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domingo, 21 de junho de 2015

Qual o papel de uma Agência Missionária?


Qual é a utilidade de uma agência missionária? Será que realmente precisamos deste veículo para realizar a obra transcultural?

     Há várias maneiras de considerarmos o papel de uma agência missionária. Alguns são pessimistas e o definem como mal necessário, outros, como um bom instrumento do Senhor.
     As agências surgiram em resposta ao desafio de missões, e para servir à Igreja. Seus alvos básicos: despertar, treinar e enviar missionários. e isto sempre servindo a Igreja. Nem sempre foram tão eficientes para o que se propunham. Como qualquer outro ministério, as agências passaram pelas fases iniciais de uma organização, adquiriram experiência e se tornaram mais eficientes.
     Quando uma agência existe para servir um grupo de igrejas de uma mesma denominação, é chamada de junta missionária, fazendo o mesmo trabalho de uma agência interdenominacional, porém, servindo somente a uma denominação.
     Estamos em um momento histórico em que se reconhece a utilidade das agências e juntas, porém, como um certo apêndice desnecessário ao Corpo de Cristo. Alguns sugerem que por um certo tempo a Igreja foi desobediente e não atendeu ao seu chamado missionário, então o Senhor levantou as agencias, não como o ideal, mas por força das circunstâncias e negligência da Igreja.
     Uma outra maneira mais positiva de entendermos o papel de uma agência missionária é considerar as complexidades do campo missionário, pois, de fato, as agências foram fundadas por causa destas dificuldades e não por desobediência da Igreja, como tem sido sugerido. Pode ter havido erros históricos, quando as agências quase que se esqueceram o papel da Igreja como instrumento do Senhor, porém, o normal é terem a consciência que foram levantadas para servirem à Igreja naquilo que não lhe é fácil realizar.
     Será que uma só igreja conseguiria entender tudo sobre os povos tribais, muçulmanos, hindus e budistas? Será que urna só igreja conseguiria treinar todos os seus candidatos nos assuntos básicos necessários, tais como: adaptação transcultural, vida do missionário, base bíblica de missões, antropologia. Islamismo, etc.? Será que uma única igreja poderia dar todo apoio no campo que os missionários precisam?

Uma agência pode realizar as seguintes tarefas em serviço da Igreja:

1. Fazer todo o trabalho administrativo de manter um missionário no campo, incluindo remessa de sustento, socorro médico, visitas pastorais, supervisão do trabalho, planejamento e estratégia, apoio logístico, etc.
2. Informar a Igreja onde há mais necessidades de obreiros.
3. Treinar transculturalmente os futuros missionários.
4. Participar de conferências, cultos e congressos missionários para assim instruir a Igreja.
5. Ter know-how dos campos onde atua, e instruir os recém-chegados.
6. Ajudar no levantamento de recursos para o trabalho normal e para projetos especiais
7. Ajudar a conseguir o visto.
8. Servir às igrejas já existentes, quando este for o caso, sempre treinando nacionais para assumirem o trabalho, tanto em um campo pioneiro, como em um campo com uma igreja já estabelecida.
9. Promover a unidade na expansão da obra missionária.

     Há outros pontos também importantes, porém, estes são suficientes para ilustrarmos como as agências podem ser uma bênção para a Igreja, e como é difícil para a Igreja ter toda a estrutura necessária para desenvolver a obra missionária. As agências e juntas são instrumentos do Senhor, levantadas por Ele, cujos dirigentes e trabalhadores são amantes da obra de missões, especializados nisto, e fiéis membros de suas igrejas locais. Trabalham para servir a Igreja em sua totalidade.

Por: Pr. Silas M. Tostes. Presidente da AMTB - Associação de Missões Transculturais Brasileira
Via: www.missaoterra.com

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Eu tenho um chamado Missionário?

Se você um dia recebeu a Cristo como Senhor e vive uma vida que mostra os frutos de uma verdadeira conversão, então a sua resposta é
SIM.

Oswaldo Prado, missionário da SEPAL, traz com muita clareza em seu livro"Do Chamado ao Campo" uma excelente definição  do que classicamente ouvimos falar sobre 'chamado missionário, mostrando assim duas diferenças fundamentais:

Chamado: "O chamado de Deus tem mais haver com a convicção íntima e crescente baseados na Palavra de Deus e confirmada pelo Espírito de Deus ao nosso espírito. Este chamado recebe também a aprovação e confirmação pelo corpo de Cristo, Sua Igreja. Uma vez que todos os cristão são chamados a testemunhar, temos então todos um ‘chamado’ inerente à Palavra de Deus e respaldada pelo Espírito Santo em nós. Destes, Deus pode separar alguns para o ministério integral e/ou parcial, o qual damos o nome de chamado ministerial: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres"

Direcionamento: "O que aconteceu com Paulo (apóstolo) e sua travessia à Macedônia não foi um chamado, mas uma direção de Deus. O mesmo aconteceu com Jonas (profeta) . Esta direção pode ser chamada também de comissionamento específico ou tarefa a ser executada, neste caso não por todos, mas por alguns."


Na carta da Paulo aos Efésios cap.4 o apóstolo e missionário Paulo traz  uma ótima definição da manifestação dos dons ministeriais distribuídos na igreja

v.1- “... vivam de maneira digna da vocação que receberam.”
Que vocação é esta? O chamado para servir Jesus e ampliar o Seu Reino aqui na terra. Surge na conversão e é progressiva, do ponto de vista do entendimento, clareza e definição.
‘receberam’... de quem? Do Senhor Jesus, quem chama, capacita, supre e envia.

Chamado Ministerial

v.11- “Ele designou alguns para...” – pensando de maneira missiológica:

Apóstolos: pioneiros, desbravadores. Plantam igrejas e as supervisiona de perto e de longe.
Profetas: trazem discernimento da voz de Deus e de Sua Palavra: Santidade, oração.
Evangelistas: discipulado – um a um. Levam da conversão ao batismos e à maturidade cristã.
Pastores: cuidam das ovelhas. Assistem as igrejas que foram plantadas
Mestres: profundidade na Palavra. Treinamento de líderes autóctones.
* a maioria das pessoas trazem no seu chamado características de mais de um ministério, mas um normalmente se destaca.

A manifestação bíblica dos Cinco Ministérios servem para:

v.12 – “... preparar os santos... para que o corpo de Cristo seja edificado. “ – Traduzimos para o Reino de Cristo na terra.
v.13- “atingindo a medida da plenitude de Cristo” –

E trabalharmos missionariamente para ver o eterno propósito de Deus se cumprindo em nossa geração:
"Uma família de muitos filhos semelhantes ao Seu filho Jesus."
Paulo ainda escrevendo para o seu filho na fé Timóteo diz:

“[DEUS] deseja que todos os homens sejam salvos...”2 Tm. 2:4


Conclusão: A obra missionária não é um evento do calendário da Igreja. Missões é uma tarefa individual e pessoal, que compõe o coletivo que chamamos de ‘Igreja’. Missões é baseado no segundo mandamento, respaldado por Jesus: O primeiro ( adoração)  é amar a Deus sobre todas as coisas e o segundo ( missões) e amar ao próximo como a nós mesmos; ou melhor, como Cristo nos amou. E Ele nos amou até o fim.

Ef.4.16- “todo o corpo ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas.... na medida que cada parte realiza a sua função”

Qual tem sido então a sua função?

E lembre-se: Seja um missionário onde você está. Testemunhe o amor de Cristo em todas as oportunidades, até a volta de Jesus.

Abraço missionário,

Sadler Lopes
Fonte: Blog IBREMAI

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O que é ser missionário?


Ser missionário não é privilégio de determinadas pessoas, mas a essência de ser cristã: “Anunciar o evangelho é necessidade que se me impõe”. (I Coríntios 9:16). É um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. “Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária”.

Ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do “diferente”, ir ao encontro do marginalizado – o preferido de Jesus.

O evangelismo “com renovado ardor missionário” exige que a pregação do evangelho responda aos “novos anseios do povo”.

Exige de mim, de você, de todos nós, uma abertura constante, pessoal e comunitária para responder aos desafios de hoje. É a missão de fidelidade ao “envio” de Jesus: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (João 20:21). Sem entusiasmo e esta convicção, arriscaremos perder a alegria do anúncio da boa-nova libertadora.

Como conseqüência deste assumir o compromisso missionário, nasce novo estilo de missões: não levar, mas descobrir. Não só dar, mas receber. Não conquistar, mas partilhar e buscar juntos. Não ser mestre, mas aprendiz da verdade. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.

E aí vai o desafio: como eu posso ser missionário em minha casa, no trabalho e na comunidade em que vivo? Assumo o compromisso de cristão, vivendo e transmitindo a boa-nova da paz, da justiça, do amor, do perdão, da fraternidade, da acolhida?

...Ser missionário é fazer uma decisão radical de entrega total ao reino de Deus em prol da promoção humana.

Fonte: Montesiao.pro.br

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Como fazer Missões


VISÃO, AMOR PELOS PERDIDOS E DISPOSIÇÃO 

Para iniciar um trabalho missionário numa igreja, é necessário primeiramente que, aquelas pessoas interessadas em fazê-lo, se prontifiquem a compreender a vontade de Deus em relação ao assunto. Para isso, precisam ter a visão certa: a visão de Deus. Então podemos fazer algumas perguntas para entendermos melhor sobre essa necessidade.

- O que você sente no coração quando ouve alguém falar sobre as necessidades do mundo?
- Idéias novas e diferentes surgem em sua mente quando alguém lhe fala sobre missões?
- Você ora constantemente pelos missionários que estão no campo?
- Você tem influenciado outros para se envolverem com missões?
- Quando alguém compartilha contigo a respeito do seu chamado, você o incentiva a continuar?
- Você já mobilizou pessoas alguma vez a enviar uma oferta missionária para missões?
- Você gosta de participar de conferências, congressos, acampamentos que abordam o tema missões?
- Você envia periodicamente oferta para algum missionário no campo?

Deu para sentir que as perguntas acima apontam uma ligação inquebrável das três áreas necessárias na vida da igreja, para alguém iniciar um departamento missionário. Essas áreas são, na verdade, a essência do compromisso missionário que todo cristão deve ter no seu dia a dia, elas são:

VISÃO + AMOR PELOS PERDIDOS + DISPOSIÇÃO = M I S S Õ E S 

Mais de dois bilhões e setecentos milhões de seres humanos, número que representa cerca de dois terços da humanidade, ainda não foram evangelizados. Sentimo-nos envergonhados da nossa negligência para com tanta gente; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a Igreja. Há, no momento, todavia, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes para com o Senhor Jesus Cristo. Estamos convictos de que esta é a hora de as igrejas e outras instituições orarem fervorosamente pela salvação do povo não evangelizado e de lançarem novos programas visando a evangelização total do mundo.

(CONGRESSO INTERNACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL, Lausanne) 

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura"

(Marcos 16:15).

As Boas Novas do Evangelho foram deixadas na terra por Jesus, para toda a raça humana. Por isso, devemos ir por todo mundo, e não apenas para algumas regiões. O "Ide" é imperativo e não opcional. Este é o nosso chamado como corpo de Cristo, é a nossa responsabilidade: ir e pregar o evangelho.

VISÃO - Olhar para o mundo sob a perspectiva bíblica. Saber que Jesus morreu por todos os homens. Conhecer as necessidades do homem e ter a verdadeira consciência sobre as responsabilidades conferidas a você para mudar tal situação.

AMOR PELOS PERDIDOS - Uma paixão desenfreada por aqueles que se perdem no mundo. Preocupação autêntica com as pessoas que ainda não foram alcançadas pelo evangelho. Sofrimento e dor quando ouve alguma notícia sobre a situação caótica da raça humana. Sente a responsabilidade de mudar a situação.

DISPOSIÇÃO - Levanta-se para fazer algo concreto em benefício das pessoas. Não mede esforços para trabalhar na casa de Deus. Está sempre alegre em saber que tudo aquilo que é feito para a obra de Deus é bom e satisfatório. Não importa o resultado imediato, o importante é que o nome do Senhor está sendo glorificado. Dispõe-se debaixo de uma vívida e empolgante responsabilidade para mudar a situação.

Visão = Conhecer a responsabilidade.
Amor pelos perdidos = Sentir a responsabilidade.
Disposição = Agir sob a responsabilidade.

Fazer missões é algo imperativo para o povo de Cristo. O "Ide" é uma ordem do próprio Senhor Jesus.

Fonte:Igreja Metodista Wesleyana
Via: Veredas Missionárias

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O que é Ebola? O que Ebola faz no corpo?



Imagens do Wikipedia

O que é Ebola?
O ebola é um dos vírus mais mortais do planeta porque mata até 90% das pessoas infectadas.
Ele foi identificado pela primeira vez em 1976 no Zaire, atual República Democrática do Congo, nas proximidades do rio Ébola, que lhe deu o nome.
O vírus causa uma doença conhecida como febre hemorrágica ebola.
Não há vacina ou cura. O vírus se espalha através do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, causando febre, diarreia e sangramentos.

Os sintomas iniciais incluem febre repentina, fraqueza intensa, dores musculares e dor de garganta.
A seguir, surgem vômito, diarreia e, em alguns casos, sangramento interno e externo, com interrupção do funcionamento dos órgãos.
Os humanos pegam o vírus por meio do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, antílopes florestais e morcegos frutíferos - estes últimos são uma iguaria na Guiné, onde a surgiu o atual surto.
Em seguida, o ebola se espalha de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, através do contato com ambientes contaminados.
Até mesmo os funerais das vítimas do ebola pode ser um risco, se os enlutados tiverem contato direto com o corpo do falecido.
O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil.

Pessoas podem transmitir a doença enquanto o vírus permanecer em seu sangue e secreções - o que pode elevar até sete semanas depois da recuperação.

Vídeo explicativo:

Onde o ebola ataca?
A febre hemorrágica ebola até agora tem ficado restrita essencialmente à África. Surtos de ebola ocorrem principalmente em aldeias remotas na África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais, segundo a OMS.
Os países afetados com mais frequência estão mais ao leste desta área: a República Democrática do Congo, Uganda e Sudão.
Mas o surto que está acontecendo agora é incomum, porque está concentrado na Guiné, um país que nunca tinha sido afetado pela doença, e está-se espalhando para áreas urbanas, tendo inclusive chegado à capital, Conakry, onde vivem dois milhões de pessoas.

A entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF) diz que o surto é "sem precedentes" pois os casos estão espalhados em vários locais em toda a Guiné.
Como se prevenir contra o ebola?
A OMS orienta evitar o contato com pacientes infectados por ebola e seus fluidos corporais. Não se deve tocar em nada que poderia ter sido contaminado, como toalhas compartilhadas.

Quem cuidar do doente deve usar luvas e equipamento de proteção, tais como máscaras, e lavar as mãos regularmente.
A OMS também adverte contra o consumo da carne de caça crua e qualquer contato com morcegos ou macacos.
Mas o ministro da Saúde da Libéria foi além, aconselhando as pessoas a parar de ter relações sexuais, além da orientação de não apertar as mãos ou dar beijo. A OMS não se manifestou sobre essas orientações.

Como o Ebola entra no corpo?

O ebola não se transmite pelo ar – é preciso ter contato com o vírus para haver risco de infecção, diz Bhadelia.

Ele é transmissível por exposição a algum animal infectado (como um morcego ou um primata), por exposição aos fluidos corporais de um humano infectado e sintomático e por exposição a itens contaminados com o vírus.

As pessoas que “cuidam de alguém em casa... quando limpam vômito ou diarreia têm contato [com o vírus], pois os fluidos estão contaminados”, diz ela. “O vírus penetra seu corpo pelo nariz, pela boca e assim por diante.”

O ebola sobrevive fora do hospedeiro por um período de tempo significativo – até um par de dias – em temperatura ambiente.

“É por isso que o controle de infecções é uma parte tão importante”, disse Bhadelia. “Se você tem equipamentos de esterlização, acesso a desinfetantes.... e você consegue manter os ambientes limpos e os pacientes isolados, o surto jamais vai se espalhar.”

É por isso que lugares com bons controles de infecção e infraestrutura médica não correm nenhum risco de surto desse patógeno, acrescentou ela.

O que Ebola faz no corpo?
O QUE ACONTECE NO CORPO DEPOIS DA INFECÇÃO PELO VÍRUS?

Depois de entrar no corpo, o vírus do ebola entra nas células e se reproduz. “Depois ele explode as células e produz essa proteína que causa devastação”, explicou Bhadelia. A proteína é chamada glicoproteína ebolavirus, e ela se liga às células na parte interna dos vasos sanguíneos.

Isso aumenta a permeabilidade dos vasos – o que leva ao vazamento do sangue. “O vírus provoca um desarranjo na capacidade do corpo de coagular e engrossar o sangue”, disse ela.

Mesmo pessoas que não apresentem sintomas de hemorragia terão esse vazamento de sangue dos vasos – o que pode levar ao choque e, eventualmente, à morte.

O vírus do ebola também é mestre em evadir as defesas naturais do corpo: ele bloqueia os sinais enviados para as células chamadas neutrófilas, as células brancas que têm a responsabilidade de soar o alarme para o sistema imunológico entrar em ação e atacar.

Na verdade, o ebola infecta as células imunológicas e as usa para viajar para outras partes do corpo – incluindo o fígado, os rins, o baço e o cérebro.

Cada vez que uma das células infectadas pelo ebola explode e seu conteúdo se espalha, o dano e a presença das partículas do vírus ativam moléculas chamadas citoquinas.

Num organismo saudável, as citoquinas são responsáveis por provocar uma resposta inflamatória, para que o corpo saiba que está sendo atacado.

Mas, no caso de um paciente de ebola, “a liberação [das citoquinas] é avassaladora, o que causa sintomas parecidos com os da gripe”, que são os primeiros sinais do ebola, disse Bhadelia.

Quais são os sintomas?

O ebola costuma começar com sintomas parecidos com os da gripe. Apesar de ser conhecido pela hemorragia extrema – sangramento dos olhos etc. --, nem todos os pacientes apresentarão esses sintomas.

“Na verdade, só 20% das pessoas terão [esses sintomas extremos]”, diz Bhadelia. “Algumas pessoas podem sucumbir à doença antes que ela chegue a esse ponto, algumas podem ter pequenos sangramentos, algumas podem ter sangramentos nas gengivas, ou feridas na pele.”

Os sintomas parecidos com os da gripe costumam aparecer nas primeiras fases da doença, antes de a pessoa ficar mais doente e começar a sentir os sintomas mais graves, como vômito, diarreia e baixa pressão arterial.

O sangramento extremo ocorre mais para o final da doença. As pessoas que morrem de infecção do ebola costumam ter falência múltipla de órgãos e choque.

“O choque é do sangramento – você está sangrando em diversas partes do corpo, e o sangue vaza das veias”, explica Bhadelia. “Mesmo que [você não tenha] os sinais externos da hemorragia, você ainda está vazando sangue.”

COMO É QUE ALGUMAS PESSOAS SOBREVIVERAM À INFECÇÃO MORTAL?

Tem a ver basicamente com dois fatores. O primeiro é a saúde da pessoa, em geral – o sistema imunológico e sua capacidade de se recuperar de uma infecção viral.

O segundo é o tipo de exposição. A recuperação é mais provável se a exposição não foi severa – ou seja, talvez a pessoa tenha sido exposta a alguém que estivesse na fase inicial da doença, e a quantidade do vírus nos fluidos corporais ainda não fosse muito grande, disse Bhadelia.

Além disso, o que se sabe é que o ebola exige um marcador conhecido na superfície das células humanas para poder penetrá-las.

Os pesquisadores descobriram em ambiente de laboratório que as células de algumas pessoas não têm esse marcador, ou eles sofreram algum tipo de mutação, o que impede a entrada do vírus nas células.

Mas as pesquisas com o ebola ainda estão em sua infância, e o conhecimento a respeito do comportamento do vírus ainda está em evolução, disse Bhadelia.

Ainda assim, esse tipo de descoberta aponta o caminho para potenciais tratamentos. Agora, disse ela, existem pesquisas para desenvolver tratamentos que funcionem de vários jeitos diferentes.

Um deles é impedir a replicação do vírus dentro da célula. “Basicamente é uma interrupção completa, e o vírus não consegue copiar seu material genético indefinidamente para se reproduzir”, disse Bhadelia.

Outro jeito é ajudar o sistema imunológico a criar uma resposta efetiva ao ebola usando versões atenuadas do vírus. Dessa maneira, “o corpo pode criar uma resposta efetiva para quando o vírus real aparecer”.

Uma terceira alternativa é criar anticorpos específicos contra o vírus, dando “um impulso externo ao sistema imunológico”, disse ela.

Fonte: Exame Abril, Diário da Saúde, Wikipedia
Via: Equattoria

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