x 23 cm (L x A)
Publicação: abril de 2014
ISBN: 978-85-8244-010-0

LER, UM TRECHO (online)

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Número de cristãos cresce em país muçulmano


O número de igrejas subterrâneas em um dos países do Oriente Médio tem crescido. Apesar das perseguições, o a quantidade de cristãos deve chegar a 1 milhão de pessoas segundo os missionários Jessé e Quésia, da Junta Mundial de Missões (JMM) que são responsáveis pelos trabalhos missionários na região.

Sem citar o nome do país para impedir retaliações e preservar a segurança física dos fiéis, os missionários afirmam que algo sobrenatural tem acontecido e que cada vez mais pessoas são alcançadas.

“Algo tremendo tem acontecido neste país muçulmano. O que ouvimos falar sobre o Sudeste da Ásia há algum tempo está ocorrendo hoje ali. Estima-se que haja mais de 1 milhão de convertidos. Só em 2015, já foram batizadas mais de 220 pessoas”, relata o Pr. Jessé.

O religioso pode ver de perto os trabalhos que estão sendo realizados naquele país e afirmou que há milhares de igrejas sendo estabelecidas em casas, reunindo cristãos clandestinamente como acontece na China.

“Há milhares de igrejas casas, reunindo-se clandestinamente. Existem centros de treinamentos em países vizinhos, aonde os convertidos vão para serem treinados e depois retornam para seus países para liderar igrejas nas casas.”
O projeto missionário nesse país muçulmano, considerado como um dos mais fechados para o evangelho, tem impressionado o pastor Jessé. “Fiquei impressionado com a ousadia desses irmãos. Eles saem de lá com duas convicções: a primeira é que um dia eles serão presos, pois irão compartilhar de sua fé aos outros, e a segunda é que eles querem voltar para lá, mesmo sabendo disso”.

Apesar desses riscos, esses novos convertidos estão dispostos a evangelizar seus amigos e familiares e fazer com que a mensagem da Cruz alcance a todos. Por essa intrepidez o Evangelho tem crescido no país e muitas pessoas estão se convertendo e sendo batizadas.

Falta Bíblia para o trabalho evangelístico
O grande problema desse país é que não há bíblias suficientes para o trabalho de evangelização. O Livro Sagrado não consegue ser espalhado pelos novos fiéis e muitas dessas igrejas possuem apenas um exemplar ou parte de um livro bíblico.
“O Espírito de Deus tem se manifestado de forma extraordinária na vida desse povo, mas há carência de Bíblias. Ouvi o testemunho de um líder de uma dessas igrejas nas casas, o qual me disse que havia apenas uma Bíblia que estava sendo compartilhada por cada um dos membros”, disse Jessé.
A JMM, ao saber do caso, resolveu assumir um compromisso e enviar 300 mil exemplares do Novo Testamento para esse país nos próximos três anos. Quem desejar participar desse projeto financiando um exemplar pode entrar em contato com a JMM.

Fonte: GospelPrime

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Casal de missionários serve na maior favela da África


Há mais de 14 anos o casal, Júlio e Angélica Quirino, deixaram o Brasil e iniciaram a sua jornada missionária no continente africano. Eles chegaram ao Quênia, no leste da África com os dois filhos ainda bem pequenos, Raquel com 3 anos e meio e Samuel com 7 meses.
Ao longo desse período, o casal tem servido em diferentes ministérios. Nos primeiros 10 anos eles focaram seu trabalho no evangelismo de muçulmanos e tiveram vários frutos, alguns deles atuam hoje como missionários. Porém, atualmente uma parte importante do seu trabalho tem sido desenvolvido em Kibera, a maior favela da África que abriga cerca de 1 milhão de habitantes.
A realidade de pobreza na favela é alarmante. Há bairros inteiros em que a única forma de habitação são barracos feitos de latão ou de barro (pau a pique). Os barracos possuem basicamente um cômodo, sem banheiros, sistema de esgoto ou água encanada.

 Kibera Children’s Choir (Foto: Evandro Sudre)

Em Kibera, o casal trabalha com pessoas de todas as faixas etárias, mas focalizando projetos de assistência às mulheres e crianças, que são as mais vulneráveis diante dos desafios da favela. Os projetos que desenvolvem abrangem atividades com futebol, evangelismo nas escolas, estudos bíblicos, treinamento de evangelismo de muçulmanos, treinamento de pastores e líderes, cursos para a comunidade e apoio à Igreja perseguida. Todas as atividades giram em torno de evangelismo, discipulado e apoio a comunidade.
Lá em Kibera há também uma igreja fundada pelos Quirino. O nome da igreja é Kibera New Life Church (Igreja Kibera Nova Vida). Alguém talvez pergunte: “Por que eles decidiram estabelecer uma igreja na favela?” Porque onde a maioria só vê os problemas, o casal vê potencial nas pessoas. “Apesar dos grandes problemas sociais encontrados na favela, existem tesouros escondidos nas vidas que residem ali”, afirma Júlio.

 Culto na favela (Foto: Evandro Sudre)

Na igreja é surpreendente a presença massiva das crianças. Durante os cultos é comum encontrar o número de crianças bem superior ao de adultos. Uma curiosidade é que quando é necessário separar os dois grupos, não são as crianças que saem para o seu culto particular, mas os adultos. As crianças permanecem no salão de culto para terem seu tempo de celebração.
Com o apoio da liderança queniana da igreja que plantaram, foi organizado um coral infantil com 24 vozes. O coral se chama Kibera Children’s Choir. O objetivo dessa iniciativa é libertar as crianças do ciclo e jugo da pobreza espiritual e física e permitir que elas descubram seus talentos musicais, encontrem uma forma para contribuírem com o seu próprio sustento (por meio das apresentações do coral) e sejam preservadas de ameaças como a marginalidade, a exploração infantil e o aliciamento do fundamentalismo religioso:

 Reunião das crianças (Foto: Evandro Sudre)

“O Al-Shabab, grupo fundamentalista islâmico da Somália está recrutando crianças de Kibera para realizar ataques terroristas no Quênia. Precisamos alcançar essas crianças para livrá-las das mãos dos terroristas”, argumenta James, missionário queniano, com um ar de preocupação.
Num projeto ambicioso, o coral de crianças de Kibera está se preparando para sua primeira apresentação internacional. Uma agenda de apresentações está sendo montada com um grupo de igrejas em diferentes países. Há planos de uma turnê pelo Brasil, Europa e EUA para o próximo ano. Os convites para apresentações podem ser feitos por meio do site do coral: facebook.com/kiberachildrenschoir e pelo e-mail kiberachildrenschoir@gmail.com
A missionária Angélica comenta sobre o potencial que existe para se fazer muito mais em meio a carência do povo de Kibera e lança um desafio: “As necessidades aqui são imensas e nosso desejo de servir também. Felizmente, não estamos sozinhos aqui. Temos recebido o apoio de vários voluntários e a doação de recursos de pessoas que acreditam no projeto. Contudo, seria possível fazer muito mais pelo povo se tivéssemos o apoio de um número maior de pessoas”.
Entre as duas principais necessidades do casal estão a aquisição de um veículo para o transporte das crianças e a compra de um local próprio para o desenvolvimento dos projetos, já que os alugueis são caros em Nairóbi e os donos das casas olham para o missionário como se fossem uma mina de ouro.
Maiores informações sobre o como ajudar o ministério da Família Quirino podem ser obtidas por meio do seguinte endereço eletrônico: julio.quirino@aimint.org

* Colaborou Jairo de Oliveira

Fonte: GospelPrime

sábado, 11 de abril de 2015

Missionário é acusado de proselitismo por pregar para índios


O Ministério Público Federal de Santarém (PA) denunciou um missionário evangélico por estar pregando para índios da etnia zo’é no território da tribo. Segundo a denúncia, o religioso levou alguns índios para a fazenda de um amigo para que eles participassem de uma oração.

No processo há o nome do missionário, Luiz Carlos Ferreira, e do dono de um castanhal, Manoel Oliveira. A denúncia diz que os índios eram chamados para trabalhar no castanhal e ali eram evangelizados.

Oliveira empregava os índios na colheita de castanha, mas não oferecia um salário, dando panelas, roupas velhas, redes e outros utensílios como forma de pagamento.

Ferreira foi acusado de “proselitismo religioso”, um crime que violaria o direito à “manutenção de culturas próprias”. Pela denúncia do MPF, o fazendeiro mantinha 96 indígenas trabalhando em sua fazenda em condições análogas à escravidão.
“Havia um acordo do missionário com o castanheiro. Os índios eram trazidos para a colheita e viravam alvo fácil para o missionário”, diz o procurador Luís de Camões Boaventura.

O missionário seria um dissidente da Missão Novas Tribos do Brasil, entidade que foi expulsa pela Funai das terras dos zo’é em 1991. A Funai afirma que o grupo missionário tentava impor a cultura cristã para os índios e ainda diz que eles levaram doenças para os indígenas.

Após sair do grupo Missão Novas Tribos, Ferreira se filiou à Igreja Batista, porém o Ministério Público desconfia que ele continue como membro da missão que foi expulsa. A igreja Batista da cidade afirma que Ferreira se desligou do ministério há alguns anos.

A Funai sempre vistoria a região e em 2010 e 2012 encontrou membros da tribo trabalhando no castanhal, por isso eles desconfiam que o trabalho escravo e o evangelismo acontecem a muito tempo. O órgão condena a evangelização de índios por dizer que ela traz impactos negativos para as tribos.

Fazendeiro nega trabalho forçado
Procurado pela Folha de São Paulo, o fazendeiro Manoel Oliveira disse que não forçava os índios a trabalharem e que eles estavam lá por vontade própria. Ele também negou acordo com o missionário, dizendo que sua atuação religiosa não tem ligação com o trabalho na fazenda.

Fonte: GospelPrime

quarta-feira, 8 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Por que a diferenciação entre Evangelismo e Missões é importante?



Vídeo com o Pastor Jonh Piper do ministério Desiring God explicando as diferenças entre EVANGELISMO e MISSÕES. Um vídeo rápido e fácil de entender.

Veja o vídeo:

TRADUÇÃO LIVRE, NÃO PROFISSIONAL


Encontrado no  Youtube canal: gire180graus

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cuidado integral do missionário


A missão de cuidar daqueles que estão no campo, diretamente envolvidos com as ações de conquista de vidas para Cristo, é uma das mais importantes para Missões Mundiais. A JMM se preocupa em cuidar tanto do missionário que está no campo quanto daquele que retornou dele ou está em treinamento. Preservar a sua saúde física, mental, e principalmente a espiritual é um dos grandes desafios da JMM. Para isso foi criada a Coordenação do Cuidado Integral do Missionário (CIM), sob a liderança do Pr. Renato Reis.

“Não é apenas mais um setor de Missões Mundiais, mas a busca por melhorar a atenção aos missionários que atuam ou já atuaram na linha de frente dessa missão”, explica o diretor executivo da JMM, Pr. João Marcos Barreto Soares.

“Apesar do pouco tempo, o CIM já realizou uma conferência sobre o tema com a participação de colaboradores da JMM e líderes convidados de outras organizações”, destaca o Pr. João Marcos.

A conferência à qual o executivo se refere foi ministrada por Bill Bacheller, líder do Ministério Oásis, entre os dias 18 e 20 de março na sede da JMM, no Rio de Janeiro. Participaram todos os coordenadores de Missões Mundiais, além de colaboradores que atuam na sede, porém diretamente com os obreiros que estão em campo.

Pr. Renato Reis durante conferência do CIM, em março de 2015
Pr. Renato Reis durante conferência do CIM, em março de 2015

O Pr. Renato Reis, que serviu como coordenador de Missões Mundiais para a Ásia até o início deste ano, destaca que Missões Mundiais sempre cuidou do seu quadro de missionários, porém agora se faz necessário conduzir esse cuidado de forma mais sistematizada e organizada.

“E alguns motivos levaram a isso: nós queremos chegar aos povos não alcançados. Isso significa que são povos mais resistentes, avessos ao Evangelho e também à presença de estrangeiros. O missionário que suporta esse tipo de situação precisa de mais cuidado”, justifica o Pr. Renato.

“A mudança no perfil do missionário que se apresenta hoje à JMM também mudou. A ênfase dada a missionários que usam suas profissões aumentou a necessidade de cuidado porque normalmente são pessoas sem muita experiência ministerial. Isso também fez a JMM perceber a necessidade de cuidar melhor de seus missionários”, acrescenta o coordenador do CIM.

Para o Pr. Renato, o cuidado integral do missionário também envolve as esferas familiar e eclesiástica.

“Se não houver aqui irmãos, primos, tios comprometidos com o envio do missionário, ele vai sentir que abandonou a família, que abandonou os pais. O apoio da família é importante, mas talvez também seja a parte mais frágil nesse apoio, pois nem sempre os parentes são crentes. Mas é importante”, ressalta o coordenador do CIM.

Para o Pr. Renato, o suporte e envolvimento da igreja no ministério do missionário é outra parte fundamental no cuidado integral do obreiro.

“A igreja local precisa acompanhar o missionário. Porém não é apenas colocar a mão no bolso e entregar a oferta total ou parcial. Cuidado do missionário implica em acompanhar o desenvolvimento desse obreiro em todas as etapas, desde o início do processo seletivo até o final”, destaca.

“Há coisas que só a igreja pode fazer e deve fazer para cuidar integralmente dos missionários. Muito importante que nesse envio de missionários o elo entre igreja e missionário não se perca, permaneça forte. Que haja correspondências diretas, contatos, visita aos campos, tanto do pastor quanto de grupos da igreja para apoiar o ministério no campo. Tudo isso faz parte do cuidado integral do missionário”, conclui.

por Willy Rangel

Fonte: Missões Mundiais 

sábado, 28 de março de 2015

Abertura da ENVIA - Participe

Maceió-AL

Uma Escola missionária de 6 semanas, com aulas de segunda a sexta, somente às noites. Visa capacitar os que desejam conhecer o caráter de Deus e dedicar-se no serviço do Reino. Escola voltada para o aperfeiçoamento do caráter Cristão.

A inscrições estão abertas, envie um e-mail para envia@jocummaceio.org ou ligue para (82) 3260-6312 e fale com a missionária Geane Cruz.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Palestra sobre a consciência missionária ocorre em Campina Grande

Palestra sobre a consciência missionária ocorre em Campina Grande

A menos de 3 dias para o 17º Encontro para a Consciência Cristã, outro evento paralelo está confirmado: O 12º Encontro para uma Consciência Missionária. O encontro ocorrerá no Clube da Bolsa, em Campina Grande (PB), e terá como palestrantes Elias Medeiros e José Bernardo.
Elias Medeiros é professor de Missões e Chefe do Departamento de Estudos Interculturais do Reformed Theological Seminary em Jackson, Mississippi, Estados Unidos. Foi missionário na Amazônia, plantador de igrejas no Nordeste e ensinou Missiologia no Seminário Presbiteriano do Recife e no Centro Evangélico de Missões, onde também atuou como Deão Acadêmico.

José Bernardo, por sua vez, é pastor, pesquisador, escritor e estrategista de evangelização. Fundou e preside a Agência Missionária de Mobilização Evangelística – AMME Evangelizar, criada em 2000. Fora isso, o pastor é um estudioso eclético e pesquisador aplicado, além de evangelista, conferencista e escritor. Ele realiza trabalhos de evangelização com jovens pelo Brasil inteiro. Dedicado aos adolescentes durante o seu pastorado, na evangelização, aconselhamento, discipulado e treinamento.

A AMME Evangelizar já ajudou mais de 30 mil igrejas a apresentar o Evangelho a mais de 90 milhões de pessoas. Através de seu ministério, a entidade desenvolve pesquisas e programas de treinamento para adolescentes.

Os seminários tratarão da necessidade e urgência da pregação do Evangelho no Brasil e no mundo, com base nos seguintes temas:
- Subindo para missões: Indignação, Objetividade, Liderança, Criatividade, Santificação e Perseverança
– Subindo para missões: Produtividade Alegria; Espiritualidade; Transparência; Ousadia; Generosidade; Fidelidade
– A glória de Deus e o viver “missional” (Partes 1 e 2)

Para participar deste encontro e dos outros eventos paralelos da Consciência Cristã é necessário fazer a inscrição prévia, gratuita, no site do evento (www.conscienciacrista.org.br). A 17ª Consciência Cristã acontecerá de 12 a 17 de fevereiro no Complexo do Parque do Povo, em Campina Grande (PB).

Via: GospelPrime

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