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sábado, 14 de outubro de 2017

Bibliografia de Missões

POSTAGEM PUBLICADO PELA VEREDAS MISSIONÁRIAS 

LIVROS SOBRE MISSÕES

Nosso colaborador Wesiley dos Santos Monteiro elaborou uma lista de livros de Missões publicados no Brasil, divididos por temas. Claro, não trata-se de lista abarcando TODOS os livros já publicados, mas apresenta um riquíssimo panorama (mais de 200 livros) para aqueles que desejam conhecer ou se aprofundar nas temáticas abordadas.


HISTÓRIA DAS MISSÕES
Missões: Até os Confins da Terra (Ruth Tucker, Vida Nova)
História do Movimento Missionário (Justo Gonzalez/C. Orlandi, Hagnos)
História da Missão (Bertil Ekström, Descoberta)
Perspectivas no Movimento Cristão Mundial (vários autores, Vida Nova)
História das Missões (Stephen Neil, Vida Nova)
História das Missões Moravianas (Florêncio Ataídes, Aleluia)
Correntes Emergentes da Igreja e Missões (Paul Pierson, Horizontes)
O Último Missionário (Carlos Caldas, Mundo Cristão)

TEOLOGIA DA MISSÃO
Missão Transformadora (David Bosch, EST/Sinodal)
Teologia Bíblica de Missões (George Peters, CPAD)
A Missão de Deus (Christopher Wright, Vida Nova)
A Missão do Povo de Deus (Christopher Wright, Vida Nova)
A Visão Missionária na Bíblia (Timóteo Carriker, Utimato)
A Igreja Missional na Bíblia (Michael Goheen, Vida Nova)
A Natureza Missionária da Igreja (Johannes Blawn, ASTE)
Povo Missionário, Povo de Deus (Charles van Engen, Vida Nova)
Nos Passos do Apóstolo Paulo: seus métodos e pregação nos dias atuais (eds. R L Plummer e J H Terry, Central Gospel)
Missões – vale a pena investir? (Russell Shedd, Vida Nova)
Missão e Igreja (Paulo César Nascimento, Betel Brasileiro)
Confins da Terra: que lugar é este? (Wilhan Gomes, Descoberta)
O Espírito Santo e a Missão da Igreja (Éder Silva, Lerban)
A Mensagem da Missão (Howard Peskett, ABU)
Ide e Fazei Discípulos: uma introdução às missões cristãs (Roger Greenway, Cultura Cristã)
A Missão Cristã no Mundo Moderno (John Stott, Ultimato)
O Que é Missão?: teologia bíblica de missão (J. Andrew Kirk, Descoberta)
Salmos Missiológicos: princípios bíblicos para a prática missionária da igreja (Eduardo Leandro, Descoberta)
Bíblia de Estudo Missionária (SBB)

ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA E CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSCULTURAL
Costumes e Culturas (Eugene Nida, Vida Nova)
O Fator Melquisedeque (Don Richardson, Vida Nova)
A Comunicação Transcultural do Evangelho (David Hesselgrave, Vida Nova)
Diferentes Culturas: uma introdução à etnologia (Lothar Käser, Descoberta)
Contextualização: uma teologia do Evangelho e cultura (Bruce Nicholls, Vida Nova)
O Evangelho e a Diversidade das Culturas (Paul Hiebert, Vida Nova)
Contextualização Missionária (Bárbara Burns, Vida Nova)
Introdução à Antropologia Missionária (Ronaldo Lidório, Vida Nova)
Comunicação e Cultura (Ronaldo Lidório, Vida Nova)
De Todos os Povos (Jairo de Oliveira, Descoberta)
Missões e Culturas (Jairo de Oliveira, Abba)
Fenomenologia da Religião (Cácio Silva, Vida Nova)
Transformando Cosmovisões (Paul Hiebert, Vida Nova)
O Evangelho e a Cultura: leituras para a antropologia missionária (org. Tim Carriker, ebook do organizador)
Antropologia Missionária para o Séc. XXI (Hans Reifler, Descoberta)

RELATOS DE EXPERIÊNCIAS MISSIONÁRIAS
O Totem da Paz (Don Richardson, Betânia)
Senhores da Terra (Don Richardson, Betânia)
As Boas Novas em Todas as Línguas: a história de Cameron Townsend (Janet e Geoff Benge, Jocum)
Recuar Jamais: a história de Charles Thomas Studd (Janet e Geoff Benge, Jocum)
Por Todo o Mundo: a história de Loren Cunningham (Janet e Geoff Benge, Jocum)
Irmão André: o agente secreto de Deus (Janet e Geoff Benge, Jocum)
Heróis da Fé (Orlando Boyer, CPAD)
Serão Como as Estrelas (Marcia Tostes, Antioquia)
Missão em Cúcuta (José Satírio, CPAD)
Eu, Um Missionário? (Antonia Leonora Van der Meer, Ultimato)
Missiologia na Prática: um missionário na Polônia (Antero Kaczan, Ed. Betel)
Missões do Sertão aos Balcãs (José de Anchieta, CPAD)
Contos do Campo Missionário (Oswald Smith, Vida)
A História da Junta Administrativa de Missões (vários autores, JAMI)
Semeadores: missionários cristãos contemporâneos, I e II (ed. C. Eller Miranda, Betel Brasileiro)
Testemunhos de Missionários Ibero-Americanos (vários autores, CPAD)

MISSÕES e IGREJA PERSEGUIDA
Perseguidos: o ataque global aos cristãos (P. Marshal/L. Gilbert/N. Shea, Mundo Cristão)
Sangue, Sofrimento e Fé (vários autores, Ultimato)
O Contrabandista de Deus (Irmão André/John e Elizabeth Sherrill, Betânia)
A Fé que Persevera: guia essencial sobre a perseguição à Igreja (Ron Boyd-MacMillan, Portas Abertas)
Cristãos Secretos: o que acontece quando muçulmanos se convertem a Cristo (Irmão André/Al Jansen, Vida)
Força da Luz: a única esperança para o Oriente Médio (Irmão André/Al Jansen, Vida)
Torturado por Amor a Cristo (Richard Wurmbrand, Voz do Mártires)
Canção da Liberdade (Helen Berhane, Vida)
Fuga da Coreia do Norte (Paul Estabrooks, Portas Abertas)
Infiltrado por Deus: levando Bíblias secretamente (D. Langeveld/B. Hobrink, Portas Abertas)
Atrevi-me a Chamar-lhe de Pai (B. Sheikh/R. Schneider, Vida)
O Amor Venceu o Medo: o impressionante testemunho de um prisioneiro no Irã (D. Bauman, Vida)
Camboja: preparados para morrer (Todd e DeAnn Burke, Betânia)
A Cristofobia no Séc. XXI: entendendo a perseguição aos cristãos (Daniel Torres, edição do autor)
O Prisioneiro: um homem de Deus na prisão (José Dilson e Liane Reis, Z3)
O Julgamento (José Dilson e Liane Reis, Z3)

PROMOÇÃO DO ENGAJAMENTO MISSIONÁRIO
O Clamor do Mundo (Oswald Smith, Vida)
Missões: qual a sua parte? (George Verwer, Betânia)
Brasil: o gigante adormecido (David Botelho, Horizontes)
Ore pelas Nações: um guia completo de missões e intercessão pelo mundo (P. Johnstone/J. Mandryk/M. Wall, Mundo Cristão)
A Igreja é Maior do que Você Pensa (Patrick Johnstone, Horizontes)
Quem se importa? (Djalma Albuquerque, Descoberta)
Missões: o desafio continua (Ronaldo Lidório, Betânia)
A Missão de Interceder (Durvalina Bezerra, Betel Brasileiro)
Restaurando o Ardor Missionário (Ronaldo Lidório, CPAD)
O Melhor para Missões (Edison Queiroz, Descoberta)
Missões Brasileiras: em resposta ao clamor do mundo (vários autores, Betel Brasileiro)
Anunciai entre as Nações a sua Glória (vários autores, Esperança)
Missões: o Ide levado a sério (Thomas Hoover, CPAD)
Alegrem-se os Povos (John Piper, Cultura Cristã)
Novas Fronteiras (Ronaldo Lidório, APMT)
Fábrica de Missionários (Rubem Amorese, Ultimato)
A Igreja Apaixonada por Missões (Antonio Nasser, Abba)
Chamado, Choque e Carisma: considerações missiológicas para o século XXI (Jarbas Silva, Descoberta)
Quem Quer Ser Um Missionário? (V N Máisel, Pãexes)
Você Não Precisa de Um Chamado Missionário (Yago Martins, Concílio)
Vocacionados (Ronaldo Lidório, Betânia)
Subindo para Missões (José Bernardo, Salva Vidas)
Chamados por Deus: resgatando o sentido da vocação para o cristão hoje (diversos autores, Betel Brasileiro)
Reflexões de um Apaixonado por Missões (Jairo de Oliveira, Betel Brasileiro)
É Tempo de Deixar a Praia: histórias para inspirar a fé e a prática missionária (Timothée Paton, Betel Brasileiro)
Teatro Missionário – peças e jograis sobre Missões e Evangelização (Sammis Reachers e Vilma Pires, Veredas Missionárias)

ESTRATÉGIA e METODOLOGIA MISSIONÁRIAS
A Igreja Local e Missões (Edison Queiroz, Vida Nova)
Missões & Cia (Bertil Ekström e P. Mendes, Descoberta)
Esboço de Estratégia e Metodologia Missionária (Stephenson Araújo, Lerban)
Como Organizar o Ministério de Missões em sua Igreja (Sebastião Lúcio, Ultimato)
A Missão Invertida (Bendor-Samuel, Ultimato)
Antes de Florescer (Sergio da Silveira, Antioquia)
Evangelização ou Colonização? (Analzira Nascimento, Ultimato)
Missão, Missões, Antimissão (Analzira Nascimento/Jarbas Silva, Reflexão)
Missões para um Mundo Globalizado (Milton Santiago, Aleluia)
Missões na Era do Espírito Santo (John York, CPAD)
A Chave para o Problema Missionário (Andrew Murray, Horizontes)
Radical: um novo modelo de treinamento multicultural (Paul Pierson, Horizontes)
Uma Seara [Quase] Esquecida: o desafio de olhar os grupos religiosos como campos missionários (Eguinaldo de Souza, Betel Brasileiro)
Missões no Terceiro Milênio: 21 tendências para o século XXI (Stan Guthrie, Horizontes)
Missões: preparando aquele que vai (David Harley, Mundo Cristão)
Tropeços na Ação Missionária (Jarbas Silva, Descoberta)
Missionários e Recursos: parcerias no Reino de Deus (Mônica Mesquita, Betânia)
Colocando a Bíblia em Ação (H. Hill, Vida Nova)
A Criança, a Igreja e a Missão (Dan Brewster, Ultimato)
Vida, Ministério e Desafios no Campo Missionário: uma abordagem contemporânea sobre missões (Jairo de Oliveira, Abba)
Transformando Vocacionados em Modelos de Exportação (Pedro de Paula Filho, Descoberta)
Missiologia para o Século XXI: a consulta de Foz do Iguaçu (ed. William Taylor, Descoberta)

CUIDADO MISSIONÁRIO
A Missão de Enviar (Neal Pirolo, Descoberta)
Valioso Demais Para Que se Perca (ed. William Taylor, Descoberta)
Dignos de Cuidados (vários autores, Descoberta)
Perspectivas do Cuidado Missionário (vários autores, Betel Brasileiro)
Missionários Feridos: como cuidar dos que servem (Antonia Leonora Van der Meer, Ultimato)
Cuidado Integral do Missionário (Kelly O Donnell, Descoberta)
Missão Alerta: uma abordagem sobre o cuidado dos missionários (Hairton de Carvalho Jr., Aleluia)
O Guia do Missionário (Raquel Elana, Multifoco)
Florescendo em Outra Cultura (J. A. Dennett, Descoberta)
Choque Cultural (Myron Loss, Horizontes)
Missões do Jeito que Deus Quer: o papel da igreja no envio e sustento do missionário (Mônica de Mesquita, Cultura Cristã)
Famílias em Direção ao Campo (Janet Greenwood, Descoberta)
Criando Filhos entre Culturas: para cuidar melhor da família morando no exterior (org. Alícia Macedo, Ultimato)


OBRAS RELACIONADAS A REGIÕES OU GRUPOS ESPECÍFICOS
ÁFRICA
Espada e Bisturi: um cirurgião de fé e coragem na África (R. L. Foster, Descoberta)
Konkombas (Ronaldo Lidório, CPAD)
Crônicas Missionárias: o dia a dia do campo africano (Sebastião Lúcio, Ultimato)
Ecos da África (Joaquim Guerreiro, CPAD)
África: a alegria vem pela manhã – um conto africano (Ronaldo Lidório, Betânia)
A Casa: Diário de uma Missão (Hans e Úrsula Fuchs, Descoberta)
Missão Possível: Angola (Peter Widmer, Esperança)
Missões na África: o Brasil e sua geração missionária (Robson Oliveira, edição do autor)
Deus Sabe o Que Faz (Delci dos Santos, Antioquia)
Amor além das Fronteiras: cartas que contam uma história de amor a Deus e aos africanos (Jairo de Oliveira, Reflexão)

MUÇULMANOS
Esperança para os Muçulmanos (D. McCurry, Descoberta)
Islamismo: a grande batalha espiritual (Tariq Al-Salam, AD Santos)
O Islã sem Véu (Ergun e Emir Caner, Vida)
Segredos do Alcorão (Dom Richardson, Horizontes)
Descobrindo o Mundo do Islã (K. Swartley, Esperança)
Q3 Missões: qualquer pessoa, qualquer lugar, qualquer hora (Mike Shipman, Esperança)
Filhas do Islã (Miriam Adeney, Horizontes)
Entenda o Islã (Christine Schirrmacher, Vida Nova)
O Outro Lado do Islã (R C Sproul/A Saleeb, CPAD)
Testemunho Cristão Junto aos Muçulmanos (Comissão de Lausanne, Ultimato)
Movimentos Miraculosos: muçulmanos que amam Jesus (Jerry Trousdale, Esperança)
Um Vento na Casa do Islã (David Garrison, Esperança)
Apresentando Jesus ao Islã (J. D. Greear, Cultura Cristã)
Procurei Alá, Encontrei Jesus (N. A. Qureshi, Cultura Cristã)
Compartilhando Jesus com os Muçulmanos (Phil Parshal, Esperança)
O Evangelho para os Muçulmanos (T. Anyabwile, Fiel)
Como Evangelizar os Mulçumanos (Elizeu Martins, CPAD)
Da Semente ao Fruto (ed. J D. Woodberry, Descoberta)
Anjos do Deserto (Raquel Elana, JAMI)
Islamismo: o maior desafio em todo mundo (Rachid K. Abdalla, AD Santos)

CHINA
Lírios entre Espinhos (Danyun, Horizontes)
O Homem do Céu (Irmão Yun/P. Hattaway, Betânia)
Chuva na Montanha: uma nova biografia de James O. Fraser (E. Crossman, Horizontes)
Aventura na China: a história de Gladys Aylward (Janet e Geoff Benge, Jocum)
Deus Chegou ao Tibete (Alan Maberly, Horizontes)
Cartas do Campo: conversas sobre a prática missionária (Lian Godoi, Betel Brasileiro)
Deus é Vermelho: como o cristianismo sobreviveu na China comunista (L. Yiwu, Mundo Cristão)

ÍNDIA
O Homem que Orava (F. A. McGaw, CPAD)
Índia: a fronteira do sonho (Robson S. Oliveira, MCM)
O Apóstolo dos Pés Sangrentos (Boanerges Ribeiro, CPAD)

INDÍGENAS
De Todas as Tribos (Isaac de Souza, Ultimato)
Indígenas do Brasil (Vários Autores, Ultimato)
A Questão Indígena (Vários Autores, Ultimato)
A Vida de David Brainerd entre os Índios (Jonathan Edwards, Fiel)
Por esta Cruz te Matarei (Bruce Olson, Vida)
Através dos Portais do Esplendor (Elisabeth Elliot, Vida Nova)
O Piloto das Selvas (R T Ritt/W Kaschel, Asas de Socorro)
Quem me Dera Conhecer a Deus (Silas e Eldna Lima, Descoberta)
Nossa História, Nossa Missão! Povos da Floresta (Daniel e Fátima Batistela, Reflexão)
Sua Voz Ecoa nas Selvas (Sofia Muller, Transcultural)
Esperando a Volta do Criador (Onésimo de Castro, Transcultural)
Chamado Radical (Bráulia Ribeiro, Ultimato)
Pakau (Kelem Gaspar, CPAD)   
Beth e Eu: histórias da aldeia (Sandra Oliveira, JOCUM)
O Cacique, a Cigarra e Eu: a história dos primeiros missionários numa aldeia caiapó (Dale Snyder, MEIB)

SERTANEJOS
Missionários para o Sertão Nordestino (Ildemar Medeiros, Betel Brasileiro)
O Grito do Sertão Nordestino (org. Beat Roggensinger, Esperança)
Cidades do Interior (Sérgio Lyra, Betel Brasileiro)
Diaconia no Contexto Nordestino (vários autores, Sinodal)

CIGANOS
Ciganos: um desafio missionário esquecido pela Igreja (Igor Shimura, Descoberta)
Duvelismo: identidade e Pluralidade Cigana (Igor Shimura, Descoberta)

MISSÕES URBANAS
Um Jumentinho na Avenida (Marcos Monteiro, Ultimato)
Cidades para a Glória de Deus (Sérgio Lyra, Betel Brasileiro)
Igreja Centrada (Timothy Keller, Vida Nova)
De Cidade em Cidade (Jorge Barro, Descoberta)
A Cidade na Missão de Deus (Arzemiro Hoffmann, Sinodal)

sábado, 4 de março de 2017

Missiologia e a Teologia da Prosperidade


Introdução
Nicodemos, membro do Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus, foi procurar Jesus à noite, talvez com receio de ser visto com o Mestre, com uma argumentação interessante: “Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2)

Porém, a resposta de Jesus foi mais interessante: “A isto respondeu Jesus: em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3)

Jesus está mostrando que o reino de Deus não pode ser conhecido do lado de fora pelas evidências que sustentem as argumentações humanas, mas que o reino de Deus só pode ser visto e reconhecido em suas verdadeiras virtudes por quem estiver dentro dele.
A réplica de Nicodemos a Jesus foi proporcional ao que ele via e entendia: “Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (Jo 3:4)

Diante disso, Jesus fechou a questão, dizendo: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos céus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.” (Jo 3:5-7)

Portanto, o reino de Deus tem na encarnação e Obra do Cristo e na sua consequência maior, o novo nascimento, o ápice das suas manifestações, o que parece ter mudado na concepção de muitos que dizem enxergar o reino estando do lado de dentro.
Sim, porque nos dias atuais quando a presença e a influência da teologia da prosperidade atingem até mesmo os redutos mais conservadores da fé cristã: não é mais Cristo e o novo nascimento, o ser uma nova criatura em Cristo Jesus, o grande sinal do reino de Deus entre nós.
O reino de Deus está entre nós porque agora somos prósperos e abençoados; não somos mais cauda, somos cabeça; não somos mais empregados, somos patrões; determinamos pela fé o que queremos de Deus e por aí vai.

Mais do que um produto da mídia habilmente manipulado, o que estamos assistindo no nosso país é um ataque frontal aos alicerces da fé reformada, cujas consequências atingem a obra missionária não somente na questão das contribuições financeiras e na disponibilidade de vocacionados, mas principalmente na teologia que norteia a nossa missiologia.

As igrejas adeptas da teologia da prosperidade estão repletas de “abençoados e prósperos”, mas não de verdadeiros discípulos de Cristo nascidos de novo; uma grande contingente resultante de um sincretismo tão perigoso quanto ao visto em várias localidades da África, onde a prática cristã e o ocultismo convivem em igual escala de importância.

Portanto, faz-se necessário refletirmos neste texto do evangelho de João, no capítulo 3, versículos 1-21, acerca dos impactos da teologia da prosperidade na teologia que norteia a nossa missiologia, tendo como premissas:

A centralidade da Cruz
A proclamação da Missão de Cristo
A Centralidade da Cruz (1ª Premissa)
Os sinais de quem via o reino de Deus pelo lado de fora inquietaram o coração de Nicodemos, assim como os supostos milagres da teologia da prosperidade preparados e veiculados na mídia tem inquietado o coração de muitas lideranças evangélicas brasileiras.
A grande maioria ávida em repetir as receitas de sucesso das grandes igrejas neopentecostais, reconfiguraram suas liturgias para atrair mais pessoas e consequentemente maiores arrecadações, mas não se preocuparam com os pressupostos teológicos preteridos em prol da adoção da “novidade” de sucesso financeiro e ministerial.

A centralidade da cruz foi o maior deles. Foi trocada pela centralidade de uma fé pragmática e de resultados extremamente duvidosos.
Jesus disse a Nicodemos: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:13-15)
O propósito de Deus foi concentrar no Cristo levantado na cruz as esperanças de uma nova vida para todo aquele que Nele crer.

O sangue de Cristo é a oferta única e suficiente para esta nova vida e não os valores depositados num envelope ou as unções especiais, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente, acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1,2) .

O uso da fé, tão propagado pelos neopentecostais não é uma resposta à graça de Deus que, em Cristo Jesus concede a vida eterna a todo que Nele crer, mas sim uma proposta negociável fundamentada num paganismo que acredita poder manipular a divindade, a fim de obter seus benefícios, mediante o escambo espiritual. Parece-nos que a realidade das palavras do apóstolo aos Efésios foi esquecida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:1-9)

Não mais a cruz, mas a campanha fundamentada na oferta financeira é a porta que se abre no céu para toda sorte de benefício terreno. Assim, as palavras do apóstolo Paulo perderam o sentido para os adeptos da teologia da prosperidade: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra de reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:17-21)

Descentralizar a cruz é desenvolver uma missiologia de resultados justificados pela quantidade de templos inaugurados, pelas metas de arrecadação alcançadas e pelo público literalmente pagante presente nas reuniões de fé e milagres e não mais pela obediência à ordem de Jesus: ”Ide, portanto, fazei discípulos em todas as nações, batizando-os em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou conosco todos os dias até a consumação dos séculos.” (Mt 28:19,20).

Portanto, a centralidade da cruz deve ser refletida na nossa pregação, cujo mote maior não deve ser a popularidade, mas o compromisso inegociável com a verdade das Escrituras Sagradas, bem retratada pelo apóstolo Paulo à igreja em Corinto: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Co 1:21-24)

A pregação centrada na cruz não fechará as portas da teologia da prosperidade, mas certamente levará pessoas a uma fé cristocêntrica, conforme o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Corinto: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza e temor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” (1 Co 2:2-5)

Tais pessoas serão potenciais candidatos ao campo missionário, formadas com bases teológicas que não negociam sua ética e seu conteúdo, refletindo-as na vida daqueles que hoje ainda nada ouviram de Cristo.
Façamos da cruz a nossa mensagem para “Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos confins da terra”.

A Proclamação da Missão de Cristo (2ª Premissa)
Jesus explicou sua missão a Nicodemos nas seguintes palavras: “assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3:14,15)

Em seguida, Jesus explica o fator motivador da sua missão, o amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)
Este amor se manifestou de “tal maneira”, ou seja, na cruz onde Cristo foi levantado à semelhança à serpente no deserto levantada por Moisés.
O mundo estava sentenciado no “corredor da morte eterna”, mas o amor de Deus se manifestou em Cristo Jesus para dar vida eterna aos que crerem no Filho Bendito.

Está foi e é a missão de Jesus: tirar o pecador do “corredor da morte eterna”, conforme o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses: “Ele nos libertoouo do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção a remissão dos pecados.” (Cl 1:13,14).
A Igreja participa desta missão no poder do Espírito Santo, conforme o apóstolo Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1 Pe 2:9)

Considerando a missão de Jesus, a teologia da prosperidade é uma “anti-missão”, pois além de desfocar a centralidade da cruz, desfoca também a realidade das pessoas para um “mundo imaginário”, à margem da missão de Jesus.
Ela não considera que os pecadores estejam no “corredor da morte eterna”, nem tampouco advoga um mínimo de justiça pelos que sofrem.
Ela advoga em causa própria oferecendo uma solução irreal para os problemas do povo, escondendo o grande e maior vilão de todo ser humano: o pecado.

Na sua “anti-missão” a teologia da prosperidade consegue ofuscar a tenebrosa realidade do pecado, através do brilho falso do materialismo, a ponto de concentrar todas as esperanças do povo no consumismo tão em voga nos dias atuais.
Daí, a pergunta que se faz num cenário como este: Jesus morreu na cruz por que e para quê, se o nosso grande problema não é o pecado?
As palavras do apóstolo Paulo aos Romanos sequer são lidas e pregadas nos púlpitos neopentecostais: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12)

Benção e pecado convivem juntos na teologia da prosperidade, porque afinal de contas, o que importa é o carro novo na garagem, a mutação quase que automática de empregado para patrão, a certeza que as coisas a serem conquistadas dependem somente da aplicação financeira celestial, fixada em juros estratosféricos e resgate imediato.

Esta é a esperança oferecida pela teologia da prosperidade, a qual tem transformado e transtornado muitos púlpitos que outrora pregavam a mensagem da cruz.

Diferentemente, de tudo isso, o apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto que estava sendo afetada por ensinamentos que afirmavam não haver ressurreição dos mortos: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Co 15:19)
A “anti-missão” da teologia da prosperidade ignora o pecado e suas consequências eternas, fortalecendo a ideia da inexistência da eternidade, pois o que importa é desfrutar hoje do que Deus prometeu e tem que cumprir, porque a fé está em ação, determinando as bênçãos desejadas.
Jesus disse a Nicodemos o propósito da sua missão: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3:17)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade afirma que o grande inimigo das pessoas é satanás que não as deixa prosperar, que as faz adoecer, que destrói suas famílias, deixando-as numa condição humilhante.

Que satanás é o grande inimigo, ninguém discute. A questão é se o seu objetivo seria tão somente destruir o que é visível, até porque se for isso, fica mais fácil resolver.

Nas palavras do apóstolo Paulo à Igreja em Corinto não parece ser isso: “Mas, se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.” (2 Co 4:3-6)

A “anti-missão” da teologia da prosperidade corrobora com o objetivo de satanás em manter as pessoas cegas quanto a “iluminação do conhecimento de Deus na face de Cristo”.

Na verdade, esta “anti-missão” estabelece um cativeiro disfarçado que leva o nome de Deus, mediante um apelo popular massivo travestido num falso evangelho, customizado pelos líderes neopentecostais a partir das suas revelações pessoais que contradizem as Escrituras Sagradas.
As advertências do apóstolo Paulo aos Gálatas são mais do que apropriadas nos dias de hoje às igrejas, outrora firmadas nas Escrituras, mas que se deixaram fascinar pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gl 1:6-9)

Quais os resultados podem ser esperados do cativeiro da “anti-missão”? O apóstolo Paulo escrevendo aos Gálatas anteviu a frustração que aguarda muita gente: “Para a liberdade foi que Cristo vos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. Porque nós pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provém de fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade/” (Gl 5:1-7)

Agora, é preciso considerar que Paulo escreveu a uma igreja, que se deixava levar pela doutrina dos judaizantes que confinava a salvação à observância da lei e não à fé em Cristo Jesus. E aqueles que nunca ouviram do evangelho e se convertem através da “anti-missão” da teologia da prosperidade?

O apóstolo Pedro escrevendo sobre os falsos mestres definiu o prejuízo que os mesmos causam aos incrédulos que estão se aproximando da fé, prejuízos esses semelhantes aos causados pela “anti-missão” da teologia da prosperidade: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas pelo temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.” (2 Pe 2:17-19)

Os resultados da “anti-missão” da teologia da prosperidade implicam numa rota de colisão com a missão de Jesus: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” (Jo 3:18,19)

Esta colisão se deve ao fato de que a “anti-missão” não tem como aplicar a luz à real condição do mundo sem Cristo, uma vez que se isto ocorrer as pessoas poderão enxergar seus pecados e a única possibilidade de serem livres deles, mediante a missão de Cristo na cruz.
Tais pessoas continuam em trevas, sem saber que poderiam ser salvas do que realmente as aprisiona: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com a sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós, outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2:8-15)

Sem saber, estão cada vez mais expostas ao julgamento que as tirará do corredor da morte para lança-las definitivamente na morte eterna.
Portanto, é preciso resgatar a missão de Jesus através da sua proclamação dentro e fora das igrejas, mediante a denúncia e rejeição da “anti-missão”, através do ensino das Escrituras Sagradas.
Para tanto, devemos cultivar ministérios alicerçados numa integridade pessoal e ministerial advindas das Escrituras Sagradas, ao invés de nos fascinarmos com as promessas de crescimento e fama, pois, já sabemos que o crescimento vem Dele.

Conclusão:
Como em outros momentos da história, a Igreja custa perceber as portas do inferno, salvo alguns do seu escalão. Foi assim com o nazismo na Alemanha e com as ditaduras militares que assolam até hoje, principalmente, os países da América Latina e a África.
Guardadas as devidas proporções, o mesmo fenômeno se repete com a teologia da prosperidade que desembarcou e fincou raízes no Brasil, aproveitando-se não apenas do subdesenvolvimento social e econômico, como também do relativismo bíblico que assola os rincões ministeriais da nação.

Muitos ainda custam acreditar que é impossível alinhar uma missiologia que promova a missão de Cristo, a partir de uma teologia orientada pelos ventos da teologia da prosperidade.
Neste cenário, os que professam a fé reformada que resulta numa missiologia transformadora, devem estar conscientes que não apenas militamos contra uma mentira assumida, como também, contra uma mentira camuflada.
O nosso consolo e esperança está na soberania de Deus que, a despeito de tudo isso, “vela em cumprir a sua palavra”.
Que Deus nos abençoe e guarde.

Fonte: http://www.missaoavanco.com.br/site/?p=2462
Via: Veredas Missionária
Missão Avanço
Wellison Barbosa dos Santos

O princípio básico para o sucesso - Chamado e envio correto

INTRODUÇÃO
Creio que grande parte de nosso sucesso se assim posso dizer, no campo missionário é saber esperar o tempo de Deus, já que o missionário é aquele que é levado por Deus ao campo para simplesmente ver o que o nosso grande Deus é capaz de fazer.
Qual seria o grande modelo Bíblico de chamado e envio que poderia nos colocar com os pés no chão para evitarmos tragédias futuras?
Ex:
• Volta prematura por falta de retaguarda de oração e sustento.
• Falta de preparo adequado.
• Tratamento de caráter: submissão, obediência e fidelidade.
** 40% dos candidatos ao campo missionário voltam antes do tempo.

CHAMADO DE PAULO
1º. Deus o chamou.
“Disse-lhe porém, o Senhor: Vai! Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, os reis e os filhos de Israel. Eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome.” Atos 9:15,16
2º. O Espírito Santo comunicou a liderança da igreja.
“Na igreja de Antioquia havia alguns profetas e mestres, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Niger, Lucio de Cirene, Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então depois de jejuarem e orarem, puseram sobre elees as mãos, e os despediram. Assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Seleucia, e dali navegaram para Chipre”. Atos 13:1,4.

• Quem chama? O Espírito Santo.
• A quem comunica? 1º. Ao comissionado “atos 9:5,16”, depois aos seus líderes “atos 13:1,4”.
• Quem envia? O Espírito Santo através dos lideres da igreja, já que o missionário é extensão da igreja no campo.
• Qual o tempo do chamado para o envio? O tempo é do Espírito Santo, que nos chama e revela aos nossos líderes.
Deus quer nos preparar:
• Deus vai usar pessoas e situações para nos provar.
• Deus vai usar nossa liderança para nos dizer alguns “nãos”.
• Deus vai testar nosso caráter. “O CARATER ANTECEDE A MISSÃO”.
• Deus vai testar nossa submissão, obediência e fidelidade a nossa liderança, ao chamado e ao Senhor.
O espírito Santo não trás confusão. Ele é sábio!

Alguns princípios do envio:
Vs. 2 “Apartai-me” – Grego:aphorisate (aphoriso) = Separar p/ um serviço, estando ainda ligado a igreja.
Vs. 3 “Puseram sobre eles as mãos” – Grego: Ephitente tas cheiras = Transferência de autoridade eclesiástica.
Vs. 3 “Onde parecia que estava tudo certo, foram jejuar e orar para despedi-los, tudo com muita responsabilidade e no vs. 4 “enviados pelo Espírito Santo” parece contraditório, já que é a igreja que está enviando, mas nos mostra uma lição, onde o Espírito Santo envia através da igreja, já que a igreja é o templo Dele.”

Conclusão:
Há muita empolgação para o campo missionário, mas temos que ser maduros o suficiente para não abortarmos o missionário gerado pelo Espírito Santo na igreja e também não podemos enviar ninguém prematuramente, há um tempo de Deus e que Ele nos ajude a entendermos isto.

PR. ELIAS DE OLIVEIRA LARANJO
Links: http://www.missaoavanco.com.br/

Via veredas missionária

terça-feira, 29 de março de 2016

Baixar,Download Boletim Missiológico Veredas - 01#

Mais uma vez o blog Veredas Missionárias parceiro do nosso portal traz uma bela novidade, confira abaixo.

O Boletim Missiológico Veredas é uma publicação de caráter evangélico não denominacional, que tem por objetivo compartilhar conhecimentos, fomentar o debate e promover a reflexão missiológica entre cristãos brasileiros e de demais países lusófonos. Mesmo cientes da humildade desta publicação, almejamos com a presente iniciativa ajudar a suprir a incompreensível e também injustificável carência de publicações periódicas que tenham por foco específico a Missiologia em nossas fileiras protestantes.
Sendo assim, efetivamos aqui um clipping de artigos, resenhas, monografias, entrevistas e notícias de interesse para a igreja protestante e o seu esforço de reflexão & ação missionárias.
Nesta primeira edição, trazemos uma entrevista exclusiva com o missionário e escritor Jairo de Oliveira; o artigo O perfil do missionário em um mundo turbulento, do Dr. Jonatán Lewis, inédito em português; e ainda artigos de Wellington Barbosa e Bárbara Helena Burns. E as seções: Humor, Livros em Lançamento, Eventos, Gráficos e Mapas e Citações.

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Editor: Sammis Reachers
Criação: Veredas Missionárias 
Link: Clique aqui

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Baixar Passa-Tempos Missionários #3 - África


Queridos irmãos, a revistinha PASSATEMPOS MISSIONÁRIOS chegou ao seu terceiro número. Esta edição é totalmente dedicada ao continente africano. Apresentamos informações gerais e curiosidades sobre a história, economia, religiões e línguas da África, dando destaque especial aos países de língua portuguesa do continente.
Além dos tradicionais caça palavras, palavras cruzadas, quizes e as Reflexões Missionárias, nesta edição contamos ainda com criptograma, jogo dos erros e quebra-cabeça. E também um mapa da África, de folha inteira, para auxiliar os leitores.

Passatempos Missionários é uma publicação do blog Veredas Missionárias, e objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja sobre a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos.

Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas evangélicas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.

A revista possui 20 páginas, em tamanho A5, e está em formato PDF.

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domingo, 5 de outubro de 2014

Baixar Passa-Tempos Missionários #2 - Grátis - Os povos menos evangelizados do Brasil


Você conhece a Revista Passatempos Missionários? É uma revista gratuita, reunindo caçapa lavras, cruzadas e outros passatempos, criada com o objetivo de repassar informações e conhecimentos sobre ou de interesse para a obra missionária da igreja de Cristo.

O formato simples, em preto-e-branco, foi pensado para facilitar a impressão e reprodução caseira, através de xérox.
Este segundo número da revistinha é focado nos oito segmentos ou grupos menos evangelizados do Brasil, que são: Indígenas, Ribeirinhos, Ciganos, Quilombolas, Sertanejos, Imigrantes, os mais pobres dentre os pobres e os mais ricos dentre os ricos. 

Baixe, tire cópias e distribua entre os irmãos da sua e de outras igrejas!

*Embora esse material tenha o objetivo de ser distribuído gratuitamente, você pode cobrar o preço de custo de cada exemplar, caso não tenha condições bancar sozinho os custos de impressão/cópias, sem problema algum. O que você não deve é obter lucro com a venda deste material.

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sábado, 4 de outubro de 2014

Baixar Passa-Tempos Missionários #1 - Cruzadas, Caça Palavras e Quizzes sobre Missões


A revista Passatempos Missionários é uma publicação do blog Veredas Missionárias, e objetiva transmitir informações relevantes, direta e indiretamente ensinando e despertando a Igreja sobre a importância e a urgência da causa missionária, tudo isso através de divertidos passatempos, como Caça Palavras, Palavras Cruzadas, Quizzes (perguntas e respostas) e muito mais.

Este é um material totalmente gratuito, sem cores denominacionais, concebido para ser livremente distribuído entre a membresia de igrejas evangélicas, seminários, classes de escola dominical, grupos e células, cultos e eventos de Missões etc.
A revista está em preto e branco, e possui 20 páginas, no formato A5 (210 X 148mm, que é o tamanho de uma folha A4 dobrada ao meio).

Você pode baixar a revista Passatempos Missionários pelo site 4Shared ou pelo Scribd. No Scribd, é possível também visualizar a revista online, assim você poderá conhecer o material.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Os grupos menos evangelizados do Brasil - Indígenas, Ribeirinhos, Os mais ricos dentre os ricos e Os mais pobres dentre os pobres - Parte 2


Indígenas

O Brasil possui em torno de 340 grupos e subgrupos indígenas, os quais falam 189 LÍNGUAS. Desses 340, 121 nunca ouviram falar do Evangelho. E se você imagina que essas tribos estão apenas na imensidão da Floresta AMAZÔNICA, engana-se: apenas no Nordeste, existem 57 TRIBOS, sendo que 23 delas permanecem não alcançadas.
As tribos indígenas brasileiras estão divididas de ACORDO com o tronco linguístico a que pertencem, que são principalmente o Tupi-Guarani (litoral do país), o Macro-Jê, e o Aruak, embora existam outras.
A contribuição dos índios para nossa CULTURA é imensa. Seja pela culinária, pelas palavras (mais de 20.000 anexadas ao português), seja por práticas como o banho DIÁRIO ou o dormir em redes, por exemplo.
Um problema comum, principalmente nas tribos mais urbanizadas ou que tiveram maior CONTATO com o homem branco, é o alcoolismo.
A Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica e Missionária - www.missaoalem.org.br) oferece TREINAMENTO para quem deseja ser um missionário tradutor da Bíblia, com foco especial em nossos povos indígenas não alcançados. A Missão Novas Tribos do Brasil (www.novastribosdobrasil.org.br), dentre outras, tem prestado também relevante serviço de EVANGELIZAÇÃO entre nossos indígenas.

Por diversas dificuldades levantadas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) à presença de missionários entre algumas tribos, tem-se incentivado aquilo que se chama de a Terceira Onda Missionária, onde os próprios indígenas, CONVERTIDOS, evangelizam outros indígenas, seja da mesma ou de outras tribos. Note-se o trabalho realizado, nesse sentido, pelo CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Indígenas).

Ribeirinhos:

A AMAZÔNIA possui a maior bacia fluvial do mundo: são 7 milhões de quilômetros QUADRADOS, que se estendem por oito países. O rio Amazonas possui mais de 7 mil AFLUENTES, e 25 mil quilômetros de vias navegáveis. E é por tais extensões de águas que se espalham os RIBEIRINHOS. Apenas na Amazônia brasileira, estima-se que existam 37.000 comunidades ribeirinhas, sendo que 10.000 delas não possuem a presença de IGREJAS evangélicas, nelas ou nas proximidades. A imensa maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia só pode ser alcançada por via FLUVIAL (barcos), em viagens que podem durar diversos dias.
Mas quem são os ribeirinhos? Ribeirinhos são pessoas que vivem às margens dos rios, alimentando-se principalmente da PESCA artesanal, mas também da caça, extrativismo (recolhendo os ALIMENTOS que encontram na floresta), e da agricultura de subsistência. Suas casas de MADEIRA são construídas sobre palafitas, devido às constantes cheias dos rios e IGARAPÉS*.
Além do Amazonas, alguns dos principais rios da Amazônia são o Rio Negro, Rio SOLIMÕES, Rio Araguaia, Rio Nhamundá, Rio TAPAJÓS, Rio Tocantins, Rio Madeira, Rio Xingu.

*Igarapés são pequenos RIOS ou braços de rio, em geral estreitos e de pouca profundidade, aptos apenas para a navegação por CANOAS ou pequenos barcos.


Os mais ricos dentre os ricos:

Um dos segmentos menos evangelizados do Brasil, o mais RICOS dentre os ricos, pode ser também um dos mais duros ‘campos missionários’. Isso a própria BÍBLIA deixa claro, ao falar da dificuldade maior de os ricos entrarem no Reino dos Céus (Mt 19:22-24). Como disse certo pregador: “”Nunca haverá muitos VERDADEIROS cristãos ricos, mas haverá alguns.” Pois muitos deles são pessoas ávidas pela verdade, mas vazias ou enganadas espiritualmente, e que muitas vezes, por incrível que possa parecer, nunca ouviram uma explicação satisfatória do EVANGELHO.
Pesquisas apontam a existência de mais de 165.000 MILIONÁRIOS no Brasil (considera-se milionário aquela pessoa que possui mais de um milhão de DÓLARES em ou para investimentos, não considerando-se o valor de sua habitação principal). Já o número de BILIONÁRIOS brasileiros chega a 65, Segundo a revista Forbes, e tende a mais que DOBRAR em 10 anos.
Ilhados em seus condomínios de LUXO e mansões, muitos escravizados pela MÁQUINA de fazer mais e mais dinheiro, sempre ocupados em seus NEGÓCIOS, ou então usufruindo em lazeres a vida que sua riqueza proporciona, eles estão ESPALHADOS por todo o pais, com concentração maior no Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo e RIO DE JANEIRO.
Ainda que a desigualdade econômica e social tenha diminuído nos últimos anos, em virtude da melhora na ECONOMIA e de programas sociais do Governo (como o Bolsa-Família), o Brasil segue como um dos CAMPEÕES mundiais em desigualdade, com poucas pessoas possuindo muito (recursos, terras etc.), e muitas possuindo tão pouco.


Os mais pobres dentre os pobres:

Em economia, costuma-se falar em linha de pobreza e linha de pobreza extrema, também chamada indigência. Governos, entidades internacionais e ONGs não possuem um consenso sobre como efetuar essas medições, cada qual adotando padrões diversos. Segundo o GOVERNO brasileiro, vivem em pobreza extrema pessoas que recebem uma renda mensal per capita (por cabeça) de até 70 reais. No Brasil, em torno de 4% a 7% da população encontra-se nesta condição. Os programas sociais do Governo (como Bolsa-Família, Bolsa-Escola etc.), mesmo com os problemas que apresentam, têm contribuído significativamente para a diminuição da POBREZA extrema no Brasil.
Os cinco estados brasileiros onde é maior o índice de pobreza extrema são: MARANHÃO, Alagoas, Piauí, Pará e CEARÁ. O estado onde esse índice é menor é Santa Catarina.
Um subgrupo a ser considerado é o daqueles vitimados pelo trabalho ESCRAVO ou análogo à escravidão. Segundo dados do Índice de Escravidão Global, há no Brasil 200 mil PESSOAS nesta situação.

Mas, para além dessas estatísticas, há uma categoria de pessoas ‘invisíveis’ aos recenseadores: os moradores de rua, sobre os quais não há estimativas oficiais sobre sua quantidade. Números não oficiais dão conta de até 1,8 milhão de pessoas morando nas ruas, em situação de MENDICÂNCIA. Fatores como alcoolismo, uso de drogas, doenças psiquiátricas (além de problemas ESPIRITUAIS), problemas familiares ou simples falta de oportunidades, de perspectivas na vida, e de ajuda efetiva por parte de quem quer que seja (Estado, Sociedade, IGREJA), são as causas da dificuldade de reabilitação dessas pessoas. Muitos preferem não vê-los, ou acreditar que ‘para esses não há solução’. São geralmente os INALCANÇADOS mais próximos de nós. Estão sempre ao alcance de um abraço, de uma mão estendida.

*Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2

Via fonte: Arsenal do Crente

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Como crerão?"


Na mesma época em que se projetava um desenvolvimento glorioso para a economia nacional – o chamado “milagre econômico” dos anos 1960 e 70 –, outro setor do país, a Igreja Evangélica, também experimentava tempos de intensa euforia. Abarrotadas de jovens atraídos por uma mensagem cristã atenta aos seus anseios, as congregações faziam planos dourados para o futuro. A ideia geral era transformar o país no celeiro da obra missionária global. Difícil era encontrar igreja que não tivesse um departamento de missões e planos de enviar obreiros para ganhar o mundo para Cristo. A mensagem escatológica, então em alta nos púlpitos, era uma só: pregar o Evangelho a toda criatura, a fim de que o Senhor voltasse depressa. Organizações missionárias surgiam a cada dia, atraindo gente que desejava dedicar a vida à boa obra.

No entanto, neste início da segunda década do século 21, o que se nota é que, se tudo não passou de mero entusiasmo – e números vigorosos da presença missionária brasileira mostram que não –, a situação atual é bem diversa daquela que a geração anterior projetou. Missão rima com visão e ação, e as duas palavras andam bem distantes da maioria das igrejas evangélicas brasileiras, segundo especialistas em missiologia. Mesmo com o acelerado crescimento numérico dos que professam a fé evangélica no país, que seriam quase 20% dos brasileiros de acordo com projeções baseadas em dados oficiais, o envolvimento dos crentes nacionais com a obra missionária, em todas as suas instâncias – seja social ou evangelística –, segue a passos bem mais lentos que o possível.

O conhecimento das demandas missionárias é exposto em cada campanha ou congresso. Testemunhos são derramados nos púlpitos, levando a muita comoção e decisões pessoais. Passado algum tempo, contudo, os compromissos assumidos por um maior envolvimento com a obra de evangelização e intervenção social se esfriam e a missão de alcançar o mundo com o amor de Cristo fica a cargo dos missionários de carreira – isso quando obreiros enviados não são simplesmente esquecidos no campo. “Infelizmente, o jargão de que cada cristão é um missionário está sendo esquecido. A ênfase em muitas igrejas é pelo crescimento da congregação local”, atesta o professor Diego Almeida, docente do mestrado em missiologia do Seminário de Educação do Recife (PE). “O serviço acaba concentrado nas mãos de profissionais.”

Para o pastor José Crispim Santos, promotor setorial da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira (CBB) – uma das maiores organizações missionárias do mundo, com mais de 600 obreiros no campo –, a Igreja brasileira está bem inteirada acerca dos desafios missionários da atualidade, mas as ações ainda não são suficientes para o tamanho deles. “Há muitas agências missionárias divulgando o tempo todo, além da mídia que noticia fatos que demonstram o sofrimento humano, físico e espiritual ao redor do planeta. Nossa avaliação é que, diante deste cenário de grande carência espiritual, a Igreja tem dado sua contribuição – entretanto, isso é insuficiente, quando a missão é, de fato, tornar Cristo conhecido em toda a Terra”.


DISCURSO E PRÁTICA

O que parece evidente na paradoxal situação da Igreja brasileira, um contingente com enorme potencial humano e financeiro, mas pouco utilizado quando o assunto é o “Ide” de Jesus, é que a miopia missionária passa pela liderança – uma barreira difícil de ser transposta, conforme relatado por gente que trabalha em ministérios e departamentos específicos. Essa tendência à inação, alimentada pela valorização de outras prioridades, acaba contaminando o rebanho. Quando a visão do líder não passa das paredes do templo, dificilmente a igreja desenvolve alguma intervenção importante, até mesmo em sua comunidade. “De fato, quando o dirigente tem visão e é entusiasmado com a obra missionária, a igreja tende a acompanhá-lo. Da mesma forma, o inverso é verdadeiro. Entretanto, há algumas exceções; quando a igreja possui promotores de missões, esses batalhadores realizam verdadeiros milagres”, continua Crispim.

Acontece que a própria estrutura de funcionamento das igrejas, muitas vezes baseado em decisões de poucas pessoas, quando não apenas de um líder centralizador, torna ainda mais difícil o convencimento de que a missão é de toda pessoa que um dia recebeu a Cristo como Salvador. “Dentro do atual quadro religioso brasileiro, creio que o nosso exacerbado clericalismo é um enorme obstáculo para uma compreensão e prática da obra missionária em termos de missão integral”, atesta o professor de teologia e história eclesiástica da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, Paulo Ayres. Mas as barreiras para se desenvolver uma ação missionária mais eficiente, ainda que possam nascer no clero, também são agravadas pelo perfil do crente contemporâneo. “Hoje, grande parte dos membros de nossas congregações é constituída mais por assistentes passivos e clientes em busca de produtos religiosos do que irmãos e irmãs na fé com forte compromisso e prática missionárias, especialmente em suas atividades cotidianas no mundo secular onde vivem e trabalham”, avalia o religioso, que é bispo emérito da Igreja Metodista do Brasil.

No seu entender, a Igreja tem utilizado estratégias equivocadas (ver abaixo). Por outro lado, Ayres lembra que é muito mais cômodo terceirizar o compromisso missionário do que executá-lo pessoalmente, ainda que a missão específica possa ser realizada no próprio bairro onde se reside. “É mais cômodo contribuir para enviar um missionário ao Cazaquistão ou a Guiné-Bissau do que ir pessoalmente, no poder do Espírito Santo, trabalhar como voluntário no Piauí ou na Cracolândia, em São Paulo, ainda que seja por um curto período de tempo, como evangelista, obreiro com crianças, dentista ou trabalhador social”, comenta. Assim, além da omissão do Corpo de Cristo por falta de conhecimento ou disposição, a Igreja corre riscos de ter seu trabalho missionário hipertrofiado à medida em que se transmite toda a responsabilidade do serviço cristão para as agências especializadas – um problema acentuado principalmente em comunidades de fé ligadas a grandes associações missionárias.

MOBILIZAÇÃO

Do tripé normalmente exposto nos eventos temáticos de missões (“contribuir, orar e ir”), em geral só se desenvolve mais efetivamente o primeiro, e ainda assim em patamares muito abaixo do que as igrejas poderiam fazer. Um levantamento feito Missão Horizontes apontou que o investimento médio per capita  do crente brasileiro em missões durante um ano inteiro é menor do que o preço de uma latinha de Coca-Cola – algo em torno de irrisórios R$ 2,50.  Para o missionário e pastor batista Ricardo Magalhães, que atua em Portugal a serviço da Missão Cristã Europeia ao lado da mulher e também obreira Priscila, a escassez de investimento no setor missionário está mais atrelada à falta de visão do que de recursos. “De maneira geral, a Igreja brasileira não tem problemas com finanças, porque ela sabe se mexer para gerar fundos quando quer e para o que quer. E isso, quando se sabe que não há falta de pessoas querendo ir aos campos: inúmeros missionários só aguardam recursos para ir”, completa. Assim, o aspecto da oração, sem a visibilidade e sem o apelo de outros ministérios da igreja, fica naturalmente reduzido a pequenos grupos.

De olho na mobilização da igreja para orar, uma das ações das diversas organizações missionárias é publicar sempre em seus boletins os motivos de intercessão nos campos, pelos missionários e pelos desafios a serem superados. A JMM já utiliza até mesmo mensagens de SMS para pessoas cadastradas, que recebem torpedos com pedidos urgentes de intercessão. Já o terceiro passo, o de ir, é o maior desafio. Seja para pequenas viagens missionárias ou para partir definitivamente rumo ao campo, entre o desejo, o chamado, a preparação e a missão há de fato uma longa trajetória geralmente não concluída. Não são poucos os casos de vocações que se esfriam até mesmo dentro dos seminários, ou de leigos envolvidos com a obra serem sufocados com o ativismo religioso. É gente bem intencionada que acaba direcionando seu tempo, recursos e esforços mais para dentro do que para fora da igreja.

“As comunidades evangélicas têm caído em um dos dois extremos: ou elas se fecham a um diálogo com a sociedade ou se abrem excessivamente para uma vontade popular, abraçando um discurso econômico de prosperidade”, sustenta o missionário Alesson Góis, da Igreja Congregacional, que coordena o ministério independente Vidas em Restauração (VER). “O mundo não precisa de um cristianismo pregado, mas vivido. Todo cristão que não é um missionário é um impostor, pois é muito egoísta receber toda a graça e amor de Deus e não compartilhá-los com o próximo”. Envolvendo cerca de 60 jovens de diversas denominações, entre batistas, presbiterianos, congregacionais e membros de igrejas diversas como a Assembleia de Deus e a Sara Nossa Terra, o ministério se encontra todos os sábados no Parque Treze de Maio, no centro do Recife. Os jovens se reúnem como uma roda de conversa, mas sem se caracterizar como uma liturgia ou como uma extensão da igreja institucional. “Muita gente se surpreende pelo fato de sermos cristãos e conversarmos com eles sem forçar a barra para que se convertam”, comenta Góis.



PRESENÇA NOTADA

Para o missionário e pastor presbiteriano Ronaldo Lidório, parte da frustração de setores da Igreja vem justamente daquela expectativa superestimada em relação ao seu papel na evangelização do mundo, que acabou não se concretizando: “Pensamos que rapidamente encontraríamos uma veia missionária comparada à da Coreia do Sul, o que ainda não aconteceu”, reconhece. Mesmo assim, ressalva, existe um outro lado. “Creio que corremos perigo ao focarmos somente nas negligências. É certo que a Igreja nacional caminha com bons passos”. Ele cita como exemplo a presença evangélica em povos indígenas, setor no qual seu trabalho é respeitadíssimo. Além de ter vivido por dez anos entre o povo konkomba, de Gana (África), ele agora está envolvido com o Projeto Amanajé, de evangelismo e assistência a indígenas na Amazônia . “A Igreja atua em 182 etnias indígenas e coordena quase 260 programas sociais entre esses povos”, enumera. “Além disso, comunidades ribeirinhas, até pouco tempo esquecidas pelas igrejas, hoje contam com dezenas de programas cristãos, tanto de evangelização como de ação social.”

Lidório destaca ainda o trabalho de organizações regionais, como a Juventude Evangélica da Paraíba (Juvep), que tem plantado igrejas e centros de atendimento popular pelo Nordeste. “O sertão hoje possui menos da metade das áreas não evangelizadas em relação ao quadro de 15 anos atrás, e essa mobilização se deu a partir de iniciativas como a Juvep e outros programas dedicados aos sertanejos”. Já na área transcultural – a mais conhecida e romantizada do trabalho missionário, que envolve a figura clássica do obreiro que larga sua terra para pregar o Evangelho num canto qualquer do mundo –, Lidório garante que as igrejas e agências brasileiras também marcam presença. “Jamais tivemos tantos missionários no exterior como em nossos dias, e não é incomum encontrarmos hoje brasileiros ocupando posições de liderança em equipes e missões na África e na Ásia”, informa. Pelas estatísticas disponíveis, hoje atuam cerca de 2,3 mil missionários brasileiros no exterior, espalhados por mais de 50 países. “A Igreja brasileira é uma das maiores representações de ações missionárias na atualidade, embora o número de obreiros e de ações missionárias seja realmente bem menor do que poderia e deveria ser”, conclui Ronaldo Lidório.

No entender do especialista em missiologia Diego Almeida, ministérios como o VER têm se tornado cada vez mais comuns, não somente no Brasil, mas em diversos países. “Quando a Igreja não investe nos vocacionados, eles se preparam por conta própria”. Foi justamente o caso da estudante de psicologia e funcionária pública Quésia Cordeiro, de 23 anos. Após decidir dedicar-se às missões após os congressos temáticos de que participou, ela não recebeu nenhum suporte para dar os passos seguintes na preparação. “Não recebi nenhuma capacitação os discipulado. Tive que correr atrás para manter a chama acesa”, conta a jovem. Com conhecimento próprio, ela constata: “O despertamento para a obra missionária não é uma coisa contínua, mas pontual, restrita a conferências e eventos.” Para Almeida, mesmo que as igrejas não mostrem a Palavra de Deus, ela acaba se cumprindo de outras formas – “O triste é ver que a instituição criada para apresentar Jesus ao mundo não faz parte desse processo”, lamenta o professor.


“Nossa missão é implantar o Reino de Deus”

Para o bispo Ayres, entender missões como mero proselitismo é atitude reducionista.

Especialista em missiologia, tendo atuado como evangelista em Portugal e no Nordeste brasileiro, Paulo Ayres é hoje bispo emérito de sua denominação, a Igreja Metodista, e professor de teologia e história eclesiástica. Ele falou com CRISTIANISMO HOJE sobre o panorama evangélico brasileiro em relação à missão integral da Igreja.

CRISTIANISMO HOJE – Ao mesmo tempo em que a Igreja brasileira cresce numericamente, o conhecimento e envolvimento com missões parece decrescer a cada geração. Por quê?

PAULO AYRES – O crescimento numérico do povo evangélico brasileiro, em minha opinião, não tem sido acompanhado de um maior compromisso missionário em todos os campos da vida brasileira que reclamam um eficaz testemunho evangélico. As igrejas evangélicas brasileiras, em sua maioria, têm uma visão reducionista sobre o que é missão, entendendo-a mais em termos de evangelismo visando à conversão individual. Outras dimensões missionárias, como o serviço cristão aos necessitados, o ensino na doutrina dos apóstolos, o testemunho público do Evangelho, a ética e a moral cristãs (a práxis do Evangelho), ou até mesmo o culto, ainda que consideradas como importantes por algumas igrejas, acabam, na prática missionária, sendo somente – quando muito – andaimes secundários para a conversão individual.

Qual o resultado prático desse panorama?

Essa visão reducionista faz com que missão seja entendida e praticada mais como estratégias para conquistar almas para Cristo do que realmente levar à frente o objetivo de sinalizar a presença do Reino de Deus no mundo. Daí a obsessão pelo crescimento numérico das igrejas – melhor dizendo, das denominações – a qualquer custo, mesmo em detrimento dos valores maiores do Evangelho. É por isso que o crescimento numérico dos evangélicos brasileiros, apesar da extraordinária transformação na vida pessoal de milhões de pessoas, não tem causado maior impacto transformador em nossa sociedade.

O que fazer para mudar esse quadro de crescimento sem transformação social?

Creio que precisamos, com urgência, de uma nova reforma no evangelismo brasileiro, que deverá ter como seu centro a compreensão e a prática da missão como obra de Deus na implantação do seu Reino entre nós. Se deixarmos de lado a obra humana forjada nas regras do mercado e da exacerbada competição institucional entre as igrejas, contribuiremos para a construção de uma sociedade com alto padrão espiritual e ético, segundo a maneira de ser exposta por Jesus no Sermão do Monte.


Presença missionária brasileira

2.300 é o número aproximado de missionários brasileiros no exterior

50 são os países onde eles atuam

600 deles são ligados à Junta de Missões Mundiais da CBB



Fonte: Cristianismohoje

Os grupos menos evangelizados do Brasil - Quilombolas, Ciganos, Sertanejos e Imigrantes - Parte 1



Quilombolas:

Os QUILOMBOS ou mocambos, cujas origens remontam à época colonial, foram inicialmente comunidades formadas por agrupamentos de escravos fugitivos. Posteriormente alguns abrigaram também escravos ALFORRIADOS (libertos). Buscavam para abrigo florestas e regiões isoladas, para evitar a dura perseguição. Há ocorrência deles em praticamente todo o BRASIL.
Em alguns quilombos, buscava-se retomar práticas de vida e cultura típicas da África, havendo até a nomeação de reis TRIBAIS.
Muito famoso foi o Quilombo de PALMARES, localizado em Pernambuco, e que chegou a ter 30 mil habitantes, tendo durado 94 anos. O herói ZUMBI dos Palmares chefiou durante algum tempo o quilombo. Outro quilombo famoso foi o de Campo Grande, em Minas Gerais, que chegou a POSSUIR quase 20 mil habitantes.
Atualmente, cerca de 2 mil comunidades quilombolas foram legalmente reconhecidas e certificadas pelo Estado brasileiro, com alguns de seus moradores recebendo o TÍTULO de posse da terra e outros benefícios. A Fundação Palmares (www.palmares.org.br), instituição federal focada na promoção e preservação da arte e CULTURA afrobrasileira, é a responsável pela certificação. Estima-se em 600 o NÚMERO de comunidades quilombolas sem igreja evangélica nelas ou nas proximidades.
Algumas das principais comunidades quilombolas do Brasil são:

Rio das Rãs, localizado próximo a Bom Jesus da Lapa (BA) - CAMPINHO da Independência (próximo a Parati - RJ) - Boa Vista (próximo ao município de ORIXIMINÁ - PA) - Frenchal (próxima a Mirinzal - MA) - CAFUNDÓ (próximo a Sorocaba - SP) - Kalungas (próximo a Monte Alegre e Cavalcante - GO) - Caxambu (Rio Piracicaba - MG) - Ivaporunduva (região do VALE do Ribeira - SP).

Povos Ciganos:

Acredita-se que os ciganos tiveram sua origem no subcontinente INDIANO, devido à sua língua, o ROMANI (que por sua vez comporta diversos dialetos), possuir semelhanças com línguas daquela região.
Conhecidos pela característica de ser um POVO nômade, que evita fixar residência permanente (embora atualmente muitos grupos tenham abandonado essa característica), os CIGANOS sempre foram alvo de perseguição e preconceito, acusados de ladrões, místicos e desordeiros, acusações tantas vezes infundadas. Estão presentes em diversos países do mundo, notadamente na EUROPA.
Em geral, os povos ciganos não possuem uma mesma identidade religiosa, normalmente adotando as religiões dos PAÍSES onde vivem.
Ao contrário do que se pensa, os ciganos possuem grande variedade sociocultural, com grupos muito diferentes entre si. Entre eles, ainda é grande o índice de analfabetismo, principalmente entre as mulheres.
Os ciganos dividem-se em diversos grupos, dos quais os mais importantes são: sinti, rom (roma) e calon. No Brasil, os mais presentes são os rom (roma) e CALON.
Os primeiros a chegarem ao Brasil, ainda no período COLONIAL, foram ciganos calon, oriundos da Europa (principalmente Portugal e Espanha). Nos séculos XIX e XX chegam os roma e outras linhagens.
No Brasil, estimativas de associações ciganas e do governo dão conta de 800 mil a 1 milhão de ciganos vivendo no país atualmente.
As maiores comunidades ciganas no Brasil encontram-se em Nova Iguaçu (RJ), e nos estados de Minas Gerais e BAHIA.
Estima-se que existam atualmente apenas 14 missionários de tempo integral trabalhando entre os ciganos. Um dos MINISTÉRIOS que trabalham especificamente entre ciganos é a Missão Amigos dos Ciganos – www.amigosdosciganos.blogspot.com.br

Sertanejos:

A região conhecida como Sertão Brasileiro ou Sertão NORDESTINO estende-se por grande parte da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí; por todo o estado do Ceará; e por uma pequena parte de SERGIPE e Alagoas, além do norte de Minas Gerais.
Frutos do contato entre brancos e índios principalmente, os povos SERTANEJOS habitam em regiões onde a ÁGUA é escassa (índice pluviométrico médio de 750 mm anuais). O CLIMA é quente e seco. Os pastos, poucos e ralos, são avidamente consumidos pelo gado bovino e CAPRINO.
Com sua dieta em geral baseada em MANDIOCA (macaxeira) e seus derivados, feijão, milho, carne seca ou de bode, dormindo em redes (herança indígena), espalhados em pequenos ASSENTAMENTOS por todo o interior nordestino, muitas vezes desassistidos pelas autoridades, o sertanejo é um forte. Em muitos LUGARES, estão ainda à mercê dos grandes latifundiários, os ‘CORONÉIS’ donos das terras e da água.
Altos índices de analfabetismo, desnutrição, POBREZA. Longos períodos de seca. População humilde, CATÓLICA, prisioneira de superstições e sincretismos: essa é a realidade do sertão.
Estima-se que existam 6.000 assentamentos sertanejos sem a presença de IGREJAS evangélicas, neles ou nas proximidades.
No site www.21diasdeoracao.com.br é possível acessar uma listagem dos 195 municípios nordestinos com índice de evangélicos de 0,8 a 5% da população. Muitos desses municípios estão localizados no sertão.

Imigrantes:

Especialistas consideram que as pessoas que chegaram ao BRASIL até 1822, ano da independência do Brasil, eram colonizadores. A partir desta data, com a nação independente, passam a ser considerados imigrantes.
O Brasil tem recebido, ao longo de sua história, IMIGRANTES de mais de 100 países diferentes. Dentre esses, 27 são oriundos de países fechados à evangelização, ao Evangelho.
A recente CRISE econômica que abalou o mundo teve relativamente poucos efeitos sobre a economia brasileira, que obteve bons resultados no período, passando o país a ser visto como promissor campo de TRABALHO. Entre 2010 e 2011, quase 600.000 pessoas imigraram para cá.
Outro fenômeno recente é a chegada de HAITIANOS, principalmente pela fronteira do ACRE (por onde também entram senegaleses), notadamente após o grande terremoto que arrasou o país em 2010, e pelo fato do Brasil chefiar uma missão de paz da ONU naquele país, o que aumentou os laços entre nossos povos.

Em Foz do Iguaçu (PR) há um grande núcleo ÁRABE, com indivíduos de diversos países muçulmanos. Em São Paulo chegam bolivianos e peruanos (dentre outros sulamericanos) para trabalhar em confecções e fábricas (muitos de maneira ilegal). CHINESES e coreanos também têm vindo ao país. Quem, em nossas grandes cidades, nunca se deparou com uma das lanchonetes dirigidas por chineses?
Em quantidades totais, os maiores contingentes de imigrantes no Brasil são: portugueses, depois italianos, espanhóis, ALEMÃES e japoneses.
São Paulo é o estado brasileiro que mais recebeu e recebe imigrantes.

*Textos extraídos da Revista Passatempos Missionários #2

Via Fonte: Arsenal do Crente

domingo, 28 de setembro de 2014

5 Dicas para aprender um novo idioma melhor e mais rápido

(FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS)

Você certamente já ouviu que aprender um novo idioma, principalmente depois de adulto, é mais difícil. Isso porque a plasticidade do nosso cérebro já não é mais a mesma. De acordo comRobert Bley-Vroman, em seu livro Linguistic Perspectives on Second Language Acquisition, encaramos o aprendizado como uma forma de resolver problemas, diferentemente de crianças quando aprendem a se comunicar. Mas isso não significa que tudo está perdido. Estudos mostram que, com a dose certa de motivação, pessoas que começaram a estudar novas línguas já adultas conseguem atingir o mesmo nível de proficiência do que falantes nativos.

E, falando em motivação, separamos hacks que podem potencializar seu aprendizado. Siga essas dicas e, mais cedo do que você pensa, estará se comunicando em outra língua - confira:

1. A técnica da repetição espaçada
A ideia é revisar as coisas que você aprendeu em intervalos determinados.  Um conhecimento novo precisa ser revisado mais constantemente, digamos várias vezes em uma mesma sessão de estudos. Depois as revisões se tornam mais espaçadas - uma vez ao dia, uma vez a cada dois dias, duas vezes por semana e por aí vai, até que o conteúdo esteja fixado em sua mente.
O diagrama abaixo mostra como a repetição pode ajudar a reverter a curva de esquecimento natural:

Um app que te ajuda na questão da repetição espaçada é o Duolingo. Falamos dele aqui (e também listamos outros serviços gratuitos para quem quer aprender um novo idioma).

2. Estude antes de dormir
Quando você dorme, o cérebro transfere parte de suas memórias de curto prazo para um "arquivo", onde são armazenadas suas lembranças. Cochilar após uma sessão de estudos podeajudar seu cérebro a reter informações importantes.

3. Estude o conteúdo e não a língua
Muitas escolas de idiomas ensinam lições de gramática e interpretação de texto. Mas um estudo provou que aprendemos uma língua mais rápido quando estudamos outro assunto ensinado no idioma e não a gramática e o vocabulário em si. Por exemplo, em vez de ensinar como se chamam alimentos em francês, seria mais produtivo aprender sobre culinária francesa em uma aula inteiramente na língua - seria uma forma mais natural de compreensão para nossos cérebros. E, com isso, estudantes também passam a se acostumar com a conversação no outro idioma.

4. Pratique todos os dias
Vamos combinar, se você é uma pessoa muito ocupada, é capaz que esqueça de estudar, ou acabe acumulando seu estudo pra um único dia da semana. Mas a melhor forma de reter informações é praticar um pouco todos os dias. Pense em seu cérebro como uma caixa de e-mail - se você manda muitas mensagens pesadas de uma vez, os e-mails não ficam, são devolvidos para o remetente. O mesmo acontece com conhecimentos e o cérebro. Você precisa dar tempo ao tempo e esperar o cérebro ler e arquivar as mensagens antes de enviar novos "anexos pesados".  Um truque para acelerar esse processo são as sonecas, como já citamos.

5. Misture novas informações com conceitos que você já entendeu bem
Repetir sempre as mesmas coisas não te ensina nada de novo. Parece óbvio falar isso, mas esse conceito prova que misturar informações novas com coisas que você já aprendeu é o ideal para revisar e criar novos conhecimentos ao mesmo tempo. Faça isso com textos em diferentes tempos verbais, ou com palavras que você desconhece. Tentar decorar o vocabulário por si só é, literalmente, tentar reter na memória todo o conteúdo de um dicionário.

Via: Equattoria - http://revistagalileu.globo.com/

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Baixar Livro - Subindo para Missões - Grátis - PDF

Download Livro - Subindo para Missões - Grátis - PDF

(Pr. José Bernardo) - Se você sente o chamado de Deus para missões, esse livro vai ajudar você a avaliar seu chamado e lhe dará algumas diretrizes para os próximos passos nessa vocação.

O autor, fundador e presidente da AMME Evangelizar, levará você do térreo ao topo das características que um missionário deve ter, partindo da história de Neemias, capítulo por capítulo. Prepare-se para uma grande viagem. Inicialmente esse livro somente será distribuído no formato digital e o download é gratuito.

Baixe ou leia online




Via: http://www.arsenaldocrente.blogspot.com.br/ e http://www.evangelizabrasil.com/ 

domingo, 21 de setembro de 2014

Algumas dicas para o evangelismo pessoal entre os hindus educados


Evangelismo Amizade é geralmente fácil de iniciar com os hindus. A maioria dos Hindus estima religião em geral e são gratuitos e abertos para falar sobre isso. A, interesse nonjudgemental sincero em todos os aspectos da vida indígena dará uma boa base para a amizade. Interação pessoal com os hindus levará a uma mais certa compreensão da essência do hinduísmo do que ler muitos livros.
A vida sempre como Cristo é o fator mais importante em compartilhar o evangelho com os hindus. As sugestões que se seguem devem ajudar a quebrar equívocos, de que há demasiadas, e ajudam a construir um testemunho positivo para Cristo. No entanto, aprender e aplicar esses pontos nunca poderá substituir uma vida transparente de paz e alegria no discipulado de Jesus Cristo.

Não:

  1. Criticar ou condenar o hinduísmo. Há muito que é bom e muito do que é ruim na prática do cristianismo e hinduísmo. Apontando os piores aspectos do hinduísmo não é a maneira de ganhar amigos ou mostrar o amor. É para o crédito de hindus que raramente retaliar contra os cristãos, apontando todas as nossas práticas vergonhosas e fracassos. Criticando o hinduísmo pode fazer-nos sentir que ganharam um argumento; ele não vai ganhar os hindus a Jesus Cristo.
  2. Não discuta ou debate sobre os pontos em que devemos discordar com os nossos amigos hindus. A maioria dos Hindus sentar levemente a sua teologia ou filosofia. Deus está acima de nossas definições e debates, eo homem de Deus deve estar acima de divergências humanos. Muitas vezes os pontos são levantados para desviar a conversa de Cristo e suas exigências imperiosas; manter um foco em cima dele e evitar o debate.
  3. Nunca permita que a sugestão de que a separação da família e / ou a cultura é necessário para se tornar um discípulo de Cristo. Insistir ou mesmo sutilmente incentivar um hindu a deixar sua casa e estilo de vida para se juntar a maneira como "cristão" da vida em termos de dieta e cultura, etc, é uma negação do ensinamento bíblico. (Veja 1 Coríntios 7.:. 17-24)
  4. Evite todos os que mesmo insinua triunfalismo e orgulho. Nós não somos os maiores as pessoas com maior religião, mas alguns hindus são ensinados que nós pensamos de nós mesmos dessa maneira. Não temos todo o conhecimento de toda a verdade; De fato, sabemos muito pouco (1 Cor 8, 1-2). Não desejamos toda a Índia a tornar-se "cristão". (Pense no que isso significa para um hindu - Índia como os Estados Unidos ou Europa) Mas nós desejamos toda a Índia para encontrar a paz, a alegria ea verdadeira espiritualidade. Tenha cuidado em usar testemunhos de hindus que encontraram Cristo, desde triunfalismo é frequentemente comunicados e ofende hindus. Testemunhos deve ser dada com humildade evidente, e com amor e estima para com o hinduísmo.
  5. Não fale rapidamente sobre o inferno, ou no fato de que Jesus é o único caminho para a salvação. Hindus ouvir essas coisas como triunfalismo e se ofendem desnecessariamente. Falar do inferno apenas com lágrimas de compaixão. Aponte para Jesus de modo que é óbvio que ele é o único caminho, mas deixar o Hindu ver e concluir isso por si mesmo, ao invés de tentar forçá-lo a ele.
  6. Nunca apresse. Qualquer pressionando por uma decisão ou de conversão vai fazer um grande dano. Deus deve trabalhar, e do Espírito Santo deve ser dada liberdade para se movimentar no seu próprio ritmo. Mesmo depois de uma profissão de Cristo é feito, não force mudanças rápidas em relação a imagens de deuses, amuletos, etc ser paciente e deixar uma pessoa vir a plena convicção na própria mente é antes de agir.
  7. Não force as idéias cristãs em passagens das escrituras hindus. Temos de ser escrupulosamente honesto na interpretação das escrituras de todas as religiões, e deve estudar diligentemente o contexto maior de todas as cotações. Há pontos de contato entre abundantes escrituras cristãs e hindus sobre questões temáticas amplas; alegando referências a Cristo quando esta não exista só prejudica a nossa credibilidade.
  8. Não deve haver nenhum apelo cristão sectário. Denominacionalismo é mortal, e empurrando pequenas doutrinas vai prejudicar o crescimento e ofender os buscadores espirituais.
  9. Não deve haver nenhuma pretensão ou fingimento. As sugestões apresentadas aqui devem ser honestamente aplicada e totalmente abraçada com o coração. Para tirar essas idéias apenas como uma estratégia de evangelismo, mas ignorá-los no resto da nossa vida e do pensamento, seria um pecado contra Deus e levaria a nada de bom.


Fazer:

  1. Trabalhar em sua vida os valores de simplicidade, renúncia, espiritualidade e humildade, contra os quais não há lei hindu tradicional (bíblicos e). Uma vida que reflete a realidade de "um imóvel e alma tranquila" (Salmo 131) nunca será desprezado pelos hindus.
  2. Empatia com os hindus. Apreciar tudo o que é bom, e ser verdadeiramente triste com erro e do pecado (tão triste quanto você é sobre o erro eo pecado no cristianismo). Aprenda a pensar como pensa o Hindu, e sentir como ele se sente.
  3. Conheça o hinduísmo, e cada Hindu individual. Vai levar algum estudo para obter uma ampla compreensão do hinduísmo, e escuta paciente será obrigado a entender de onde no espectro cada Hindu stands. Tanto o hinduísmo filosófico e devocional deve ser estudado com o objetivo de compreender o que agrada ao coração Hindu. Aqueles que se deslocam para o trabalho a sério cristã entre os hindus precisam se tornar mais experiente no hinduísmo do que os hindus se é. Alguns estudo da língua sânscrita irá provar inestimável. 
  4. Lembre-se o padrão bíblico de Atos 17 da introdução de verdade para o Hindu de sua própria tradição, e apenas secundariamente a partir da Bíblia. Por exemplo, o ensino bíblico sobre o pecado é repulsivo para muitos hindus modernos, mas suas próprias escrituras dar uma abundância de testemunho semelhante. Ponte da escritura hindu com a Bíblia e Cristo.
  5. Seja rápido para reconhecer o fracasso. Defendendo práticas erradas na igreja eo cristianismo ocidental só indica que estamos mais preocupados com a nossa religião do que somos de verdade.
  6. Centro em Cristo. Só Ele pode conquistar os corações de total lealdade a si mesmo. Em sua vida e fala assim centro nele que tudo vê em sua vida que só Deus é digno de viver. O hinduísmo é frequentemente chamado de "Deus-intoxicado", eo hindu que vive em todo este estado de espírito é posto fora por ênfases cristãos em tantos detalhes para a negligência do "uma coisa que é necessária" (Lc. 10:42 ).
  7. Seja rápido para reconhecer mistério e falta de compreensão total. O maior dos pensadores sabemos quase nada sobre Deus, eo Hindu aprecia aqueles que têm um profundo sentido do mistério de Deus e da vida. Não finja que você entende e pode explicar João 1:18, 1 Timóteo 1:17; 06:16, etc, mas apontar um hindu a essas verdades profundas e à nossa necessidade de se curvar diante de Deus e sua palavra.
  8. Compartilhe seu testemunho, descrevendo a sua experiência pessoal de perdição, perdão e paz da graça de Deus. Não afirmam conhecer a Deus em sua majestade e plenitude, mas compartilhar o que sabe em sua vida e experiência. Esta é a abordagem supremo na apresentação de Cristo para os hindus, mas os cuidados devem ser tomados para que a nossa participação é apropriado. Para gritar em uma esquina, ou compartilhar em todas as oportunidades aparente é ofensivo. O que Deus faz em nossas vidas é santo e privado, apenas para ser compartilhado na intimidade com aqueles que vão respeitar as coisas de Deus e sua obra em nossas vidas.
  9. Chumbo em oração e adoração, juntamente com o seu amigo hindu. O hinduísmo tem uma grande tradição de profunda espiritualidade, e por isso, é só por meio profundamente espirituais que podemos esperar para trazer os hindus para os pés de Jesus Cristo. Adorem em espírito e verdade e comunhão com Deus em oração abrirá nossos amigos hindus para a riqueza da espiritualidade disponíveis para os seguidores de Cristo. Este é o ambiente mais propício ao trabalho de levar hindus em discipulado de Jesus do Espírito Santo.


Um hindu, que professa a fé em Cristo deve ser ajudado na medida do possível para trabalhar o significado desse compromisso em seu próprio contexto cultural. Muitas vezes, um novo seguidor de Cristo está pronto para adotar toda e qualquer prática de cristãos ocidentais, e precisa ser ensinado o que é essencial eo que é secundário na vida cristã e adoração. Por exemplo, pode-se mostrar que a prática oriental de tirar os sapatos em um lugar de adoração tem forte precedência bíblica apesar do fato de que os sapatos são usados ​​em igrejas ocidentais.
Um novo crente deve ser advertidos contra fazer um anúncio abrupta para a sua família, uma vez que inflige grande sofrimento e inevitável produz profundo mal-entendido. Idealmente, um hindu irá compartilhar cada etapa da peregrinação de Cristo com a sua família, de modo que não há nenhuma surpresa no final. Numa fase inicial da comunicação, sejam reafirmados continuamente, seria a estima sincera pelas tradições indianas / Hindu em geral, que o discípulo de Cristo pode e manter.
Aproximando hindus sobre estas linhas não resulta em conversões rápidas e estatísticas impressionantes. Mas a audiência será adquirida com alguns que se recusaram a ouvir abordagens cristãs tradicionais. E os novos discípulos de Cristo podem ser ensinadas a lidar com mais sensibilidade com seus contextos, permitindo-lhes manter um testemunho contínuo de sua família e da sociedade. Como o fermento do evangelho está autorizado a trabalhar nas mentes hindus e da sociedade, a colheita é certo a seguir no próprio tempo de Deus.

Reproduzido de missões evangélicas Quarterly, de abril de 1994, Box 794, Wheaton, IL 80189
Fonte: Mission Frontiers 
Traduzido: Conecte Missões - Ferramenra tradutor Google

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