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domingo, 24 de maio de 2015

Após ebola, Libéria tenta recuperar a fé da população

Após ebola, Libéria tenta recuperar a fé da população

A Libéria conseguiu vencer a epidemia de ebola, doença que matou 4.700 pessoas. Agora o país tenta reconstruir seus hospitais, escolas e principalmente a economia.

Mas o que parece ser um verdadeiro desafio será conquistar a fé da população que deixou de frequentar principalmente as igrejas pentecostais.
Joseph Vayombo, secretário da Igreja Unida Deus É Nossa Luz falava para poucas pessoas profetizando que a denominação não irá morrer. “Alguns de vocês estão pensando que esta igreja vai morrer. Fá pessoas aqui que querem que esta igreja morra”, disse.

A denominação não é a única que viu o número de fiéis caírem no país, muitas outras perderam seus seguidores depois do surto da doença.
Os pastores pentecostais tentaram ajudar, através da fé, a conter a doença que muitos dizem ser obra do diabo. Em Monróvia, por exemplo, os pastores descumpriram as ordens para se preservarem e oraram sobre seus congregados. O resultado: 40 pastores morreram de ebola.

Na Igreja Unida Deus É Nossa Luz um caso semelhante fez com que 10% da igreja morresse da doença. Uma mulher doente resolveu pedir oração de cura, os fiéis oraram por ela com imposição de mãos, depois disso todos ficaram infectados e oito membros da igreja morreram (a igreja tinha 80 membros).
Entre os mortos estava James Fallah, o cuidador da igreja, o homem tinha quatro crianças e morreu poucas horas depois de ser levado para uma clínica. O reverendo Edward Kellie, pastor-chefe da igreja, também adoeceu, mas disse que não era ebola. Ele ficou ausente da congregação e agora retorna para tentar levantar a denominação.

O pastor-assistente, Philip Moseray, confessa que a doença trouxe problemas pra igreja. “O ebola trouxe problemas para as igrejas e para os relacionamentos”, disse ele. “Mas Deus está no controle, e não vamos desistir. Estamos tentando nos reconstruir. Estamos tentando nos superar”.
Um dos motivos que afastou os fiéis, segundo Moseray, foi o fato da igreja ter aberto suas portas para os doentes diante de uma enfermidade tão contagiosa. “As pessoas estavam revoltadas com a liderança da igreja por receber pessoas doentes – a igreja é um lugar de oração, e não um hospital”.

O Conselho Inter-Religioso da Libéria trabalhou com autoridades religiosas cristãs e muçulmanas para impedir práticas que envolvessem tocar nos doentes ou mortos vítimas de ebola. A maioria das igrejas e mesquitas respeitaram a recomendação, menos as igrejas pentecostais que recebiam e oravam pelos doentes, espalhando a doença entre seus fiéis.

No caso da Igreja Unida Deus É Nossa Luz, o prédio ficou sob quarentena por conta das mortes geradas pelo episódio. No hospital onde Fallah foi atendido, 15 pessoas se infectaram e também morreram, incluindo um dos principais jogadores de basquete do país.
A esposa do cuidador da igreja também pegou ebola, mas conseguiu se curar. Foi ela que recebeu a oração dos demais integrantes da igreja, quem orou por ela morreu, ela está viva e seu caso se tornou um mistério.

Fonte: GospelPrime

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Microsoft oferece ajuda nas pesquisas contra o Ebola


Bill Gates é famoso por doar fortunas para o combate a doenças, e agora parece ter passado este espírito para a empresa que ajudou a fundar. A Microsoft também decidiu ajudar no combate ao Ebola, oferecendo seus serviços de processamento em nuvem para pesquisas contra a doença.

O projeto é oferecido pelo Microsoft Research, divisão de pesquisas da empresa, que irá receber propostas de cientistas e pesquisadores que tenham o interesse em utilizar a plataforma Azure. A intenção é usar o poder de processamento em nuvem para facilitar o acesso a serviços e dados que profissionais da saúde e pesquisadores necessitem.

Para fazer a proposta e fazer uso da ferramenta, os interessados precisam estar ligados a alguma instituição acadêmica. Os candidatos deverão explicar em detalhes como eles pretendem usar o serviço neste link.

Com o temor de que o vírus avance além do continente africano, onde a doença já se tornou um problema real, é interessante e útil ver as grandes empresas auxiliando nas pesquisas, principalmente aquelas que têm o orçamento apertado.

Fonte: Olhar Digital - Via The Next Web

terça-feira, 30 de setembro de 2014

EUA confirmam primeiro caso de ebola diagnosticado no país

Hospital Texas Health Presbyterian, onde paciente americano foi diagnosticado com ebola nesta terça-feira (30); ele saiu da Libéria no dia 19 e apresentou sintomas 4 ou 5 dias depois, já nos EUA (Foto: AP Photo/LM Otero)

Informação é dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.
Paciente viajou da Libéria aos EUA e apresentou sintomas 5 dias depois.

O que é Ebola? O que Ebola faz no corpo?

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmaram, nesta terça-feira (30), o primeiro caso de ebola diagnosticado no país.

Trata-se de um paciente que havia sido isolado em um hospital de Dallas, no Texas, depois de apresentar sintomas compatíveis com o ebola. O doente, que não teve seu nome divulgado até o momento, está sendo tratado na instituição.
Tom Frieden, diretor dos CDC, explicou que o paciente viajou da Libéria para os EUA no dia 19 de setembro e não apresentava sintomas.  Ele começou a apresentar sinais da doença quatro ou cinco dias depois. No dia 26, procurou ajuda médica e no dia 28 (domingo) foi isolado no hospital no Texas.

Segundo Frieden, o próximos passo, além de dar a melhor assistência possível ao doente, é identificar as pessoas que tiveram contato com ele quando estava transmitindo a doença. “Assim que essas pessoas forem identificadas serão monitoradas por 21 dias”, disse o diretor.
Ele acrescentou que "algumas pessoas" podem ter sido expostas ao paciente, principalmente membros da família. "É certamente possível que alguém que tenha tido contato com esse indivíduo possa desenvolver ebola nas próximas semanas", afirmou, durante a coletiva.
Frieden tranquilizou a população quanto ao risco de infecção dos passageiros que voieram da África no mesmo voo que o paciente americano. "Em relação ao voo, o ebola não se espalha quando a pessoa não está doente (apresentando sintomas). Não acreditamos que há risco para as pessoas que estavam no avião."

"Não tenho duvidas de que controlaremos essa importação de ebola para que não se espalhe", completou.
Os americanos discutem atualmente a possibilidade de usar drogas experimentais ou transufsão de plasma sanguíneo de um paciente que se curou do ebola para tratar o paciente diagnosticado com a doença no Texas. De acordo com a Casa Branca, o presidente Barack Obama já foi informado sobre os detalhes do caso por Tom Frieden, dos CDC.

Outros americanos infectados
Desde que começou a epidemia de ebola na África Ocidental, os Estados Unidos já tinham recebido outros americanos infectados pela doença. Porém, nesses casos, eles já chegaram ao país com o diagnóstico da infecção, com uma estrutura de isolamento já preparada para recebê-los.
Foi o caso do médicos missionários Kent Brantly e Rick Sacra, além da trabalhadora voluntária Nancy Writebol. Infectados na Libéria, os três foram tratados nos Estados Unidos e tiveram alta recentemente.
O Instituto Nacional de Saúde americano (NIH) reportou ainda ter recebido outro médico americano que foi exposto ao vírus enquanto trabalhava em Serra Leoa de maneira voluntária.

Mais de 3 mil mortos na África
O balanço mais recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) calculou que 3.091 pessoas já morreram de ebola desde o início da epidemia, em março, em cinco países da África Ocidental. Ao todo, 6.574 pessoas foram infectadas nessa região.
Só a Libéria já registrou 1.830 mortes, quase três vezes mais do que Guiné e Serra Leoa, os outros dois países mais afetados pela doença, de acordo com as informações da OMS.
A Nigéria e o Senegal, as duas outras nações que tiveram casos confirmados de ebola na região, não tiveram o registro de novos casos ou mortes.

Fonte: G1 http://g1.globo.com
Com todas informações do G1.Globo.com

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O que é Ebola? O que Ebola faz no corpo?



Imagens do Wikipedia

O que é Ebola?
O ebola é um dos vírus mais mortais do planeta porque mata até 90% das pessoas infectadas.
Ele foi identificado pela primeira vez em 1976 no Zaire, atual República Democrática do Congo, nas proximidades do rio Ébola, que lhe deu o nome.
O vírus causa uma doença conhecida como febre hemorrágica ebola.
Não há vacina ou cura. O vírus se espalha através do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, causando febre, diarreia e sangramentos.

Os sintomas iniciais incluem febre repentina, fraqueza intensa, dores musculares e dor de garganta.
A seguir, surgem vômito, diarreia e, em alguns casos, sangramento interno e externo, com interrupção do funcionamento dos órgãos.
Os humanos pegam o vírus por meio do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, antílopes florestais e morcegos frutíferos - estes últimos são uma iguaria na Guiné, onde a surgiu o atual surto.
Em seguida, o ebola se espalha de uma pessoa para outra, por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente, através do contato com ambientes contaminados.
Até mesmo os funerais das vítimas do ebola pode ser um risco, se os enlutados tiverem contato direto com o corpo do falecido.
O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas, e o diagnóstico é difícil.

Pessoas podem transmitir a doença enquanto o vírus permanecer em seu sangue e secreções - o que pode elevar até sete semanas depois da recuperação.

Vídeo explicativo:

Onde o ebola ataca?
A febre hemorrágica ebola até agora tem ficado restrita essencialmente à África. Surtos de ebola ocorrem principalmente em aldeias remotas na África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais, segundo a OMS.
Os países afetados com mais frequência estão mais ao leste desta área: a República Democrática do Congo, Uganda e Sudão.
Mas o surto que está acontecendo agora é incomum, porque está concentrado na Guiné, um país que nunca tinha sido afetado pela doença, e está-se espalhando para áreas urbanas, tendo inclusive chegado à capital, Conakry, onde vivem dois milhões de pessoas.

A entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF) diz que o surto é "sem precedentes" pois os casos estão espalhados em vários locais em toda a Guiné.
Como se prevenir contra o ebola?
A OMS orienta evitar o contato com pacientes infectados por ebola e seus fluidos corporais. Não se deve tocar em nada que poderia ter sido contaminado, como toalhas compartilhadas.

Quem cuidar do doente deve usar luvas e equipamento de proteção, tais como máscaras, e lavar as mãos regularmente.
A OMS também adverte contra o consumo da carne de caça crua e qualquer contato com morcegos ou macacos.
Mas o ministro da Saúde da Libéria foi além, aconselhando as pessoas a parar de ter relações sexuais, além da orientação de não apertar as mãos ou dar beijo. A OMS não se manifestou sobre essas orientações.

Como o Ebola entra no corpo?

O ebola não se transmite pelo ar – é preciso ter contato com o vírus para haver risco de infecção, diz Bhadelia.

Ele é transmissível por exposição a algum animal infectado (como um morcego ou um primata), por exposição aos fluidos corporais de um humano infectado e sintomático e por exposição a itens contaminados com o vírus.

As pessoas que “cuidam de alguém em casa... quando limpam vômito ou diarreia têm contato [com o vírus], pois os fluidos estão contaminados”, diz ela. “O vírus penetra seu corpo pelo nariz, pela boca e assim por diante.”

O ebola sobrevive fora do hospedeiro por um período de tempo significativo – até um par de dias – em temperatura ambiente.

“É por isso que o controle de infecções é uma parte tão importante”, disse Bhadelia. “Se você tem equipamentos de esterlização, acesso a desinfetantes.... e você consegue manter os ambientes limpos e os pacientes isolados, o surto jamais vai se espalhar.”

É por isso que lugares com bons controles de infecção e infraestrutura médica não correm nenhum risco de surto desse patógeno, acrescentou ela.

O que Ebola faz no corpo?
O QUE ACONTECE NO CORPO DEPOIS DA INFECÇÃO PELO VÍRUS?

Depois de entrar no corpo, o vírus do ebola entra nas células e se reproduz. “Depois ele explode as células e produz essa proteína que causa devastação”, explicou Bhadelia. A proteína é chamada glicoproteína ebolavirus, e ela se liga às células na parte interna dos vasos sanguíneos.

Isso aumenta a permeabilidade dos vasos – o que leva ao vazamento do sangue. “O vírus provoca um desarranjo na capacidade do corpo de coagular e engrossar o sangue”, disse ela.

Mesmo pessoas que não apresentem sintomas de hemorragia terão esse vazamento de sangue dos vasos – o que pode levar ao choque e, eventualmente, à morte.

O vírus do ebola também é mestre em evadir as defesas naturais do corpo: ele bloqueia os sinais enviados para as células chamadas neutrófilas, as células brancas que têm a responsabilidade de soar o alarme para o sistema imunológico entrar em ação e atacar.

Na verdade, o ebola infecta as células imunológicas e as usa para viajar para outras partes do corpo – incluindo o fígado, os rins, o baço e o cérebro.

Cada vez que uma das células infectadas pelo ebola explode e seu conteúdo se espalha, o dano e a presença das partículas do vírus ativam moléculas chamadas citoquinas.

Num organismo saudável, as citoquinas são responsáveis por provocar uma resposta inflamatória, para que o corpo saiba que está sendo atacado.

Mas, no caso de um paciente de ebola, “a liberação [das citoquinas] é avassaladora, o que causa sintomas parecidos com os da gripe”, que são os primeiros sinais do ebola, disse Bhadelia.

Quais são os sintomas?

O ebola costuma começar com sintomas parecidos com os da gripe. Apesar de ser conhecido pela hemorragia extrema – sangramento dos olhos etc. --, nem todos os pacientes apresentarão esses sintomas.

“Na verdade, só 20% das pessoas terão [esses sintomas extremos]”, diz Bhadelia. “Algumas pessoas podem sucumbir à doença antes que ela chegue a esse ponto, algumas podem ter pequenos sangramentos, algumas podem ter sangramentos nas gengivas, ou feridas na pele.”

Os sintomas parecidos com os da gripe costumam aparecer nas primeiras fases da doença, antes de a pessoa ficar mais doente e começar a sentir os sintomas mais graves, como vômito, diarreia e baixa pressão arterial.

O sangramento extremo ocorre mais para o final da doença. As pessoas que morrem de infecção do ebola costumam ter falência múltipla de órgãos e choque.

“O choque é do sangramento – você está sangrando em diversas partes do corpo, e o sangue vaza das veias”, explica Bhadelia. “Mesmo que [você não tenha] os sinais externos da hemorragia, você ainda está vazando sangue.”

COMO É QUE ALGUMAS PESSOAS SOBREVIVERAM À INFECÇÃO MORTAL?

Tem a ver basicamente com dois fatores. O primeiro é a saúde da pessoa, em geral – o sistema imunológico e sua capacidade de se recuperar de uma infecção viral.

O segundo é o tipo de exposição. A recuperação é mais provável se a exposição não foi severa – ou seja, talvez a pessoa tenha sido exposta a alguém que estivesse na fase inicial da doença, e a quantidade do vírus nos fluidos corporais ainda não fosse muito grande, disse Bhadelia.

Além disso, o que se sabe é que o ebola exige um marcador conhecido na superfície das células humanas para poder penetrá-las.

Os pesquisadores descobriram em ambiente de laboratório que as células de algumas pessoas não têm esse marcador, ou eles sofreram algum tipo de mutação, o que impede a entrada do vírus nas células.

Mas as pesquisas com o ebola ainda estão em sua infância, e o conhecimento a respeito do comportamento do vírus ainda está em evolução, disse Bhadelia.

Ainda assim, esse tipo de descoberta aponta o caminho para potenciais tratamentos. Agora, disse ela, existem pesquisas para desenvolver tratamentos que funcionem de vários jeitos diferentes.

Um deles é impedir a replicação do vírus dentro da célula. “Basicamente é uma interrupção completa, e o vírus não consegue copiar seu material genético indefinidamente para se reproduzir”, disse Bhadelia.

Outro jeito é ajudar o sistema imunológico a criar uma resposta efetiva ao ebola usando versões atenuadas do vírus. Dessa maneira, “o corpo pode criar uma resposta efetiva para quando o vírus real aparecer”.

Uma terceira alternativa é criar anticorpos específicos contra o vírus, dando “um impulso externo ao sistema imunológico”, disse ela.

Fonte: Exame Abril, Diário da Saúde, Wikipedia
Via: Equattoria

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